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terça-feira, 5 de junho de 2007

On Being

Eu pensei que todo mundo já conhecia, mas a série de vídeos On Being parece ser o segredo mais bem guardado da web. O jornal Washington Post publica semanalmente, às quartas-feiras, vídeos de não mais de quatro minutos produzidos pela videógrafa Jennifer Crandall.

"On Being é um projeto baseado na simples noção de que nós deveríamos conhecer uns aos outros um pouco melhor. O que se encontra aqui é uma série de vídeos que levam você às reflexões, paixões, histórias e peculiaridades de todos os tipos de pessoas. Esta é a essência de quem são, de quem somos."

Esta série me lembra um pouco os filmes longa-metragem da série Up (eu vi 42Up e 49Up), em que um cineasta britânico (Michael Apted) vem entrevistando o mesmo grupo de pessoas a cada sete anos, desde que todos tinham 7 anos. O efeito é emocionante, pois por mais que a vida de cada um dos "personagens" seja diferente da dos outros e das nossas, a linha comum - somos todos humanos, com defeitos, qualidades, misérias e alegrias - une a narrativa e transborda da tela.

As pessoas entrevistadas em On Being são comuns, vivem aqui em DC, e falam de coisas prosaicas. Mas como de perto ninguém é normal, as entrevistas tomam rumos surpreendentes que enternecem, fazem rir e emocionam. Confira os vídeos mais recentes mas também o arquivo com os primeiros da série - ao todo são vinte entrevistas até agora, mais um episódio com outtakes. Não vou falar mais dos personagens porque estraga a surpresa. Digam o que acharam nos comentários.

Imperdível!

domingo, 3 de junho de 2007

Ela lê no metrô: High Fidelity e Zorro

High Fidelity
Quem escreveu: Nick Hornby
Quando li: em novembro de 2006 (em inglês)
O livro: faz qualquer um parar para pensar nos dez piores términos de namoro das últimas duas décadas, e na arte de fazer fitas misturadas. O estilo de Hornby é engraçado e deprimente na medida exata e suas elocubrações sobre o que a gente pensa sobre os relacionamentos evolui (mas não muito) da adolescência até à beira dos trinta anos. Leitura obrigatória.
O filme: tem o gatinho John Cusack, a dinamarquesa Iben Hjejle, e a Catherine Zeta Jones. Engraçado que no livro Laura (a namorada) é morena, e Charlie (a gostosa) é loira - no filme é o contrário. A interpretação de Jack Black como o amigo maluco é perfeita, mas tanto ele quanto Laura têm mais dimensão no livro. Além disso, é interessante a discussão sobre satisfação e expectativa profissionais de Rob e Laura.

Zorro
Quem escreveu: Isabel Allende
Quando li: em dezembro de 2006 (em espanhol)
O livro: conta as origens do Zorro desde a infância, com doses de realismo fantástico. Tem romance, piratas, capa-e-espada, injustiças e muitas peripécias. Grande parte do livro se passa durante a infância do Zorro, e é a parte mais gostosa da história. Para quem gosta de gênese de heróis, é um prato cheio.
O filme: tem o Antonio Banderas e a Catherine Zeta Jones, além do Anthony Hopkins. Só compartilha o título com o livro, e é anterior em vários anos. A história é diferente, mas também tem um pedacinho de gênese. Faz muito tempo que não vejo, está na hora de rever...

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Laundry list de posts

Todas as coisas que pensei em postar e não postei, principalmente aquelas que se referem ao subtítulo "ela lê no metrô".
- sobre os livros High Fidelity e Zorro que eu li no fim do ano passado
- sobre o livro Rubbish! que eu li agora há pouco
- sobre os livros Why we buy e Born to buy que eu li mais ou menos ao mesmo tempo
- sobre não ter televisão
- sobre a cafonice infinita das pessoas que compram na daslu (na verdade o post não é bem sobre isso e eu ainda não sei o que é, mas essa definição me ajuda a lembrar o que eu queria escrever, acho que é alguma coisa sobre ética )
- sobre como a vida das pessoas às vezes alcança uma curva, um prenúncio de virada que quem já passou por isso vê de fora
- sobre a série de vídeos "on being"

Acho que por enquanto é só. Vamos ver se eu consigo escrever mais...

terça-feira, 29 de maio de 2007

Snoozitis

Tem cura?

quarta-feira, 23 de maio de 2007

A meme dos setenta itens

All the cool kids are doing it!

Sete coisas que faço bem:

- escrever (quando me inspiro)
- falar as línguas estrangeiras que domino (inglês e espanhol)
- guardar números e nomes na memória (já fui melhor...)
- sorrir, bater papo e tomar café (de preferência mais ou menos ao mesmo tempo)
- fazer mala de tamanho razoável
- achar informações online (incluindo amigos de infância, o cara que paquerou minha amiga no starbucks, aquela raça de cachorro cujo nome meu pai não sabe mas sabe descrever, etc)
- bobice

Sete coisas que não faço e não sei fazer:

- dirigir (está na lista de coisas para aprender há séculos)
- nadar (aprendi depois de velha)
- andar de bicicleta (idem)
- cozinhar (mas quero aprender)
- comprar coisas caras (meu dinheiro se gasta nas coisas baratinhas e cotidianas)
- fazer unha
- ser organizada (cozinha, banheiro e livros vão bem, obrigada - sala e quarto são o desafio porque tem roupa, cd e cacareco por tudo quanto é canto)

Sete coisas que me atraem no sexo oposto:

- olhos
- sorriso
- mãos
- inteligência
- saber falar e escrever bem (ia colocar "bom uso da língua" mas pega mal)
- bom gosto musical (não precisa ser o meu gosto, basta saber do que está falando e não apenas gostar do que é comercial empurrado goela abaixo)
- pega!

Sete coisas que não suporto no sexo oposto:

- mania de grandeza
- ciúme
- machismo
- ignorância
- bebida em excesso
- unha roída
- grude exagerado (jogado aos seus pés, eu adoro um amor inventado...)

Sete coisas que digo com freqüência:

- tudo jóia?
- juízo! (ou o equivalente 'take care')
- okay, alright... (detesto isso, estou tentando perder a mania)
- beijo (no telefone principalmente)
- depois a gente se fala (idem)
- então...
- cute!

Sete atores/atrizes que admiro:

- Johnny Depp (lindooooooooo!)
- Toni Colette
- Minnie Driver (não sei por quê, mas é verdade...)
- Audrey Hepburn
- Fernanda Montenegro
- Denzel Washington
- Meryl Streep

Sete filmes favoritos:

- De volta para o futuro
- My fair lady e Bonequinha de luxo
- Tomates verdes fritos
- Curtindo a vida adoidado
- Sedução
- Annie Hall
- O tigre e o dragão

Sete livros favoritos:

- O amor nos tempos do cólera (o favorito absoluto de todos os tempos)
- Oh, the places you'll go!
- O menino maluquinho
- A coleção "Para Gostar de Ler" (crônicas são minhas favoritas até hoje)
- Cem anos de solidão
- Graceful simplicity (é não-ficção, sobre o movimento de simplicidade voluntária)
- Ficções do Interlúdio, Álvaro de Campos (coletânea)

Sete lugares favoritos:

- Fazenda Santa Fé
- o apartamento no Rio
- o minúsculo "apertamento" de Guarapari
- o Museu da República
- o apartamento onde moro
- o apartamento da minha irmã
- os corredores externos do Santa Marcelina com a vista para o vão central (don't ask...)

Minha preferência por apartamentos não tem nada a ver com agorafobia, é só porque os espaços públicos mudam muito (vide Guarapari) e as lembranças afetivas ficam nas casas onde moramos...

Sete pessoas para responder a este questionário:

- Dudu (ele bem que gosta dessas coisas)
- Djones
- Teca (ela não vai responder no blog mas de repente faz uma listinha só pra mim...)
- Isabella (explicou o que é meme mas não se memexeu)
- Marcelo
- Bebel
- Weno (em desenhos, se possível)

As meninas de DC já foram devidamente "tagged" pela Cláudia, Elena, Denise e Juliana Parahyba.

PS: Não sabia que isso de fazer lista ia ser tão difícil. Estou me sentindo super High Fidelity, apagando e substituindo itens. Troquei "bunda" por "inteligência" na categoria sexo oposto, mas prefiro alguém que tenha os dois em forma. Tenho certeza de que vou me arrepender dos atores, filmes e livros em algum momento e voltar pra consertar. Afe.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Pátria Minha



A Denise tem razão, a mulher essa que declama os poemas no meio do vídeo é bem chata. E eu achei também meio xarope o Toquinho interromper o que estava falando pra dizer que foi lá na Bahia inaugurar praça. E cortaram o Pátria Minha no meio para poder continuar o documentário. Uma vez tinha pensado em declamar esse poema aqui no blog em mp3 mas eu não consigo: eu choro.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Doce Lembrança


Achar numa rede social online o perfil daquele ex que virou amigo e perceber que ele é tão talentoso quanto a mãe dele.

Doce Vingança


Achar numa rede social online o perfil daquele ex que já foi tarde e perceber que ele ficou a cara da mãe dele.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Nikki Giovanni

We are Virginia Tech.
We are sad today, and we will be sad for quite a while. We are not moving on, we are embracing our mourning.
We are Virginia Tech.
We are strong enough to stand tall tearlessly, we are brave enough to bend to cry, and we are sad enough to know that we must laugh again.
We are Virginia Tech.
We do not understand this tragedy. We know we did nothing to deserve it, but neither does a child in Africa dying of AIDS, neither do the invisible children walking the night away to avoid being captured by the rogue army, neither does the baby elephant watching his community being devastated for ivory, neither does the Mexican child looking for fresh water, neither does the Appalachian infant killed in the middle of the night in his crib in the home his father built with his own hands being run over by a boulder because the land was destabilized. No one deserves a tragedy.
We are Virginia Tech.
The Hokie Nation embraces our own and reaches out with open heart and hands to those who offer their hearts and minds. We are strong, and brave, and innocent, and unafraid. We are better than we think and not quite what we want to be. We are alive to the imaginations and the possibilities. We will continue to invent the future through our blood and tears and through all our sadness.
We are the Hokies.
We will prevail.
We will prevail.
We will prevail.
We are Virginia Tech.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Virginia

Nevou de manhã em Blacksburg, uma neve fora de época, esquisita para abril. Amanhã as 33 pessoas que morreram no campus da Virginia Tech vão ter nomes, rostos, histórias, e a tragédia vai continuar, e os relatos, e o luto. Talvez até saibamos o que motivou o crime.

Apesar de ter seguido o noticiário o dia inteirinho e não ter conseguido me concentrar em mais nada, os poucos vídeos de cobertura ao vivo que vi (online, porque não tenho tv) mostravam a toda hora uma filmagem feita por um telefone celular de um aluno. Quarenta e tantos tiros, em repetição igualmente espaçada. Violência é uma coisa que entra pelos poros e anestesia. Quando a violência me alcança em imagens e sons - mesmo que de mentirinha e mais ainda de verdade - sinto que minha alma definha aos poucos. Lendo ainda posso sentir pausado.

terça-feira, 27 de março de 2007

Os links aí ao lado mudaram

Uma coisa muito dinâmica, muito moderna, muito chique, um espetáculo. À medida que leio os blogs de todo mundo no Google Reader, vou marcando os posts que quero dividir (ou sharear, como diz meu amigo Marcio) e eles aparecem aqui no blog. Se vocês clicarem no "Read More..." aí à direita vão para a página dos meus posts-que-li-e-gostei.

Ficou faltando a Djones, do Eh, Brasilera, que não tem fidji (leia-se feed).

domingo, 25 de março de 2007

"Imagina se naquele tempo eles mandavam brasa desse jeito!"

Eu fui consertar a foto do post do potinho e comecei a procurar pelo título da música e achei um CD com o mesmo nome e o singelo subtítulo "Vintage Sex Songs 1923-1952".

A capa é uma graça, mas melhor ainda são os nomes das músicas! (Clique na imagem acima para ver o link.)

(Ah, e o nome do post é uma pérola da minha mãe ao ver um filme de época com muitas cenas de sexo...)

sábado, 24 de março de 2007

Mas não, não,

não estou brava não, com ninguém, juro, Elena. Os posts saem meio mal-humorados porque o blog está às moscas e eu sempre que posto é porque estou muito culpada, muito entediada ou os dois. A história do sem legenda é só uma constatação mesmo, e aquele dia eu tive uma conversa com um amigo com quem eu falo por hoooooras (eu que não sou muito chegada em telefone) e a gente consegue se entender super bem. Agora esse negócio aí embaixo de dizer que preciso fazer listas é verdade, quero fazer uma lista de desejos, uma lista dos melhores filmes, uma lista das melhores músicas, uma lista das melhores lembranças, uma lista das futuras viagens, uma lista de supermercado, uma lista de tudo o que vou comprar com o milhão de dólares que eu ganharia na loteria se eu jogasse, uma lista das coisas que eu tenho que agradecer aos meus pais, várias listas! Aliás, já comecei - fazendo a lista das listas. Se alguém quiser pegar emprestada...

Se eu fosse você...

Só o Dudu mesmo pra me fazer seguir corrente!

Se eu fosse um personagem de cinema provavelmente seria a Bridget Jones neste exato momento ("all by myseeeeeelf!"). Se fosse um personagem de desenho animado seria a Teela porque ela foi meu primeiro girl-crush e chuta bundas. Se eu fosse um homem seria o Tom Jobim ou o David Suzuki (é que acabei de ver uma palestra dele). Se eu fosse uma cantora queria ser a Ella. Se eu fosse de outra profissão seria especialista em relações internacionais. Agora, se eu fosse você, só usava Valisère.

Me reservo o direito de rever tudo isso. Rever todas as listas. Mas tenho tido ultimamente necessidade de fazer listas.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Sem legendas

Amizade tem de todo jeito, mas quando a gente consegue conversar com alguém sem ter que explicar muita coisa é o melhor de tudo.

Às vezes não tenho paciência para parar a conversa e pôr nota de rodapé.

terça-feira, 6 de março de 2007

O potinho da Nina e o potinho da Bessie.

A Denise tá com saudade do Tedje e postou uma música da Nina Simone, e eu me lembrei de "I Want a Little Sugar in my Bowl". A versão classuda e meio triste da Nina Simone aparece no filme Point of No Return (A Assassina, em português), e a versão da Bessie Smith é completamente safada. Adoro as duas e gosto de ouvir back-to-back, pra comparar e cantar junto.

Denise e eu fizemos uma tradução conjunta e morremos de rir durante o processo. Eis o que saiu:


Eu quero um pouco de açúcar no meu potinho

Ouça aqui com Bessie Smith, 1931.

Cansada de estar sozinha, cansada de estar triste
Eu queria ter um bom homem para contar os meus problemas
Parece que todo o mundo está errado, desde que meu homem se foi

Eu preciso de um pouco de açúcar no meu potinho
Eu preciso um pouco de salsicha no meu pão
Eu posso aguentar um pouco de carinho, tanto tanto
Me sinto engraçada, me sinto tão triste
Preciso de um pouco de vapor quente no meu chão

Talvez eu possa dar um jeito nas coisas, e elas vão acontecer
Qual o problema, hard papa? vem cá e salve a alma da sua mama
Porque eu preciso de um pouco de açúcar em meu potinho... droga!
Eu preciso de um pouco de açúcar no meu potinho

Eu preciso de um pouco de açúcar no meu potinho
Eu preciso um pouco de salsicha no meu pão
Você tá diferente, me disseram
Se mexa, jogue um pouco de açúcar em meu potinho

Eu preciso de um pouco de vapor quente em meu quarto
Talvez eu possa dar um jeito nas coisas, e elas vão acontecer...

Levante-se, não posso ver o que você tá fazendo aí embaixo
Tá escuro aqui, parece uma cobra
Vem cá e coloque algum açúcar em meu potinho
Pare de brincar e coloque alguma coisa no meu potinho...

A versão da Nina tem "Eu preciso de um pouco de doçura na minha alma", não tem a introdução, não tem a parte falada do final, usa "não estou brincando" em vez de "droga", e o vapor é nas roupas, e não no chão nem no quarto (bem que eu achei que tinha ouvido clothes em algum lugar). Além das mudanças na letra, claro, tem as diferenças em tom de voz e instrumental que são mais sexy que a da Bessie Smith. Mas que dá vontade de vez em quando de escrachar geral, ah, isso dá!

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Um casamento sustentável

Eu vejo toda hora sites falando de como ter um "green wedding" e pensava que essas coisas só seriam possíveis aqui nos EUA, onde há zilhões de opções para tudo. Mas esta notícia acaba de chegar dos bastidores: a nota de imprensa de uma celebração de casamento "sustentável", patrocinada pela secretaria de meio-ambiente de São Paulo. Ah, e os noivos são LINDOS!

São Paulo va a celebrar el 1º. Matrimonio Sostenible de Brasil entre una brasileña y un catalán

El Parque Trianon será el escenario para la iniciativa inédita que va a beneficiar a 12 ONG’s y será el tema de un documental producido en tiempo real

La idea de hacer la boda, un evento de concienciación en su país, es de Sabrina Campos, presidente de la oenegé 'Instituto VERA', para su propio matrimonio. “ En realidad, mi boda tiene como objetivo principal dejar un legado a mi hijo Gabriel de 5 años de que todo lo que hacemos puede ser una contribución o una consecuencia para la sociedad y el planeta”, dice la novia, que trabaja con responsabilidad social corporativa y proyectos de sostenibilidad en varios países.

Su novio, el ingeniero informático Rafael Velasco, que vive en Barcelona, nos cuenta lo que es para ellos un matrimonio sostenible: “Desde el tejido de nuestra ropa, que es orgánico, hasta la neutralización del carbono emitido en la atmósfera por medio de la plantación de árboles, pasando por las invitaciones en papel reciclable y algunas en braille para nuestros invitados ciegos y la comida orgánica para la gente – todo, absolutamente todo, fue pensado de manera socialmente justa, económicamente viable y ecológicamente correcta!”

La iniciativa tiene el apoyo del gobierno a través de la Secretaria de Medioambiente de la Ciudad de São Paulo que está apoyando el matrimonio por considerar que el documental que se realizará en tiempo real por jóvenes del Proyecto 'Cine Posible' podrá ayudar a millones de personas despertando la consciencia de preservación ambiental y distribuición justa de renta para pequeños emprendimientos.

La pareja, no conformes solamente con celebrar la fiesta y realizar el documental, van a hacer un website llamado www.universobonito.com ofreciendo consejos y direcciones para que la sociedad brasileña pueda buscar buenos servicios de oenegés y empresas socialmente responsables.

La novia llegará en bicicleta por la Avenida Paulista, principal calle de la ciudad, el día 08 de Abril a las 4 de la tarde, en frente al Parque Trianon.

Más contactos: Rafael Velasco o Sabrina Campos
sabrinayrafa, naquele endereço do gúgol ponto com.

Mini cadeiras

Faça uma cadeira em miniatura usando as rolhas, arame e/ou rótulo de duas garrafas de champagne.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

John tinha trinta e oito anos e os olhos bem azuis. Ele tinha um pôster da Audrey Hepburn fumando um cigarro. Ele correu uma maratona beneficente em Florença. Ele era um sedutor por natureza. Eu só o terei visto uma vez.

All your seasick sailors, they are rowing home.
All your reindeer armies, are all going home.
The lover who just walked out your door
Has taken all his blankets from the floor.
The carpet, too, is moving under you
And it's all over now, Baby Blue.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Carnaval com cara de Brasil - ou "epifania no satori dos outros é refresco".

Não é pra pichar minha terra não, mas esse post do Marcelo no Borduna é uma alegoria de como eu tenho visto o Brasil - surpresa, alegria, dilúvio, escracho, mazelas, tudo numa confusão só, e o personagem central sendo arrastado pelo bloco.

Satori

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Na hora do almoço

A música tocava meio de longe, mas ainda reconheci e me lembrei de como gostei da primeira vez que ouvi...

All I really really want our love to do
Is to bring out the best in me and in you too
All I really really want our love to do
Is to bring out the best in me and in you
I want to talk to you, I want to shampoo you
I want to renew you again and again
Applause, applause - Life is our cause
When I think of your kisses my mind see-saws

(...)
I
want to have fun, I want to shine like the sun
I want to be the one that you want to see
I want to knit you a sweater
Want to write you a love letter
I want to make you feel better
I want to make you feel free
I want to make you feel free

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

...e um Próspero Ano Novo para você também.



Próspero. Já faz tempo que não vejo esta palavra num cartão de Natal. Quando era pequena achava a palavra mais ácida que festiva, mas hoje em especial estou gostando do som: próspero. Não fiz nenhuma simpatia no reveillon mas vai ver que foi isso mesmo que deu certo. Pé de pato, mangalô, três vezes, que venha para ficar esse sentido de abundância que tenho experimentado. Porque fartura e estar farta são duas coisas com-ple-ta-men-te diferentes e por agora eu estou olhando no lado brilhante dessa moeda.

[Site Jóia] Miscelânea Vanguardiosa

Para quem gosta de ((((música) instrumental) brasileira) da melhor qualidade) - leia-se: música, música instrumental, música intrumental brasileira e música instrumental brasileira da melhor qualidade - o negócio é ouvir o Miscelânea Vanguardiosa.


O Miscelânea tem narração de Ricardo Sá Reston, que tem um gosto musical irrepreensível e sabe do que está falando: ele faz parte do grupo Acuri, que ganhou o Concurso de Bandas Speedy Experience do TramaVirtual.

O vigésimo quarto episódio do Miscelânea vem em duas versões, português e inglês, e mudou de casa do podomatic para o blogspot. A versão em inglês vem a calhar, já que o programa tem fãs fiéis no mundo todo.

O fato de o Ricardo ter atazanado o fundo da sala durante as aulas de história no terceiro ano do colégio lá pelos idos de 94 e o nosso duradouro querer bem não têm nada a ver com o jabá.

Confiram o Miscelânea e vão saber do que estou falando.

Fotógrafa: Lavínia, que centrou nossa boniteza mas cortou a estampa da minha camiseta do Acuri. (Setembro/2006)

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Venenosa, ê-ê-ê-ê-ê!

(Via Dudu)

Your results:
You are Poison Ivy

Poison Ivy
76%
Mystique
64%
Dark Phoenix
58%
The Joker
56%
Catwoman
55%
Dr. Doom
52%
Apocalypse
47%
Mr. Freeze
46%
Riddler
45%
Lex Luthor
42%
Magneto
38%
Green Goblin
36%
Juggernaut
32%
Two-Face
32%
Venom
30%
Kingpin
23%
You would go to almost any length for the protection of the environment including manipulation and elimination.
Click here to take the "Which Super Villain are you?" quiz...

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

I've got the world on a string

I'm sitting on a rainbow
Got the string around my finger
What a world, what a life - I'm in love

domingo, 17 de dezembro de 2006

Minha mãe fez antes de eu nascer, a minha irmã fez quando era casada, a Marcia fez há pouco tempo, a Sandra que mora comigo já fez, das meninas aqui de DC a Denise fez, a Isabella também, a Elena fez até duas vezes, a Bebel também fez, a Monica fez, tem umas que não fizeram ainda, nem a Juju, nem a Fran, a Malu disse que fez bem antes de ir pra Dinamarca e foi ótimo, a Claudia do escritório fez, a Melissa que trabalha comigo tá longe de fazer, a Azy então nem se fala, a Isabell fez e gostou, a Julie fez e reclamou o tempo todo, a Ana fez, a Teca fez maravilhosamente bem, a Denise fez quando eu era pequena, a Miriam fez lá na casa dos meus pais que eu lembro, minha prima Heloisa Xará também fez, a Laura irmã do Phil fez, a Patricia tá muito pertinho de fazer, a Mariana vai fazer antes de ter neném, a Tati faz daqui a pouquinho, a Beta ainda não fez mas é capaz de achar bom, acho que a Dina fez mas não tenho certeza, a Fabíola fez e não mudou nada, dizem que a gente fica mais sexy e mais sabida então eu também vou fazer, amanhã mesmo eu faço: trinta.

domingo, 10 de dezembro de 2006

Um belo dia eu resolvi mudar

E lógico que baguncei todo o template no processo.
Ainda faltam blogs nos links, calma lá.
Em obras.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

[Site jóia] PaperBackSwap.com

Este é para quem mora nos Estados Unidos: um sistema de troca de livros online. Funciona assim: você coloca os livros dos quais quer se livrar à disposição de outros usuários, e as pessoas podem "encomendar" os livros. Quando isso acontece, você recebe um email, imprime a etiqueta - que já vem com o endereço da pessoa e o tanto de selos que devem ser adicionados, via Mediamail, que é barato, uns 1.59 por livro - e encapa o livro pra mandar. Não precisa nem ir ao correio. Aí você recebe um crédito para encomendar livros de outras pessoas, e desta vez o remetente é quem paga a postagem. Eu comecei há um mês e já tive 18 livros indo ou voltando. Ah, e quando você abre a conta, ganha 3 créditos para os primeiros 9 livros que adicionar, para poder começar a brincadeira. Eu recomendo!


PaperBackSwap.com

(Acho que se colocarem meu email como eu que recomendei eu ganho um crédito, mas juuuuro que não foi por isso. É muito bom mesmo.)

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Como é que eu explico?

Uma coisa é conhecer pessoas. Outra coisa é ir a um lugar onde você não só conhece pessoas tipo "amostra randômica" mas pessoas que têm a ver com você ("é mulher? é brasileira? mora em DC?"). Aí todo mundo fala, fala, fala, e se repartem por igualzinho presentes, pão de queijo, confidências, guaraná, opiniões, piadinhas, aflições, passados, vinho, good vibes. Depois (ou antes, dependendo do caso) vem a hora de ler o blog das mulheres, oh meu Deus! tantas mulheres, e entre o que foi dito e o que foi escrito sentir uma irmandade estranha como daquela vez no restaurante indiano, ver gente que se apaixona, que ganha, que perde, que casa, que casa até as filhas, que namora, que tira foto, que tem filhos, que trabalha, que batalha. Por hoje cansei, que já é tarde, mas vem mais por aí, meninas de DC.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006








Help volunteers tackle community problems

New Heights is a revolutionary program that directs volunteers to where help is needed most. Your help enables more children to read, more battered women to find shelter and more ill to find comfort.




Give Now

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Cute, quaint, hungry, and romantic: the aesthetics of consumerism


(leitura: circa 20/agosto/07)

Verborrágico, exagerado, dramático e ao mesmo tempo lúcido e acertando na mosca, Daniel Harris faz uma análise da estética do consumismo na sociedade. Pois o que se compra não é o produto, é a nossa própria imagem: fofinhos, únicos, românticos, para cada qual há um produto que reafirma nossas posições e opiniões.

Para ler antes de entrar na Gap ou antiquário.

(Para saber mais, um review melhor que o meu.)

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Caminante no hay camino

Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.

Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.

Caminante no hay camino
sino estelas en la mar...

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Domadora de Tensões.


Não resisti à caixinha e comprei esse chá, a marca é bem comum, mas a donzela de rubro domando o dragão é o que há.

PS: E entre as citações edificantes do site do chá:
"There is not much danger that real talent or goodness will be overlooked long." (Louisa May Alcott)

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Pê-ésse

A tirinha do último post me lembrou de um menino que vi hoje (na casa de outra amiga, que hoje foi o dia de ver gente), ele deve ter uns 10 anos, argentino, assistindo uma partida do Boca contra o San Lorenzo em que o Boca fez zilhões de gols (7x1, acabei de conferir). Cada vez que saía um gol ele exclamava "qué lindo!", com encantamento e não com a empolgação belicosa de alguns torcedores. Achei bonitinho.

A ver?

Ok, sem escrever há tempos, comecemos do mais recente.

Não quero contar historinha hoje porque já é quase hora de dormir. Tantos momentos neste blog funcionam como Polaroid, é isso o que eu quero hoje.

Quero lembrar da Anubha dizendo "thank you, thank you, thank you so much" em sua festa surpresa, depois indo de pessoa em pessoa, perguntando - "e você?", ao que a pessoa dizia o próprio nome.  É que ela teve um acidente em janeiro e perdeu a visão. Ela vê vultos e usa o computador usando um programa especial que mostra duas linhas na tela, enormes. Só assim para ela enxergar. Eu não a via há quase dois anos, e fui mesmo assim à festa. Um privilégio ver e ouvir (ah, e comer, que comida indiana é muito boa! terceira vez na semana, contando o delicioso jantar em Friendship Heights) mas talvez eu tivesse que me preparar mais, dei vexame, fiquei emocionada em vê-la e ficou fácil confundir minha emoção com pena. Não era. Era emoção mesmo, um monte de coisas que vieram à minha cabeça, a oportunidade de conversar com outras pessoas que lá estavam e que também não via há tempos. Uma delas foi uma professora do departamento que me incentivou à beça a trabalhar no que eu quero e ainda disse que vai fazer a aluna dela entrar em contato comigo "porque ela tem muitos interesses e eu não quero que ela fique entediada, eu quero que ela se mantenha feliz". E mais apoio ainda eu tive da Anhuba, dizendo que sim, eu vou arranjar um emprego, porque as coisas acontecem do jeito que têm que acontecer e que ela é a maior prova disso. Agora, dá pra ficar de olho seco com uma criatura dessas?

Na hora do bolo, ela parou e fez um pedido, a imagem mais linda que vi hoje, sua postura de meditação. Presenciei o costume indiano que manda que os convidados sirvam comida ao homenageado, todos pegaram um pedaço de bolo e fizeram a coitada comer, ela já estava que não agüentava! E no discurso ela disse que estava feliz de ter todos os amigos ao lado dela, que ela teve um apoio enorme da família e dos amigos e que estava tendo a oportunidade de ter um segundo primeiro aniversário, do qual ela se lembrará para sempre. Um amigo indiano rebateu na hora: "Primeiro aniversário? Por que as mulheres sempre têm que mentir a idade???".

Definitivamente, uma lição na arte de não reclamar da vida, tema que já se repetiu vááááárias vezes esta semana.

Para completar, tirinha do blog do Guilherme, amigo da Teca e juiz de trovas:



domingo, 27 de agosto de 2006

Oito coisas

1. Não aprendi a andar de bicicleta direito, como a Denise, porque só aprendi lá pros 19, 20 anos. Nadar também foi mais ou menos com essa idade e não tenho carteira de motorista até hoje.
2. Sou uma organizada teórica. Vivo lendo livros de organização mas continuo bagunceira.
3. Passo mais tempo online do que eu gostaria. E mesmo assim não escrevo no blog! Tenho uma lista enorme de projetos que quero começar online, ainda bem que ganhei este empurrãozinho!!!
4. Sou ambientalista sem carteirinha. Esse é um dos meus projetos: quero começar a escrever sobre as coisas interessantes que ando lendo, para ver se exercito aqui o Tico e o Teco a explicar minhas idéias.
5. Morro de saudade do Brasil. Mas não tenho vocação pro sofrimento, então aguardo confiante a próxima oportunidade de aparecer por lá e ver meus pais.
6. Tenho mau gênio. Minha mãe, quando perguntada, diz que eu sou muito "positiva", que sei o que quero e não tenho paciência com gente burra. Pra mim isso se chama mau gênio, minha mãe é que não quer admitir. E quando fico com fome, fico pior ainda.
7. Tenho vários medos, mas um deles é o de ser inadequada. Hoje, em especial, esse medo se realizou, fui a uma festa e fiz tudo errado!
8. Gosto da cor roxa e das cores do arco-íris, de jazz e boa mpb, de strogonoff ou arroz-feijão-farofa, de café, de cheiro de chuva, e de massaginha no ombro.

domingo, 16 de julho de 2006

R-E-S-P-E-C-T

(oo) What you want
(oo) Baby, I got
(oo) What you need
(oo) Do you know I got it?
(oo) All I'm askin'
(oo) Is for a little respect when you come home (just a little bit)
Hey baby (just a little bit) when you get home
(just a little bit) mister (just a little bit)

domingo, 2 de julho de 2006

Mãe Joana

Uma amiga minha, a Pat, sempre achou a minha casa um lugar estranho onde coisas antigas podiam ressurgir a qualquer momento, a foto da bisavó, um cartão de visita dos anos 60, o desenho que fiz aos quatro anos, o correio da semana passada. (Eu tinha a mesma sensação ao ir à casa dela, onde as revistinhas Disney e os discos de rock dos anos 80 conviviam com o papel de parede de outras épocas, depois arrancado impiedosamente pela estudante de arquitetura.)

Hoje mais do que nunca estou com a casa e a cabeça reviradas. A foto da bisavó está, literalmente, na mochila, e na mesa de centro repousam outras do último dia das bruxas. Os CDs em desalinho, louça para lavar, lixo para exorcizar, livros para devolver, roupas para dobrar, emails para responder, isso sem falar aqui na cachola para organizar e uma mala para fazer.

Information overload, ou só preguiça?

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Lava os olhos meus

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Fora do ar.

Sem Juju.
Sem tv.
Sem telefone.
Sem internet.

Só música e olhar pra parede.
Não bom.

sábado, 17 de junho de 2006

Sunrise, Sunset

Assisti a Before Sunrise/Before Sunset de uma tacada só, no dia 16 de junho que é o dia em que Celine e Jesse deveriam se encontrar novamente.

Poxa, eu também queria me encontrar novamente. Ou encontrar novamente todas as pessoas em quem eu pensei durante o filme. Não foram poucas.



Vêem as fotos aí acima? Uma loira, outra morena, Paris e Rio (na foto, pelo menos), mas o mesmo jeito doce, inteligente, às vezes um pouco Iansã, passional, alguma coisa no sorriso, no olhar, no levar o cabelo para trás do pescoço. E eu fiquei pensando quando é que ela vai andar por Paris com um sósia do Ethan Hawke a tiracolo. Torcida não falta.

Depois vi o tanto que aqueles dois conversam sem legendas, e com o resto da audiência discutimos se é isso mesmo que faz um relacionamento, se isso dura. Dura? Como é que funciona mesmo?

E andar por Paris, andar por Montreal, andar por New York, até pelo centro fedorentinho do Rio e pela Paulista com seus arranha-céus, tudo isso depende de companhia, não venha me dizer que não, claro que depende, deixe-me ir preciso andar...

Talvez o grande lance dos filmes seja que eles falam tanto, mas taaaanto, que em alguma coisa todo mundo se identifica, o medo da morte, o primeiro beijo, a vontade de conexão, algo aí ressoa dentro invariavelmente.

Também a passagem do tempo, como em outros filmes, traz a velha questão da mudança e identidade. Quem era aquela pessoa que há tempos atrás via uma igual a mim no espelho mas acreditava em coisas completamente diferentes?


Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também afinal.

terça-feira, 13 de junho de 2006

Meg, responda com sinceridade...

...à pergunta do Tutty Vasques no mínimo capciosa:

Passatempo
O que a senhora gostaria de dar pro Chico Buarque no aniversário dele? Pense nisso agora que seu marido vai trocá-la pela Copa na TV. O artista faz 61 anos dia 19 de junho.
 

domingo, 4 de junho de 2006

Miscelânea Vanguardiosa 14

Corre lá que deve estar muito bom. Estou ouvindo agora.

sábado, 3 de junho de 2006

É a mãe! (ou, dia das mães atrasado)

Não esqueci do dia das mães não, liguei pras duas mais próximas que eu tenho. Agora estava tentando fazer a contabilidade das minhas amigas que são mães, resolvi fazê-lo em público... Aliás, vou fazer a contabilidade dos pais também, pra me sentir velha meeeesmo.

CSM: Michelle (Luiza e Priscila, gêmeas), Márcia (vai ser Rafael)
CSU: Ana Paula (Pedro), Patrícia (Laura), João Marcelo (João Gabriel e Diana), Liliana (Laura, notícia via Mary)
Sion: Maria (faz tempo, Luana), Manuela (Luana), Lara (Mel), Tati (Bernardo), Paulo (Laura e Ricardo)
Campinas: Ana Luiza e Cris (Eric), Celeste e Richard (Daniela), Fernando (Guilherme), Marcio e Anabella (Lucca* e Danilo), Liliana (Carolina*), Gustavo e Alessandra (Analía*), Jordy (Gabi)
Maryland: Matt, Pablo (Daniel*, 15 anos!), Fabiano (grávido)
Virtual: Adriana (Babi), Cris e Anna (vai ser Clara), Liesl (Minduim)

*Só o Lucca, a Carolina, Analía e o Daniel eu tive a chance de conhecer e conviver um pouco. O Daniel nem conta na classificação "filho de amigo", porque eu o conheci já com 12 anos e papo de 17.

Estou em falta com a nova geração...

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Estamos, meu bem, por um triz
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo acordar
E a gente dormir
Pro dia nascer feliz

sábado, 20 de maio de 2006

Nowhere Man (Tom Mueller)

In plainest terms, expatriate are those who live for a significant period of time ex patria, outside their native land. They aren't travelers, for they establish a new home elsewhere, as travelers do not. Nor are they emigrants, who embrace their new home as their only home: naturalizing, creating another life, and rarely looking back. Expats settle in a new homeland, yet maintain some spiritual link with their country of birth, and often intend, however hypothetically, to return there someday. It is the tension between birthplace and new homeland that muddles things so badly - and makes them so interesting.

(...)

Another crucial barometer of the expatriate condition is language. Proficiency in a foreign tongue eases your interaction with the locals. With time, as proficiency becomes fluency, language also determines to what extent you may seem like a local yourself. After nine years here, I speak Italian well enough to be mistaken for a native speaker. And yet there are times (and there always will be) when a bookish turn of phrase, or an outright blunder, still unmasks me. I feel like a slightly colorblind chameleon, never quite sure how well I'm blending in. And even when no one else in the room knows my secret, it's always with me: I'm forever waiting to be found out.

(...)

We all have a home in our head - part memory, part fantasy, part projection of self - where we feel "grounded," where we can let down our guard and be more fully ourselves. But expats have a unique recipe for rootedness, regardless of their location: a highly personal blend of people, language, religion, music, and old stone structures real and imagined. The result is home, which, even more than beauty, is in the eye of the beholder.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

O sonho

I had a fish in my back pocket
I got it out
It fell in the tub
started swimming
and had lots of babies.

segunda-feira, 8 de maio de 2006

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Adivinha o quê...

Vai ser como tirar o peso do mundo das minhas costas.
Vai ser como parir, exceto que parir é mais rápido.
Vai ser como ter um aniversário que dura uma semana.
Vai ser melhor que carnaval.
Vai ser " como se o mundo estivesse à minha espera. E eu vou de encontro ao que me espera.".
Vai ser a coisa mais importante que aconteceu na minha vida nos últimos dois anos.
Vai ser melhor que dançar na chuva.
Vai ser como se eu tivesse um tempo infinito pela frente.
Vai ser uma carta de alforria.
Vai ser muito bom.
Vai ser muito bom meeeeesmo.
Vai ser um alívio e uma alegria.
Vai ser uma festa lá no Rio, e em Minas.
Vai ser a notícia da semana na Santa Fé.
Vai ser um espetáculo de fogos, que nem festa junina.
Vai ser uma bebedeira totaaaaal.
Vai ser em breve.
Me aguardem.

terça-feira, 25 de abril de 2006

Voltando à vaca fria

Eu sei que o assunto está ficando velho, mas juro que é a última vez...
Quis colocar um contador no meu esforço quase heróico (eu gosto muito de tv, é isso):

domingo, 23 de abril de 2006

Mínimas atarantadas

- Eu diria que ninguém nunca morreu disso se soubesse que, de fato, ninguém nunca morreu disso. E eu acho que já!

- Sonho de consumo: uma lavadeira.

- Comprei o livro do filme 42 Up. Muito bom. Recomendo o filme, o livro é para importar citações da melhor qualidade.

- "Aprendi", finalmente, a jogar xadrez. Mal, lógico. Mas aprendi.

- Receber email longo (curto também servia, mas veio longo) de quem não se vê há anos, depois de um curto sumiço online, cheio de novidades boas do lado de lá e torcidas pro lado de cá. Tem coisa melhor?

- Ganhei pulseirinha e hamsah de Israel. Chiiiique que só eu.

- Falta pouco. Falta pouco. Falta pouco.

quinta-feira, 20 de abril de 2006

terça-feira, 11 de abril de 2006

Weapon of Mass Distraction

Estou há 40 dias sem televisão.



Via Lifehacker.

sábado, 8 de abril de 2006

Sem fim

Ela acreditava no amor e por isso já não estava esperando. Sempre soube procurar beleza no fugaz e se duvidava, às vezes, se o fugaz não era mais belo só porque não deu tempo. Mas porque não tinha paciência com filosofia tentava mesmo era viver, e vivia enfileirado. E porque o amor era belo mas não raro, resolveu viver sem a moral bourgeois tão em voga nos seus meios. Resolveu é dizer, tentou. Eu não tinha amor por ele, ao depois amor pegou. Sem esperar, veio, tranqüilo como na canção repetida à exaustão, tranqüilo até demais, desamarrado, solto. Com isso aprendeu a manobrar, navegar, gritar, aprendeu a tirar do chão a força do chão e do mar a força do mar, aprendeu a sentir o vento e respirar de acordo, aprendeu que a raiz cresce buscando outra seiva, enraizar na terra é mais difícil e melhor.

Começo meio e fim.

Só faltava ele soltar essa, como nos filmes: Baby, eu vou tirar você desse lugar. Eu acreditaria. Fácil. Ele já veio com pinta de herói, querendo parecer maior do que é, olhando firme e beijando forte, respirando rápido e falando sussurrado. Eu tentava rir e não descer do meu arzinho superior, por dentro a garota de sempre incrédula achando que a maravilhosa devia ser outra, desculpe, moço, foi engano. Da cozinha pra mesa da sala, daí pro sofá, daí pra cama. Ao todo, 6 línguas, dos beijos perdi a conta, uma adolescência inteira worth of kisses. Estranhamente, a conversa também era de colégio: livro, computador, escola, amigos de escola, namoradas, namorados, família, babá, comida, cursinho, futuro, carreira. Quando chegou a hora de dizer tchau foi uma coisa muito sofrida mas também muito lúcida, dois adultos escolhendo caminhos distintos mas mantendo o carinho de antes.
A história toda durou dois dias.

Largança

Eu estava mesmo precisando de uma aventura, e lá estava ele, do outro lado de uma dessas janelas que tecnicamente não vão dar em lugar algum. Um dia ele veio do lado de cá da janela, e confessamos nossos vícios - depois nos atiramos neles. Ele reparava em mim e às vezes dizia que eu estava bonita, nunca que eu era. Também observou como eu fumava e disse que era em little baby drags. E ria das minhas paranóias.

Boa parte do tempo eu não sabia o que ele estava pensando. Como eu tentava!, como eu reparava!, nunca descobria. Se era ambíguo ou se um lado era fingimento, nunca cheguei a saber. O pequeno gênio sempre com a mente anuviada, o menino rico se fazendo de gangster, apaixonado com todas as suas células e fingindo frieza, uma alma feminina agindo masculina, e a pele de bebê com cheiro de cigarro.

Pendurei o meu vestido, costurei, lavei, fiz doce, não literalmente, porque não é assim quem sou, mas eu queria aquele homem mastigando perto de mim não como amante, como um amigo de horas atrás com quem se dividem as velhas piadas de sempre. Nasci mesmo na época errada, deveria ser do tempo em que um bom caso rendia ao menos uma crônica, ou duas, ou três, mas o que há de se esperar de alguém que nunca soube o que é um Rubem Braga na vida?

Quem sabe seja a hora de deixar que ele vá. Ninguém disse que vida de bruxa era fácil.

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Baby, baby, I love you.

You know, you must try the new ice cream flavor
Do me a favor, look at me closer
Join us and go far
And hear the new sound of my bossa nova
Baby, baby
It's been a long time
You know, it's time now to learn Portuguese
It's time now to learn what I know
And what I don't know

Baby, baby,
I love you

segunda-feira, 3 de abril de 2006

A sub Rosa, o super Rosa, e nossas veredas.

Todos estão loucos, neste mundo? Porque a cabeça da gente é uma só, e as coisas que há e que estão para haver são de mais de muitas, muito maiores diferentes, e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça, para o total. Todos os sucedidos acontecendo, o sentir forte da gente - o que produz os ventos. Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem o perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura.

Riobaldo em "Grande Sertão: Veredas" de Guimarães Rosa
(e descaradamente roubado da Meg)

sábado, 1 de abril de 2006

Happy Birthday, Gmail!




I love you!

(Oh, speaking about love: this year's April Fool's is all about romance, complete with a matching blog entry. If only the darn calendar were released soon...)

quinta-feira, 23 de março de 2006

Pra mim que amo estrada aberta

O pode-cast que tem música brasileira de primeira qualidade, tem o chefe narigudo mais inteligente e musical da paróquia, tem sotaque carioca, tem teoria musical, esta semana tem trios, incluindo Hermeto + Airto + Ron Carter, e tem também referência às palavras de ordem que saíram da cabeça do Mário Lago pras mãos dele, das mãos pro papel, do papel para a voz, da voz para o disco, do disco para uma caixa de som, da caixa de som diretinho pra minha lista de coisas a prestar atenção e seguir à risca:

Três coisas pra mim no mundo
Valem bem mais do que o resto

Pra defender qualquer delas

Eu mostro o quanto que presto
É o gesto, é o grito, é o passo

É o grito, é o passo, é o gesto

O gesto é a voz do proibido
Escrita sem deixar traço

Chama, ordena, empurra, assusta

Vai longe com pouco espaço
É o passo, é o gesto, é o grito

É o gesto, é o grito, é o passo

O passo começa o vôo

Que vai do chão pro infinito

Pra mim que amo estrada aberta

Quem prende o passo é maldito

É o grito, é o passo, é o gesto
É o passo, é o gesto, é o grito

O grito explode o protesto
Se a boca já não dá espaço

Que guarde o que há pra ser dito
É o grito, é o passo, é o gesto

É o gesto, é o grito, é o passo
É o passo, é o gesto, é o grito

(Mário Lago)

PS: O áudio veio da página do Acuri.
PPS: Fala de gesto, lembro dela.

domingo, 19 de março de 2006

Mínimas

  • Do obituário da minha televisão:
Not only I gave up on tv, my tv also gave up on me - for Lent and beyond. It went out in grand style, with a sad click, the sudden darkness and a weird smell, right in the middle of Pride and Prejudice this Friday night.
  • Meguita gostou do link da Bettie. Como diz meu amigo aqui: "diliça!".
  • Sonhos cada vez mais esquisitos. Vixe, sai pra lá... Quando são bons é bom, mas esses roteiros emprestados de filme de ação são de quinta!
  • O filme Pride and Prejudice, que nós terminamos assistindo no laptop da Juju, me deu vontade de agarrar um livro da Jane Austen e ficar me deliciando com as heroínas cabeçudas dela, e de ver a versão inglesa com Colin Firth. Dili... ah, deixa pra lá.
  • Assustador, ontem: colocar o disco do Leo Jaime que eu ouvia quando tinha 10 anos e ainda saber toooodas as letras de cor, e cantar junto inclusive o solinho de guitarra de "eu vivo só".
  • Comprei 4 cds usados por 7 dólares, uma moça muito econômica. A saber: REM, Out of Time, por 1 dólar, Marisa Monte, Great Noise (com os peitinhos do Zéfiro devidamente cobertos por uma tarja preta, a indecência!), 1 dólar, Bebel Gilberto, Tanto Tempo, 2 e 50, e Egberto Gismonti, Nó Caipira, 2 e 50. Voltei pra casa bem contente, tá?


terça-feira, 14 de março de 2006

Desejo de regresso

Deixai-me nascer de novo,
nunca mais em terra estranha,
mas no meio do meu povo,
com meu céu, minha montanha,
meu mar e minha família.

E que na minha memória
fique esta vida bem viva,
para contar minha história
de mendiga e de cativa
e meus suspiros de exílio.

Porque há doçura e beleza
na amargura atravessada,
e eu quero memória acesa
depois da angústia apagada.
Com que afeição me remiro!

Marinheiro de regresso
com seu barco posto a fundo,
às vezes quase me esqueço
que foi verdade este mundo.
(Ou talvez fosse mentira...)

Cecília Meireles
(in Mar absoluto)

De repente eu percebo que não é só a sopa que eu tenho que digerir...
Há todo um saldo e dívida de abraços por receber e dar, e não tem um caixa automático por perto quando eu mais preciso, só em sonho mesmo é que os abraços aparecem até inesperados, mas trazendo um conforto que me acompanha pelo dia inteiro.
E o pior de chorar olhando pro teto com medo do escuro é a lagriminha que entra furtiva no ouvido, estragando o romantismo todo da coisa.

Ao vivo, de dentro da colcha lilás.

quinta-feira, 9 de março de 2006

How I did it

For ages I intended to clean my computer of the ageing of Windows XP
with its cluttering files, all the programs that I installed and
uninstalled and installed again and didn't use anymore, and my own
useless junk. Ages, I said? A few months, the total age of the system
being around 18.

Less than a week after I took the plunge, lifehacker.com editor Gina
Trappani gave instructions for exactly that. I noticed I wasn't that
far off. Yay!

Here's how I did it:

1) I bought an external HD because, they say, backing up is
important. And because of what I know I'm capable of. I'm the kind of
computer user who knows just enough to screw things up. I proceeded to
back up everything on my laptop's HD.

2) A few days later (during Carnival), I decided to reinstall Windows with the cd that
came with my system. I asked around for support and encouragement,
which I got from Leo and Azy (thanks!). I checked for documents I had
altered in those few days, and backed those up. I should have used
mozbackup to backup my firefox (although I had the bookmarks), or the
docs and settings feature of Windows XP, but one of my purposes was to
get rid of my own stuff, so I didn't bother.

3) Disk in hand, I reinstalled Windows. Wasn't that difficult. I
thought I would have to curse a few times, but it was unnecessary.

4) Back online! My pendrive had the key for the wireless connection.

5) Install the fresh programs from Google Pack. Beeeeeautiful. I
didn't install all the programs, but it was a huge help: Ad-Aware,
Adobe Reader, Google Desktop, Firefox, Picasa and Trillian all at
once.

6) Tweaking is my middle name. I got rid of the "bubbly feel"
(wakalix's choice of words) of Win XP sometime ago, and changed
several other things: no startling sounds, no confirmation for
deleting files, show me the whole path on the window, remove the
programs I didn't want, switch start menu to classic view (more
below), disable error reporting,... Hard work, but my machine is my
machine and it's exactly the way I want.

7) Customizing the start menu. I want access to the programs and I
want it FAST! No digging through all the folders and programs in
simple alphabetical order. So now I have just the shortcuts for the
programs in one of the three main program folders (Web & docs,
Housekeeping and Media), no uninstall shortcuts or licences or help
files. I can always get to those the difficult way.

8) More software, this time, the stuff I really need: Office, VPN,
Viruscan and Endnote. The first three were free from the university,
Endnote is a life saver worth every penny.

8) I didn't bring all the stuff back. My photos, music and personal
files are only in the external HD. I understand at this moment it's
not backup anymore, but I can live with that.

9) I put a folder named Junkdrawer on My Documents and it's working
really well. I will try to make my folders as I go along, and keep
them sensible.

10) Manteinance. Place your bets, I wonder how long I can keep
everything this clean and organized. Meanwhile, in my bedroom...

quarta-feira, 8 de março de 2006

Pining for Pine

I want Pine baaaack! Gmail shortkut keys help, but it's not the same as "dddxy"!

Fortune Magazine brings the secrets of very successful people:

I don't feel overwhelmed with information. I really like it. I use Gmail for my personal e-mail -- 15 to 20 e-mails a day -- but on my work e-mail I get as many as 700 to 800 a day, so I need something really fast.

I use an e-mail application called Pine, a Linux-based utility I started using in college. It's a very simple text-based mailer in a crunchy little terminal window with Courier fonts. I do marathon e-mail catch-up sessions, sometimes on a Saturday or Sunday. I'll just sit down and do e-mail for ten to 14 hours straight. I almost always have the radio or my TV on. I guess I'm a typical 25- to 35-year-old who's now really embracing the two-screen experience.

Marissa Mayer
VP, Search Products and User Experience, Google

 (Via Lifehacker)

São centenas, são milhares.

Heloisa e Lavínia, de Suelly, de Maria Rita e Antônia, de Irinéia, Marfiza e Mariana, de muitas outras...

E ao contrário, de Antônia, Arly, Maria e Ady, Denise, Marília, Marcia, Arlene, Nisinha, Anelise, Cristiane, Cássia, Clarisse, Marceny, Marly, Fernanda, Regina, Marina, Elisa, Laura, Marizete, Eny, Maira, Marta, Marfisa, Mariana, só algumas.

E de Maria Rita, claro, Marcia, Maria Rita, Miriam, Fabíola, Flávia, Marcinha, Maíta, Maria Fernanda, Ravit, Giovana, Júlia, Marcella, só pra começar.

Feliz Dia da Mulher.

terça-feira, 7 de março de 2006

Tudo que a antena captar meu coração captura

         a mãe diz pra eu fazer alguma coisa
         mas eu não faço nada
         a luz do sol me incomoda
         então deixa a cortina fechada
         é que a televisão me deixou burro
         muito burro demais

Desde quinta passada até (pelo menos) a Páscoa, exceto pelos domingators. Sobrevivo?

segunda-feira, 6 de março de 2006

Nerdice pouca é bobagem...


A estante da memória a um clique de distância, ou: o truque para me sentir querida o dia todo.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

Que liiiindo!

Um site pra lá de retrô. (Via Terceira Base.)

sábado, 25 de fevereiro de 2006

Datado 16/agosto/2005

Vamos fazer o seguinte: continuar escrevendo até doer a mão, na era
digital dedos. Pois quando foi que as coisas deixaram de sair de mim
na forma de letrinhas? Todos aqueles gritos em marcador vermelho no
espelho do banheiro... Agora até email, bilhete bobo, sai com apagões,
riscos, backspace.
Continuar escrevendo, continuar dizendo o que não digo em lindas
entrelinhas. Desabafar num diário semanário o que seja. Pensar no lado
bom: backspace burila, não é mesmo?
Criar intimidade com o teclado, com as palavras vãs ou não.
Intimidade. Nem sempre contato é intimidade, tem que anotar isso na
cabeça. Vai ver intimidade está overrated e o que vale mesmo é ser
visita sempre.
E já que estamos nos aprendizados e nas notas mentais, outras
coisinhas para lembrar: que o sim é sim e que o não é não. Que quem
tem amigos não passa mal, já dizia a amiga. Que tempo não é infinito.
Que minha vida está esperando.

sábado, 11 de fevereiro de 2006

Antes, o cotidiano era um pensar alturas*

Bam barambambam
ouço a banda tocar
e depois me toco
de que tudo o que há
é silêncio, e a geladeira
a respirar.

Num tic tac sem fim
o relógio dá as horas
todas suas a mim
sem tocar o cuco
porque não é de tempos
antigos assim.

Coluna em posição
de macarrão escorrendo pela pia
deixo meus olhos cansados
tocarem de ouvido versos
que meus dedos vão digitando
sem rima
como desculpa para evitar
a cama sozinha.

E a todas as outras madrugadas
se junta esta madrugada
que nem é de insônia
durmo quando quero
se junta meu penar
meu querer
até minha solidão se junta
ao tempo que vai passando.

Amanhã acordo tarde
quando as neves de antanho
vierem acordar
a dona do Paracleto,
a mulher do filósofo.

Eu avisei que não tinha rima.

*o título é um verso de Hilda Hilst

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Um ingrediente a menos



- Tira a verbena do caldeirão, rápido, rápido!
Ufa.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Très sage, oui.

Où est la très sage Helloïs,
Pour qui fut chastré, puis moyne
Pierre Esbaillart a Saint Denis?
Pour son amour ot cest essoyne.
(...)
Mais ou sont les neiges d'antan?

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

It's all about dreams

As pessoas sonham todo tipo de coisas: que estão gravando CDs, com amigos distantes, que estão fazendo sexo, com amigos próximos, com um futuro melhor, com um bom emprego, em ser embaixadores por duas semanas, em voltar pra casa, com ter casa, que estão voando, com coisas que parecem sonho mas não são e vice-versa. Sonho dormindo é aventura, sonho acordado é desejo.

Say nighty-night and kiss me
Just hold me tight and tell me you'll miss me
While I'm alone and blue as can be

Dream a little dream of me


Stars fading but I linger on dear

Still craving your kiss

I'm longin' to linger till dawn dear
Just saying this


Sweet dreams till sunbeams find you

Sweet dreams that leave all worries behind you

But in your dreams whatever they be

Dream a little dream of me

domingo, 22 de janeiro de 2006

Bird on the Wire

Like a bird on the wire,
like a drunk in a midnight choir
I have tried in my way to be free.
Like a worm on a hook,
like a knight from some old fashioned book
I have saved all my ribbons for thee.
If I, if I have been unkind,
I hope that you can just let it go by.
If I, if I have been untrue
I hope you know it was never to you.

Like a baby, stillborn,
like a beast with his horn
I have torn everyone who reached out for me.
But I swear by this song
and by all that I have done wrong
I will make it all up to thee.
I saw a beggar leaning on his wooden crutch,
he said to me, "You must not ask for so much."
And a pretty woman leaning in her darkened door,
she cried to me, "Hey, why not ask for more?"

Oh like a bird on the wire,
like a drunk in a midnight choir
I have tried in my way to be free.

(Leonard Cohen, mas interpretado por Autorickshaw)

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Pós-escrito

Deja caer las agujas sobre el regazo. La mecedora se mueve imperceptiblemente. Paula tiene una de esas extrañas impresiones que la acometen de tiempo en tiempo; la necesidad imperiosa de aprehender todo lo que sus sentidos puedan alcanzar en el instante. Trata de ordenar sus inmediatas intuiciones, identificarlas y hacerlas conocimiento: movimiento de la mecedora, dolor en el pie izquierdo, picazón en la raíz del cabello, gusto a canela, canto del canario flauta, luz violeta en la ventana, sombras moradas a ambos lados de la pieza, olor a viejo, a lana, a paquetes de cartas. Apenas ha concluido el análisis cuando la invade una violenta infelicidad, una opresión física como un bolo histérico que le sube a las fauces y le impulsa a correr, a marcharse, a cambiar de vida; cosas a las que una profunda inspiración, cerrar dos segundos los ojos y llamarse a sí misma estúpida bastan para anular fácilmente.


Julio Cortázar, Bruja, en La otra orilla, en Cuentos completos v.I, ed. Alfaguara, pp. 66-72.

Snapshot

Em qualquer dado instante.

Firefox, 9 tabs. 2 ou 3 páginas de gmail, uma com foto do amigo vampiro, uma página com meu fluxo flickr, uma canção nova de Juliano Polimeno, uma janela de orkut com scrapbooks de amigos queridos da Unicamp, outra janela orkútica com fotos do Chefe e sua Pequena, uma tela de fundo da Lucy - The Doctor is In.
A chuva lá fora, a tv ligada em mute num programa de que não gosto, xícaras pela casa toda, uma taça de vinho não muito novo, a luz do banheiro acesa. A colcha de retalhos lilás.
Um cd no drive com memórias incompletas de outras vidas, a janela de downloads ainda segurando a minha música, a minha que foi feita pra mim, ouviram, papudos? que eu ouço cada tanto.
A voz da minha mãe ao telefone hoje de manhã, louça suja na pia, dor no joelho e no pescoço, alguns emails importantes para escrever, a cama desarrumada, os jeans surrados. Oficialização de coisas, saudade do logo ali, frio úmido, e um sentimento que eu não consigo definir muito bem.
Pequena nota mental com referência ao início d'A Bruxa de Cortázar, um telefonema por fazer, vontade de vasculhar antigos arquivos de novo. E um telefonema que eu não faço mais.
O começo do ano.

Mas de que eu estava falando mesmo? Feliz ano novo, todo mundo. Vai ser bom.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

Cortei o cabelo e fiquei a cara da Anne Bancroft

- Ben, what are you doing?
- Well, I would say that I'm just drifting. Here in the pool.
- Why?
- Well, it's very comfortable just to drift here.
- Have you thought about graduate school?
- No.
- Would you mind telling me then what those four years of college were for? What was the point of all that hard work?
- You got me.


- Mrs. Robinson, you're trying to seduce me.
- [laughs]
- Aren't you?
- Benjamin, I am not trying to seduce you.
- I know that, but please, Mrs. Robinson, this is difficult...
- Would you like me to seduce you?
- What?
- Is that what you're trying to tell me?
- I'm going home now. I apologize for what I said. I hope you can forget it, but I'm going home right now.

domingo, 25 de dezembro de 2005

tem problema...

eu estou escrevendo isto com meu pé. juro.

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia,
Eu não encho mais a casa de alegria.


what if I begin feeling in english, what if the curse is lifted, what if everybody who cares can save me from myself, what if the night doesn't crawl on me, what if the cold suddenly makes everything alright, what if crying actually takes you somewhere, what's with the love between the cobblestones, what if not belonging is just a way of life, what if 'loser' is just one more fad, what if I low carb my friendships, what if I pack up and go, what if I stay little valentine stay, what if you take me with you, what if the dirty laundry takes over the house, what if I just numb the what ifs with sleep? huh? what?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Para não dizerem que a maluca sou eu...

Algumas pessoas do meu convívio, em vídeo, aqui.

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

Bossa nova confessions

- I always liked people who knew about music.
- Oh, yes?
- Yes. Maybe because all the guys in my high school would talk about bands, and players, and all the stories and details, and I used to think "Wow. That's cool. I can't do that, but that's cool".
- So you like people who know classic rock?
- Yep.
.............
- What's that?
- That what?
- The radio. Who's the band?
- Led Zeppelin.
- See? I know nothing!
- That's Led Zeppeling! They were an important band! Robert Plant, Jimmy Page...
- That's the thing, I know names, I know they were important, I just haven't been exposed, I don't know how they sound.
- What? You didn't have Led Zeppelin in Brazil?
- Yes, bobo, we had Led Zeppelin in Brazil, but I was too busy listening to Tom Jobim. Besides, we didn't listen to music in my house, and I didn't hang out with friends to listen to music.
- Oooh... too nerdy?
- Yes... And besides, my girl friends didn't listen to classic rock.
- Oh, no? What did they do?
- We gossiped and shared secrets about boys who listened to classic rock.
- Was that a secret?
- Well, it was a secret that we liked them...

Turns out I still like boys who like classic rock, the same ones and new ones, and turns out some of them like Jobim too. They play the drums, they compose music, they like Hermeto, they collect records, they play Miles at the best times. Now ain't I lucky?

- Do you urubu?

sábado, 12 de novembro de 2005

Anti-consumerism-rant-slash-wish-list.

Even before I had a name and mounds of websites explaining it, I have been obsessing about the simple stuff. This year was all about simplyfing, simplicity, and so on.
Call it what you want, environmentalism, cheapness, reducing modern life stress...
Oh well, the holidays are coming. Despite the fact that I never celebrated Thanksgiving (or Halloween, for that matter), and that I'm away from my family (for the 6th straight year), I like the holidays. But I'm not looking forward to running around, singing carols, shopping, cooking, eating, getting fat, getting crazy, getting stuff.
Part of the problem is that I am not making money enough to shower my friends with gifts, but also I worked very hard on decluttering my house all year long to get caught in the whole thing.
I don't know if I'm being too radical, but I'm not alone: turns out I found some friends who are gonna advocate for buynothingday.org. Other websites (thanks, God) also have the same drift: buynothingchristmas and hundreddollarholidays.
So I'm seriously thinking about going tree-hugger on my friends and kinda preaching about my philosophy on acceptable gifts - I still like gifts, mind you.
This is a summary of whatever the radically simple people out there might suggest you give this Christmas and that I'm taking for my birthday (wink, wink) since I'll have a kick-ass party at Franklin's.

No-gift gifts

buyables

The moderates start the list with buyables, but they should be fair trade and everything, or consumables, like tea or coffee or chocolate, hmmmm, chocolate! Oh, and Vertigo has nice books always on sale - this is a little off-topic, but I just like them, they are a nice neighborhood store.

used

yours - Yes, I want your stuff. If you don't use it and think I'll like it, tell me why and I'll be happy to have something to remember you by.
thrift - Instead of buying something new, buy something at valuevillage or a garage sale, I'll still appreciate it as long as it doesn't smell musty (and it usually doesn't if it is a thrift store, they are careful about this stuff). A book (with a nice dedication, please) or a cd (cd exchange, right next to the gyro place) are good choices.
swap - I'm thinking about holding a swap party to exchange odds and ends (not as gifts, just as a recycling effort). There's always an outgrown sweater, the odd china, I don't know. Ellen, help me here.

home made

I don't really like the idea of going Martha on holidays, because it only adds to the end-of-year stress. Who wants to slave over arts and crafts if - let's be sincere - they are not gonna look that great afterwards? Unless, of course, it's something you do well and easily, like a compilation of your favorite songs or a notebook with recipes so easy even I can cook (there's a challenge!) or printed pictures of all the parties we went to this last year...

time

teach - C'mon, teach me, tiger. There are so many things I can't do: sing, cook, do laundry...
be my slave - Offer to cook for me, fix my computer or drive me around. I promise I won't be too demanding. And it doesn't have to be now, during the holidays.
quality time - Let's spend some time together... No, really, let's have dinner somewhere, go walking, talk, have tea.

memories

photos - Print me pictures. Add funny captions.
cds - Compile those tunes. No pagode, pleeeease.
performance - Sing for me! Write me a card!
artwork - But no breakables.
displays of affection - Give me a hug, for God's sake!!! It doesn't sound like it, but I'm pretty easy to please...

terça-feira, 8 de novembro de 2005

To be framed and cherished until 2010.

It's a postcard-sized, peach-colored piece of paper I got in the mail today. It says:

November 3, 2005


Dear Resident:

As requested, your address was removed from our list on 10/1/05       .

It takes 6-8 weeks for this process to become effective as ADVO pre-prints its mailing labels in advance. Your delete status will remain effective for a period of five years. You will need to contact us again by 8/1/10       to reapply your removal request for an additional five years.

[paragraph about how I'm missing out by not receiving their offers and that other companies may mail me with other catalogues too]

[paragraph with the address to write to if I opted out by mistake. ha!]


This is the awesome prize I get from the afternoon of boredom when I excluded my address from those pesky grocery ads that come with the missing child thing. I used Shopwise's parent company customer support. I also tried to stop ValPack, I don't know how that went. (btw: they are lying, they don't really need your email.) I also stopped all other catalogues by going to the dma website and mailing them (oh, yes, they charge you to do it via web). I know it really seems to the untrained eye that I have nothing to do or am an annoy-ing/ed grandma, but I really hate the ritual of going straight from the mailbox to the recycling bin. Let's hope they keep their word and leave me junk free until 2010. Or the next valued resident.

UPDATE: I got the missing child slip from ShopWise and NO GROCERY ADVERTISEMENT!!! Ohhhhhh...
UPDATE2: For a more complete guide to opting out, check the Center for Democracy & Technology guide

domingo, 6 de novembro de 2005

Ô joga fora no lixo!

Via 43 folders:

You have way too much crap.
I'm just guessing. Guessing that right now, in your life, in your closets and in your garage and in your car trunk and in your brain and even in your desk drawer you have way, way too much stuff, far more than any one person or single family needs and, oh my God, have you even seen your closet lately?

If there's one upside to these [decluttering] shows (superficially, at least), it's how it might, just might, slowly dawn on a few viewers that more does not equal better, that excess crap actually equals undue stress and nausea and burden, and that, in truth, the more junk you have, the tackier it looks. Hey, anything's possible.

It is one of the healthiest things you can do. Honest psychologists and good spiritual healers often advise patients with overactive minds and squirrel-like attention spans and problems focusing and problems sleeping, they will tell them not to pop some Ritalin or merely take an herbal tincture and eat more leafy greens, but to go home right now and, yes, clean out your closets. Clear out your clutter. Strip it all to the beautiful essentials and then keep it that way.
Os grifos são meus e ninguém tasca.