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terça-feira, 14 de março de 2006

Desejo de regresso

Deixai-me nascer de novo,
nunca mais em terra estranha,
mas no meio do meu povo,
com meu céu, minha montanha,
meu mar e minha família.

E que na minha memória
fique esta vida bem viva,
para contar minha história
de mendiga e de cativa
e meus suspiros de exílio.

Porque há doçura e beleza
na amargura atravessada,
e eu quero memória acesa
depois da angústia apagada.
Com que afeição me remiro!

Marinheiro de regresso
com seu barco posto a fundo,
às vezes quase me esqueço
que foi verdade este mundo.
(Ou talvez fosse mentira...)

Cecília Meireles
(in Mar absoluto)

De repente eu percebo que não é só a sopa que eu tenho que digerir...
Há todo um saldo e dívida de abraços por receber e dar, e não tem um caixa automático por perto quando eu mais preciso, só em sonho mesmo é que os abraços aparecem até inesperados, mas trazendo um conforto que me acompanha pelo dia inteiro.
E o pior de chorar olhando pro teto com medo do escuro é a lagriminha que entra furtiva no ouvido, estragando o romantismo todo da coisa.

Ao vivo, de dentro da colcha lilás.

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