Maffalda mudou de casa! Redirecionando...

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quinta-feira, 3 de junho de 2004


O que aconteceu? Virei uma expatriada chata samba-e-futebol? Ou estou desatualizada e ninguém mais no Brasil aprecia o esporte bretão? Por que nenhum blog fala do jogo de ontem?

Vai ver que eu estou feliz porque ganhei a aposta: escapei de cozinhar por uma semana - que era o que eu teria que fazer se o Brasil perdesse - e o meu marido não pode reclamar de nada (!) por uma semana!!!

Coitado, vai ser tão difícil...

quarta-feira, 2 de junho de 2004

Sabedoria de bolso da tia Helô.
Nada dura pra sempre. Nem o que dura pra sempre dura pra sempre: sempre muda.

Sincera demais, até pra uma brasileira.
Foi o que disseram de mim. Eu com essa mania de dizer tudo.
Importo não. Eu gosto. É uma das minhas heranças. Uso.

Já que a moda é postar horóscopo, lá se vai meu primeiro de junho:

June 01, 2004
Maybe no one told you that you're about to enter a private room. Maybe you were invited. Maybe you're crashing the gate with full knowledge. This is a big step, and there's no way that you can be fully prepared. Your soft side is exposed, yet there's hidden strength in your vulnerability if you know where to look for it. In losing a little, you could gain a lot. Put out your feelers to see who's here and what they're going through. Empathy is easier than sympathy when you're addressing someone very different from you. Bridging that gap might be easier than you think.


segunda-feira, 31 de maio de 2004

Descobrir um blog de uma pessoa que você só conhece de vista produz um encantamento, mesmo. É uma janela muito da indiscreta para os pensamentos e sentimentos de alguém que de outro modo não se deixaria descortinar tão a fundo.
Pode ser isso, ou pode ser que você não tenha nada pra fazer ou esteja entediado pra lá de muito, Paul McCartney!

sábado, 29 de maio de 2004

!

Falta de paciência é uma droga. :(

sexta-feira, 28 de maio de 2004

Da série "Parece ou não parece??".

Post das Mothern sobre A União Duradoura.
Porque sabedoria materna nunca é demais, mesmo que a mãe não seja sua.


Se eu acreditasse em Papai Noel eu estaria escrevendo minha cartinha neste instante.

Había una luna a medias la noche que desquició para siempre los ordenados sentimientos de la tía Inés Aguirre. Una luna intrigosa y ardiente que se reía de ella. Y era tan negro el cielo que la rodeaba que adivinar por qué no pensó Inés en escaparse de aquel embrujo.

Quizá aunque la luna no hubiera estado ahí, aunque el cielo hubiera fingido transparencia, todo habría sido igual. Pero la tía Inés culpaba a la luna para no sentirse la única causante de su desgracia. Sólo bajo esa luna pudo empezarle a ella la pena que le tenía tomado el cuerpo. Una desdicha que, como casi siempre pasa, se le metió fingiendo ser el origen mismo de la dicha.

(...)

Se volvió distraída y olvidadiza. Pedía auxilio para encontrar el lápiz que tenía en la mano, los anteojos que llevaba puestos, las flores que acababa de cortar. Del modo en que andaba podía derivarse que no iba a ninguna parte, porque después del primer paso casi siempre olvidaba su destino. Confundía la mano derecha con la izquierda y nunca recordaba un apellido. Terminó llamando a sus tíos con el nombre de sus hermanos y a sus hermanas con el nombre de sus amigas. Cada mañana tenía que adivinar en cuál cajón guardaba su ropa interior y cómo se llamaban las frutas redondas que ponía en el jugo del desayuno. Nunca sabía qué horas eran y varias veces estuvo a punto de ser atropellada.

Una tarde hacía el más delicioso pastel de chocolate y a la semana siguiente no encontraba la receta ni sabía de qué pastel le hablaban. Iba al mercado para volver sin cebollas, y hasta el Padre Nuestro se le olvidó de buenas a primeras. A veces se quedaba mirando un florero, una silla, un tenedor, un peine, una sortija y preguntaba con la ingenuidad de su alma:

- ¿Para qué sirve esto?

Otras, escribía en cualquier cuaderno toda clase de historias que después no podía leer porque con el punto final olvidaba las letras.

En uno de estos cuadernos escribió la última vez que supo hacerlo: "Cada luna es distinta. Cada luna tiene su propia historia. Dichosos quienes pueden olvidar su mejor luna."


(Angeles Mastretta, in Mujeres de Ojos Grandes)

Agora não peça, não me faça promessas...
Ontem tive a conversa que temi por anos, e foi exatamente, repito, e-xa-ta-men-te como eu achei que ia ser. Sem pedidos de desculpas, com acusações e intrigas, eu sendo a que corre atrás, e vamos botar uma pedra nesse assunto. Se nada mais me resta, pelo menos o gostinho de saber que sim, eu estava certa, sim, eu conheço as pessoas com quem convivi. E não perdi nada.

Mate
Até que enfim aprendi a fazer um mate que preste!
Bueno, che! Que querés? No soy de allá ni nada!

Eu e a música
Na nossa casa não se ouve música. Nossa, digo, onde eu cresci. "Mas nós não somos musicais", é o que se diz. As canções preferidas do meu pai são, no máximo, umas quatro, todas com mais de 30 anos (foi mal aí, Pai, mas o senhor tá véio mesmo!). Minha irmã só ouvia música brasileira, e apesar de também não ser muito ligada musicalmente só comprava disco bom. Impressionante. Já minha mãe é eclética, ouve bastantes coisas diferentes, se comparada à média da casa.
Pois eu gosto de música, sim. Não chego a ser fanática, e morro de inveja de gente que sabe de história da música. Qualquer história de qualquer música: conhecimento profundo de rock, jazz, mpb, bossa nova, o que for. Sempre me agradou a voz: me encanta a idéia de que o corpo é um instrumento, e também gosto de ouvir letras.
E é pelo que se diz em uma canção que estou fazendo este post. Com minha às vezes extenuante boa memória, sempre acho um verso que descreve o que estou vivendo. Eu poderia contar tudo através de bons cut-and-paste. No entanto, não o faço por medo de chapar ainda mais minha criatividade.
É por isso que eu não vou dizer que quem diz muito que vai não vai, assim como não vai, não vem.

quinta-feira, 27 de maio de 2004

Lista de compras
Do Brasil
Meias (de bichinho ou coloridas)
Calça jeans (sem balangandãs)
Creme de cabelo (o potão de camomila)
"Olhos de Farol", do Ney Matogrosso, pra um amigo meu que pediu
Café em grão pro Enrique que me pediu quando eu fui e eu esqueci de comprar
Mais um par de havaianas (marrons ou azuis, rosa já tenho)
Lentes de contato (vou conferir o grau e a curvatura)
Bombons Garoto pro Gastón
Uma camisa do Brasil? (Qualquer modelo serve!!! Me recuso a viver numa casa onde só há camisa da Argentina!)
Cachaça??
Pilão pra fazer caipirinha? (Mas só se for fácil de achar...)
Chá de cidreira que o daqui não prestou.

Da Argentina
Bombachas de campo
Yerba
Unos alfajores

Por enquanto é só. Stay tuned!

quarta-feira, 26 de maio de 2004

Eu tenho um terapeuta via msn, nem devia estar falando que é pra não fazer propaganda. Mas ele é dos bons: só faz pergunta difícil e depois que converso com ele estou parecendo uma árvore de Natal, com um monte de lampadinha acesa nas idéias. Obrigada, Carpe!

terça-feira, 25 de maio de 2004

Mulher fica deprimida e bora pro shopping dana a gastá. Mas eu, eu não, muquirana e munheca-de-samambaia que sou vou ali na esquina e compro dois vestidos bem baratinhos e fico feliz da vida. Os dois vestidos e três camisetas de alcinha de malha, ficou o preço de um vestido barato, se é que vocês me entendem e têm noção do que eu tô falando. Se alguém perguntar pelo msn eu digo o preço. Agora só tenho que ver o que faço com a minha barriguinha que transpareceu nos dois, a perna branca é outra história.

E a todos aqueles que me aturam, o meus agradecimentos penhorados. Muito obrigada.

E se eu achar tudo chato e o céu for feio?

domingo, 23 de maio de 2004

BARATO TOTAL
(Gilberto Gil)

Quando a gente tá contente
tanto faz o quente, tanto faz o frio, tanto faz
que eu me esqueça do meu compromisso
com isso e aquilo que acontece dez minutos atrás
Dez minutos atrás de uma idéia já deu pra
uma teia de aranha crescer
sua vida na cadeia do pensamento
que de um momento pro outro começa a doer
Quando a gente tá contente, gente a gente quer pegar
Batata pode ser um barato total
Tudo que você disser deve fazer bem
Nada que você comer deve fazer mal
Quando a gente tá contente, nem pensar que tá contente
Nem pensar que tá contente a gente quer
Nem pensar a gente quer, a gente quer é viver

sábado, 22 de maio de 2004

Heeeey! I'm a trouper!

quinta-feira, 20 de maio de 2004

Como é que era? Ah, sim: agora me arrependo, roendo as unhas...

Conversa vai, conversa vem, deixei este comentário lá na Meg:

Só queria deixar bem claro que eu ADORO Cem Anos de Solidão!!!
(Mas gosto mais de O Amor nos Tempos do Cólera. É perfeito. El corazón tiene más cuartos que un hotel de putas.)


Se não enfiasse os pés pelas mãos, não era eu. Se não deixasse tudo pra última hora, também não. Se não morresse de nervoso, seria um alien na minha pele.
Ufa! Ainda bem que me reconheço nesse reflexo, nesse espelho. Tudo tem seu lado bom.

terça-feira, 18 de maio de 2004

- O que você quer? O que você quer, de verdade? Mas e você, o que quer?

A pergunta vem repetida por todos os lados, em estéreo, estéril.
Mesmo quem indaga sabe que somos poucos os que deveras sabemos.

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo, eu só quero que você me queira, eu só quero chocolate, I want some sugar in my bowl, quero encontrar pelo caminho um cogumelo de zebu, hoje eu só quero que o dia termine bem, eu só quero fazer parte do backing vocals, e cantar o tempo todo "shoobedoodaudau".

Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor.

domingo, 16 de maio de 2004

Vai ser assim.
No aeroporto, ganharei beijos e muitos abraços pendurados. Vai estar um calor daqueles. Vou pra casa, tomo um banho pra tirar o cheiro de avião, embora a viagem não tenha sido tão comprida assim. Aí vou a um salão fazer a tortura mor, depilação. Depois também corto o cabelo, faço pés e mãos. Sempre falando. A essa altura eu terei tomado bastante água e litros de coca light.
Depois eu vou fazer compras, mas não muitas. Duas ou três blusinhas, uma camiseta com o nome da cidade, muito brinco-perua-de-argola com a mestra das mestras pra me ajudar a escolher. Talvez compre também uma sandália de plataforma, se tiverem 40. Hmmm, um jeans. Ou uma calça preta.
Tudo isso de manhã, aí podemos almoçar no shopping mesmo, quem sabe um crepe, depois torta de limão.
De tarde eu passo na agência de publicidade, mais beijos, mais abraços, falar potóca um pouquinho, combinar pra noite. Dormir de tarde, ser acordada pela mãe, tomar outro banho - eu disse que vai estar calor? - passar prifume, sair pra jantar. Se não for sushi que eu cégue! Conhecer aquele moço moreno que está sempre com elas.
No dia seguinte, praia com as duas moças, aprender cada gesto e cada cara que não vi até agora. Aprender o sotaque nos mínimos detalhes, soltar expressões sem sentido, rir à beça, fazer carinho sem medo de ser feliz e supita.
Rinse. Repeat.
Tenho que ir a Recife logo...

sábado, 15 de maio de 2004

Estou ouvindo Sinatra e Jobim mas é porque eu sou boba, eu tinha mesmo era que estar ouvindo Djavan, Djavan na veia.

Eu não sei,
que será de mim!
Eu não sei
e nada me importa saber
eu só sei,
que havia um mar à vista ali
você passou assim por mim
e eu me perdi.

Meu olhar se mirando em teu olhar
se eu pegar na mão , te beijarei
te beijarei
não consigo mais de vontade de ficar
o que há entre eu e você
é raro
é na falta de ar do teu olhar
que o sufoco crescerá eu sei,
ora se sei!
Não encontro mais nada pra me segurar
tudo poderá acontecer
é claro!

E um cheiro de amor
Empestado no ar a me entorpecer
Quisera viesse do mar e não de você
(...)
Porque seu coração é uma ilha

é um sacrifício dizer um não
em seu ofício de obedecer à paixão
seja como for, sempre se faz por prazer
tudo o que o amor diz
aliás, quem não quer ser feliz?

Não sei julgar o que há em ti
Sentir com precisão
Se é fogo ou água, já desisti

Queimem o que sobrar de mim, espalhem as cinzas em Maceió!

Film noir.
Vou dormir com um sorrisinho no canto dos lábios, e a bênção de Santo Antônio. Sem cantar vitória, mas com o dever cumprido.

sexta-feira, 14 de maio de 2004


Eu não consigo imaginar uma casa que, tendo a presença dela, não seja cheia de boas energias e muito abençoada. Mas não se peca por sobra de amuletos... A arvorezinha que ela me deu está aqui, presença constante já em dois apartamentos.

Se eu vou à praia no Rio as pessoas apontam e riem, aqui até que eu não sou tão branca. Mas é só eu tirar a roupa que o sol esconde. Vou acabar comprando um desses bronzeadores sem sol, é o único jeito de eu ficar marronzinha.

Agora um alegrinho, pra ninguém achar que eu estou muito deprimida.

Lindo, lindo, lindo. Acordar cedo, trabalhar um pouco, vir pra escola de biquíni. Achar que ia apanhar da orientadora, não apanhar, sair da reunião com fome. Ficar com preguiça de comprar comida e um amigo oferecer, mas depois sair pra comprar bebida alcoólica. Ouvir um pouco de espanhol neste mar de inglês. Tomar sol pra ver se fico mulata, esperar o fim de semana.

Bom fim de semana.

quinta-feira, 13 de maio de 2004

Este é o post 952.

quarta-feira, 12 de maio de 2004

Eu já falei de cansaço. Este é meu novo tema recorrente (como se eu não tivesse suficientes...). Eu estou cansada do meu trabalho, da minha orientadora, de tentar trabalhar e não conseguir, de tentar me divertir e me sentir culpada por conta do trabalho. Eu estou cansada de ser superficial, de viver pra sempre na casca de tudo, de não me aprofundar mais. Eu estou cansada de ver as mesmas pessoas todos os dias, estou cansada do meu próprio sotaque, estou cansada de não ter uma máquina de lavar louça. Estou cansada dos programas de tv, dos comerciais, do consumismo. Estou cansada da comida. Estou cansada das minhas roupas, às vezes me canso do meu cabelo, estou cansada de fazer depilação (mas ainda não parei). Estou cansada de ter uma mente que só faz voar, estou cansada de não saber fazer silêncio. Estou cansada de pensar que o verão está aí e eu amo o calor mas que o inverno vai vir antes que eu perceba. Eu me canso à toa, sim, mas eu estou cansada. Um cansaço de tudo.

terça-feira, 11 de maio de 2004

Então, faz de conta que já são 8 e pouco...
Tímida eu já sei que eu não sou muito. Fiz um teste hoje (parecido com o aí do link) e deu a média, normal e comum. A única dúvida que a galera teve foi quanto ao significado de socially awkward (aliás, awkward é uma palavra que eu adoro, uma dessas que quando pronunciadas já dizem ao que vêm). Se é piscar um olho nervosa e descontroladamente acho que não sou não. Mas se é ficar mais vermelha do que um pimentão por qualquer coisinha besta, tô mal!
Isso de olhar as pessoas nos olhos é um capítulo à parte, não vamos entrar em detalhes embaraçosos...

Agora dá pra mentir via blog. Por exemplo, fingir que não postei a esta hora absurda, mas às 8 da manhã.

Eu estou achando que estou sendo superficial, que meu sorriso não é uma fenda escavada no chão como deveria ser, que não estou pisando com a força que deveria.

Mas pode ser que eu esteja apenas com sono. É, vai ver é isso...

Minha sorte, mesmo, é que Lavoisier também se aplica a sentimentos, amizades, tudo. Eu tenho uns momentos adolescentes de vez em quando, saibam desculpar. Voltamos à nossa programação normal.

segunda-feira, 10 de maio de 2004

O Zamorim avisou e vim conferir: a interface nova do Blogger é de-tes-tá-vel. Não é nem daquele tipo "ah, você se acostuma!", é ruim mesmo!

domingo, 9 de maio de 2004

Seu olhar é simplesmente lindo
Mas também não diz mais nada
Menino bonito.


O ser misterioso tem um olhar que não é transparente. O ser misterioso jamais fala de si mesmo, menos ainda começa frases com a palavra "eu". O ser misterioso tem um passado obscuro ao qual só se refere, vagamente, se perguntado. O ser misterioso não fala dos pais. O ser misterioso tem irmãos, mas não se sabe quantos são. O ser misterioso tem uma idade que é adivinhada pelas suas referências culturais. O ser misterioso pode saber o que você pensa, mas sempre deixa a dúvida. O ser misterioso tem fãs, mas não manda foto autografada. O ser misterioso preza por sua privacidade. O ser misterioso também não escreve emails, e quando o faz não escreve mais de três palavras. O ser misterioso não tem namoradas e não aceita ser apresentado a ninguém, mas também não tem namorado. O ser misterioso sempre se faz de bobo ao receber pequenas cantadas. O ser misterioso ignora olhares e bilhetes. O ser misterioso confunde. Fujamos do ser misterioso.

El ser misterioso tiene una mirada que no es transparente. El ser misterioso jamás habla de si mismo, todavía menos empieza frases con la palabra "yo". El ser misterioso tiene un pasado obscuro al cual solo se refiere, vagamente, si preguntan. El ser misterioso no habla de los padres. El ser misterioso tiene hermanos, pero uno no sabe cuantos. El ser misterioso tiene una edad que es adivinada por sus referencias culturales. El ser misterioso puede saber lo que uno piensa, pero siempre deja la duda. El ser misterioso tiene admiradoras, pero no envía fotos ni autógrafos. El ser misterioso es celoso de su privacidad. El ser misterioso tampoco escribe emails, y cuando lo hace no escribe más de tres palabras. El ser misterioso no tiene novias y no acepta ser presentado a nadie, pero tampoco tiene novio. El ser misterioso siempre se hace el tonto al recibir pequeños piropos. El ser misterioso ignora miradas y notitas. El ser misterioso confunde. Huyamos del ser misterioso.

Se eu já postei esta música desculpem, eu errei. O dia de postá-la era hoje.

Call Waiting
lyrics & music: Marie Daulne

I just want to tell you
I’m with and behind you
do what you have to do
I’ll still be there

it’s like 2 trees
neighbours for a thousand years
it’s like body and soul
you and me
it’s meant to be
can’t you see

it’s like an island in the middle of the sea
it’s like a soft wind
caressing my warm skin
you and me mixing together

you and me and me and you

O dia sem fim (ou: algunas acontecimentos de ontem)

- Um amigo ficou sabendo que a bolsa dele não vai ser renovada. Ele só soube disso porque precisava de uma carta pra renovar o visto. Se não fosse por esse pequeno detalhe e o fato de ele estar indo pro Brasil em uma semana, ele só ia saber disso na véspera de perder o emprego.
- Alguém que eu amo demais da conta me ligou muito triste. Eu, claro, chorei de cá também.
- Teve um churrasco na casa do cara que está perdendo o emprego. Quando chegamos lá, ele tinha derrubado um saco de carvão inteiro em cima do sofá da sala.
- O livro que eu deixei no escaninho de uma outra brasileira aqui na universidade desapareceu, escafedeu-se.
- Um outro amigo nosso foi ao churrasco levando um colega de trabalho dele. Lá pro meio da festa o cara disse que nós tínhamos que ter vergonha de fazer graça com a cara do nosso amigo e foi embora, deixando todo mundo com o olho arregalado.
- O dono da casa teve um momento deprê e chorou um pouquinho na varanda.
- O Gastón estava cansado e queria ir embora. Quando eu finalmente concordei, ele descobriu que tinha deixado as chaves dentro do carro.
- E eu não trouxe as minhas chaves de casa pra pegar as chaves reserva.
- Mas eu deixei uma janela de casa aberta e ele conseguiu entrar. Quando ele voltou (de carona, claro), abriu o carro e descobriu que a bateria tinha acabado.

A bateria finalmente foi recarregada e voltamos pra casa.

sábado, 8 de maio de 2004

O Blogger está falando que vai mudar de cara. Já estou nervosa.

terça-feira, 4 de maio de 2004

A minha história não termina aqui. Ela é um pedaço de hélice, sob certos ângulos tem-se a impressão de que apenas começa, mas não: vem de tempos imemoriais. Mesmo o pedaço que testemunhei às vezes parece tão longo que até me canso. E a hélice se estende a perder de vista, pois quem pensa em um fim não sabe do que fala.
O único problema é que ter consciência de que a hélice gira sozinha não me ajuda muito. Primeiro, porque se ela vai girar mesmo surge a preguiça - eu? - de tomar caneta e papel e desenhá-la. E, depois, ainda que tenha a minha ajuda, controle eu não tenho sobre para onde serpenteará a danada.
É por isso que o meu primeiro impulso é encolher-me e ficar assim, quietinha, e, esperar o mundo passar lá fora, tomando a precaução de espiar pela beirada do cobertor vez por outra.

I have heard what the talkers were talking.... the talk of the
beginning and the end,
But I do not talk of the beginning or the end.


(Whitman, Song of Myself, trecho)

sexta-feira, 30 de abril de 2004

Conte comigo: 1, 2...

A felicidade redonda veio em forma de CD desta vez.

terça-feira, 27 de abril de 2004

Vai começar de novo...

Os encontros e despedidas já estão por aí. Já tem gente que conheci aqui indo embora.

segunda-feira, 26 de abril de 2004

Fim de semana agitado. Sexta caindo pelas tabelas mas ainda consegui ir pra casa do Alex dar umas risadas e fumar hookah, completamente legal, em todos os sentidos. Sábado, festinha da japonesa maluca, Aya, vimos uns amigos brasileiros e conheci gente mais ou menos interessante, mas não tanta. Domingo jantar delicioso na casa de uma americana muito jóia mas bem americana, dessas que ficam tão sem-graça de te abraçar que acaba te dando umas cacetadas.
Ok, não vou reclamar da minha vida social. Agora só falta trabalhar um pouquinho...

Comprei tambem A Ma Zone. Meu segundo CD de Zap Mama. Cadê o moço do correio???

Private dancer

Era uma propaganda da Gap: um mocinho dançando enlouquecidamente e uma musiquinha simpática. Eu corria pra ver. Agora ele está aqui, à disposição para entre sessões de estudo pra lá de tediosas.

Se você não tem o tocador de QuickTime, faça o download e divirta-se.

domingo, 25 de abril de 2004



Eu sou uma criança feliz. Estou ouvindo meu primeiro CD de Zap Mama.

E digo mais...

—Eso no puede ser -respondió don Quijote-: digo que no puede ser que haya caballero andante sin dama, porque tan proprio y tan natural les es a los tales ser enamorados como al cielo tener estrellas, y a buen seguro que no se haya visto historia donde se halle caballero andante sin amores; y por el mesmo caso que estuviese sin ellos, no sería tenido por legítimo caballero, sino por bastardo, y que entró en la fortaleza de la caballería dicha, no por la puerta, sino por las bardas, como salteador y ladrón.

sábado, 24 de abril de 2004

Miguel de Cervantes Saavedra

—Mira, amiga —respondió don Quijote—: no todos los caballeros pueden ser cortesanos, ni todos los cortesanos pueden ni deben ser caballeros andantes: de todos ha de haber en el mundo; y, aunque todos seamos caballeros, va mucha diferencia de los unos a los otros; porque los cortesanos, sin salir de sus aposentos ni de los umbrales de la corte, se pasean por todo el mundo, mirando un mapa, sin costarles blanca, ni padecer calor ni frío, hambre ni sed; pero nosotros, los caballeros andantes verdaderos, al sol, al frío, al aire, a las inclemencias del cielo, de noche y de día, a pie y a caballo, medimos toda la tierra con nuestros mismos pies; y no solamente conocemos los enemigos pintados, sino en su mismo ser, y en todo trance y en toda ocasión los acometemos, sin mirar en niñerías, ni en las leyes de los desafíos...

Don Quijote parte 2 cap VI

Roubado descaradamente da Meguita, que põe umas coisas no SubRosa só pra me fazer chorar... ;)

Estou ficando cada vez mais parecida com a minha irmã quando adolescente. Uma coisa é ficar grudada na tv assistindo a seriados, mas agora desenvolvi o pior de tudo: a síndrome de pata-do-chico-arede...

Como sempre, eu sobrevivi. E quem disse que eu não ia?

quinta-feira, 22 de abril de 2004

Agora vamos falar uma coisa seriamente...

Esse negócio de internet é doença. Google, então, é doença oportunista. Se não, como se explica uma pessoa como eu, razoavelmente inteligente e saudável em outros aspectos, ficar procrastinando a tonelada de trabalho e arriscando o lindo pescoço na guilhotina pra ler as aventuras passadas de um cara que eu nem conheço, provavelmente nem vou conhecer, e que é amigo de uma amiga?
O que é que me dá o direito de ser John Malkovich, de entrar na cabeça do sujeito, saber das manias, de como ele se define, de um monte de porres, ver desenhos, ficar imaginando por que raios o blog tem o nome do sítio do meu avô, nome que então ouvi mais de mil vezes nesta vida, e, pior, cúmulo dos cúmulos, me descabelar porque os arquivos estão incompletos e eu não descubro o final da novela, ou seja, o que aconteceu com a namorada tão querida? Será que ele parou de escrever no blog por causa dela? Será que ele está contente com o time de futebol dele? Será que tem algum outro blog renascido das cinzas em outro lugar e eu não sei?
Pura falta do que fazer. Tsc.
Que vergonha.

quarta-feira, 21 de abril de 2004

Mentira:

Pinto no lixo perde.

Nova Relatividade

Recife: 24 graus, sensação térmica 26 graus, Beta tiritando de frio.
College Park: 22 graus, sensação térmica 22 graus, Heloisa feliz feito pinto no lixo.

I'm such a geek!
Ontem estava furiosa porque o meu email da universidade travou e assim permaneceu o dia inteiro. De madrugada vim blogar pra reclamar da vida e, para minha surpresa, achei uma notinha ali acima dos nomes dos meus blogs que me oferecia uma conta no gmail, o tão falado sistema do google que tem 1Gb de espaço pros usuários e ainda não está aberto para o público.
Cadastrei-me com o meu username preferido, heloisa, que é difícil de achar em qualquer lugar (tem muitas Helôs por aí, aparentemente). Agora estou dando pulos de felicidade, sentindo-me importantíssima. Não tem jeito. Eu sou uma geekette.

terça-feira, 20 de abril de 2004

Procrastinação é o meu nome.
E eu odeio isso!

segunda-feira, 19 de abril de 2004

Tudo se alinha
Falei do meu primo Helder num post ali embaixo, e menos de 24 horas depois recebi um email do outro primo Helder (sobrinho do primeiro). Sincronia... Duvideodó que ele seja leitor do blog.

Pra quem já viajou a lugares tão distantes
Não é o desconhecido que assusta
E a solidão é como um barco sem rumo
Às vezes necessito o conforto do cais
(Eu entendo!)
E como fantasiar não é pecado
Eu continuo a viver


Alice (no País da Malandragem) - Da Lata

domingo, 18 de abril de 2004

Ontem foi o primeiro churrasco da Maryland Brazilian Society. Bom pra caramba! Os meninos organizaram tudo direitinho, eu fui meio na aba e só doei mesmo espaço de geladeira e olhe lá. Uma de nossas amigas emprestou a casa, e aquela expressão "queimamos uma carninha" nunca foi tão cheia de significado.
Trinta e uma pessoas passaram por lá, das quais talvez umas dez fossem brasileiras, e o resto só gente que gosta do Brasil e corre atrás da caipirinha. Carne maravilhosa, e a certeza de que brasileiro não preeeeesta mesmo. Fofoca simplesmente não é a mesma coisa em outra língua, tem que ser em português senão não dá certo.
Depois fui pra casa do meu orientador prum jantar, tinha outros alunos lá e estava mais ou menos legal, mas deu uma pena danada de ter largado o churrasco...
Hoje está fazendo um sol maravilhoso. Ligo pra minha mãe e digo "mãe, vou ali deitar na grama pra tomar um solzinho." E ela me vem com essa conversa: "ai, fomos à praia, a água estava tão linda, tão transparente..." "Ó, pó pará de me fazer inveja. Cê não me ouviu não? Vou tomar sol NA GRAMA!"

sexta-feira, 16 de abril de 2004

Io non sono venuta al mondo per lavorare ma per passeggiare!

Isso estava escrito numa camiseta vestida pela Ana Paula Arósio, numa edição velhíssima da Capricho. E se bobear eu ainda tenho o recorte...

PS: E também era a frase preferida do Helder, meu primo.

Câmbio, Mustapha, câmbio.

quinta-feira, 15 de abril de 2004

Juro que não foi de propósito!

Um post tem vários nomes de atrizes de Hollywood, outro tem a palavra mágica: pe-la-da. Google é nosso amigo. Isto aqui vai lotar.

É a menina manhosa
que não gosta da rosa,
que não quer a borboleta
porque é amarela e preta,
que não quer maçã nem pêra
porque tem gosto de cera,
que não toma leite,
porque lhe parece azeite,
que mingau não toma,
porque é mesmo goma,
que não almoça nem janta
porque cansa a garganta,
que tem medo do gato,
e também do rato,
e também do cão
e também do ladrão,
que não calça meia
porque dentro tem areia,
que não toma banho frio
porque sente arrepio,
que não toma banho quente
porque calor sente,
que a unha não corta,
porque sempre fica torta,
que não escova os dentes,
porque ficam dormentes,
que não quer dormir cedo,
porque sente imenso medo;
que também tarde não dorme,
porque sente um medo enorme,
que não quer festa nem beijo
nem doce nem queijo...
Ó menina levada,
Quer uma palmada?
Uma palmada bem dada
Para quem não quer nada!


(Cecília Meireles)

terça-feira, 13 de abril de 2004

Experimenta colocar "miserable failure" na caixinha de busca do Google...

segunda-feira, 12 de abril de 2004

Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando cada gesto teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira

Um pro jantar, outro pra sobremesa

Foi a namorada de um amigo quem começou essa história. É uma pergunta aparentemente boba: "se você tivesse que jantar com uma dessas pessoas e..." (mãe, tampa o ouvido aí!) "fazer sexo com a outra, quem você escolheria pra quê?". Seguem-se os nomes de dois atores ou duas atrizes.
Primeiro que dá muito pano pra manga, tem sempre mais um par de atores ou atrizes pra gente perguntar. Outra coisa ótima é que a gente descobre um monte de coisas sobre os amigos. Quem gosta do Tom Cruise, quem gosta do Brad Pitt e por quê. Que a esmagadora maioria dos homens prefere a Angelina Jolie à Catherine Zeta-Jones, a Charlize Theron à René Z. e a Nicole Kidman à Penélope Cruz - menos o Gastón. Que tem gente que pensa primeiro no jantar. Que sim, há homens que gostam da Drew Barrymore. Que algumas meninas ficam estranhamente empolgadas quando se fala da Angelina Jolie.
Semana passada passei uma tarde inteira com três amigos e uma amiga fazendo essas perguntas. E por um tempo você continua pensando assim, via imdb e em pares...

domingo, 11 de abril de 2004

Continuo cismada que déjà vu é mau presságio.

Ó mundo tão surreal, tudo é tão surreal, ô-ôôô-ôô.

Should I bolt every time I get that feeling in my gut when I meet someone new? Well, I've been listening to my gut since I was 14 years old, and frankly speaking, I've come to the conclusion that my guts have shit for brains.
High Fidelity.

sábado, 10 de abril de 2004

Esqueci de fazer o olhar da sopa na camisa, mas fiz algo parecido.

sexta-feira, 9 de abril de 2004

Hoje eu vim com a barriga toooooda de fora e uns brincos enormes. Outro dia vi uma moça pelada na revista com uns brincos iguais a estes que eu tenho, aí hoje pensei que com razão ela tava pelada, os brincos não combinam com roupa nenhuma mesmo.
Mulher que não usa maquiagem é fogo, não posso nem passar um batonzinho que todo mundo faz o maior escândalo: uia, ela tá de batom.
Chato é se vestir toda tchans, achar que tá ótimo depois ficar o dia todo achando que estão reparando...

Primeiro eu estava assim, nostálgica, pensando em todos os gestos de amigos de que me lembro, gestos, o mexer das mãos, a voz, o olhar, o jeito de me olhar, como dizem meu nome, como tomam café, tudo isso eu perdi, porque ainda me lembro mas não vejo mais, com raras exceções de espiadas pela webcam para ver como ela mexe no cabelo. Até chorei pensando nisso, sem tpm nem nada, pensando em todos esses gestos sendo produzidos a cada segundo sem eu lá, egoismo, né?, toda essa gente que continua vivendo e respirando e se casando e que eu não dou conta nem de ir nem de dizer -eu me importo, uma mudez que me acomete como se sendo assim, grossa, as coisas fossem parar de acontecer mas não páram.
Depois eu pensei que oras, eu estou aqui, há gestos novos pra aprender, vozes novas pra ouvir (uau, que vozes!), novos apelidos, novos olhares azuis ou não. E eu fiquei feliz com a minha capacidade de fazer novas memórias. Só que a bola de cristal me faz falta, me faz falta saber onde estarei e quando vou chorar essas memórias novas. Dramática, eu?
A outra coisa que pensei, essa linda e que me faz feliz, é na quantidade de mulheres bárbaras que encontrei vida afora. Gente fina, elegante, sincera, inteligente, putcha vida, quanta mulher inteligente e bem-resolvida que eu conheço. Eu acho que se eu conseguisse carregar todas elas comigo, como eu tento, seria mais invencível que a mulher maravilha com seu laço mágico e seus braceletes. As mulheres da minha vida são muitas e são maravilhosas, embora às vezes eu ache que há muitos amigos e poucas amigas, isso não é verdade.
Era isso que eu estava pensando.

terça-feira, 6 de abril de 2004

Porque ser má e poderosa pode ser meio poético também:

dá uma olhada pra ele com sorrisinho de como ele estivesse com a camisa manchada de sopa...
(o besta)
ele vai ficar encanado o dia inteiro
e aprende a nao se achar o maximo


Adivinha de quem saem essas idéias...

Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá

Eita! Tô blogando pouco de novo! Que horror...

Vi minha orientadora na sexta passada e sobrevivi bem. Será que eu consigo terminar este mestrado logo???

Eu preciso de uma bola de cristal urgente, se alguém quiser me vender uma tô comprando.

Finalmente um fim de semana sem pensar em naaaaada de trabalho, só visitando a Carol e falando mal dos outros!

domingo, 28 de março de 2004

Ontem, chez Amarildo:
vinho, Régis, Ana, crudités ao curry, Pablo, muitas risadas, Gastón, pizza congelada, histórias de brasileiros indo ao cinema, de amaaaaaar margarina, do JC que se estrepou todinho no filme (sem link pra não constranger ninguém), de quem conhece a sinagoga de quem.
Fomos dormir às 4 da manhã.

sexta-feira, 26 de março de 2004

De como economizar.
Tenho lido um monte de artigos sobre dinheiro, como economizar, aposentadoria, essas coisas. Não que eu esteja a ponto de me aposentar, veja bem, mas eu quando encasqueto com alguma coisa...
Já estou no ponto em que as informações começam a se repetir. É sempre a mesma coisa: preste atenção, não fique devendo, "pague" a si mesmo. Isso de pagar a si mesmo faz sentido, se a gente deixa pra economizar o que sobra no final do mês não adianta, tem que colocar o dinheiro logo na poupança e nunca mais pensar nele!
Hoje estava na livraria e vi mais um livro dos milhares sobre esse assunto, porque aqui nesta terra o povo deve até as calças. Dei uma folheada e o cara estava tentando convencer as pessoas a economizar 14 dólares por dia. E continuava: "você deve estar pensando '14 dólares por dia?? Esse cara está louco!' mas eu vou explicar mais adiante como se faz" e por aí ia.
Fechei o livro, olhei o preço. 20 dólares. That's my 14 dollars right there, mister, and then some.
Economizei!

Surreal
Entrar no laboratorio e encontrar um colega coreano ouvindo A Cor do Som, amarradao.

quinta-feira, 25 de março de 2004

Leitura à primeira vista.
Olho as minhas mãos atenta
como se pudesse contar assim
quantos átomos dela há em mim.

quarta-feira, 24 de março de 2004

Na verdade...
... as pequenas frases feitas do cotidiano são irritantes demais, como já disseram as Mothern.
Em inglês acontece a mesma coisa. Por isso fundaram o site Plain English que, entre outras coisas, publica uma lista de A a Z de expressões a serem evitadas. Não concordo com todas elas, mas uma coisa é certa: se eu conseguir usar cada uma dessas palavras na minha tese, minha orientadora vai dar pulos de felicidade. Ela adora palavrinhas empompadas.
(Dica do Régis, webmaster da MBS)

domingo, 21 de março de 2004

Um estudo de caso sobre liberdade digital.
Do blogueiro que chuta bundas e comanda o batatal.

You gotta be
You gotta be bad, you gotta be bold
You gotta be wiser, you gotta be hard
You gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm
You gotta stay together
All I know, all I know, love will save the day

segunda-feira, 15 de março de 2004

Eu vou viver 91,5 anos.

Alguma coisa funciona muito mal na minha cabeça. Eu não penso mais "hmmm, eu gostaria de saber mais sobre este assunto".
Eu penso o que eu vou digitar na janelinha.

Pensamento positivo anti-encasquetativo:
- Não encasquetar, não encasquetar, não encasquetar...
Não está funcionando!

domingo, 14 de março de 2004

A minha prima Belezinha está pensando em me convidar pra ir pra California no verão. I'm very very very excited about it. Tenho que começar a fazer planos, ver como posso fazer pra despistar meus orientadores aqui...

Brilhando pela minha presença
Fui jantar, afinal, com os amigos confusos. Lá pelas tantas começaram a debochar da gente porque não escrevemos de volta, etc, etc. E eu quieta. Quando terminei de comer e ninguém mais poderia dizer que meu chilique era de fome, subi nos tamancos e rodei minha baiana portenha: "si pueden parar con los comentarios tontos lo agradezco, porque a mi no me hace la más mínima gracia. Que se vayan todos a cagar.".
Bonito, hein? Eu tinha que ter fotografado as caras quando eu disse isso.

Na verdade, eu não fui tão indelicada quanto parece. E ainda consegui a façanha de mandar o recado pra uma pessoa através da outra. "Fulana, odeio quando você faz isso" quando quem faz mesmo é a Beltrana, que está no canto encolhida com uma cara de terror percebendo que melhor não facilitar. Essa!

sábado, 13 de março de 2004

crystal heart
Heart of Crystal


What is Your Heart REALLY Made of?
brought to you by Quizilla

sexta-feira, 12 de março de 2004

Deixa eu reclamar um pouquinho.
Digam se eu estou doida.
Não sou a melhor anfitriã do mundo, mas pelo menos sei que se eu quero programar uma festa ou uma "balada" devo consultar duas ou três pessoas próximas quanto a uma possível data. Depois eu decido onde e a que horas e mando um convite com antecedência. Quem puder ir, vai. Quem não puder, oh, foi mal aí, fica pra próxima. Se for meu aniversário, melhor ainda, eu assumo que têm que fazer minhas vontades e pronto.

O que não dá é você mandar um email numa sexta-feira, dizendo que seu aniversário é na quarta seguinte e propondo uma saída para a próxima sexta. Mas não diz onde nem a que hora. O email foi para 7 pessoas. Aí as pessoas começam a trocar idéias desesperadamente com emails mandados a todos, sugerindo restaurantes, teatros, não teatro eu não posso, quem dirige, blá, blá, blá. E, se por educação ou conformidade com os planos sendo feitos, alguém não responde, você manda um email reclamando que "Fulano e Beltrana brilham por sua ausência", um jeito sarcástico de dizer que eles não estão te dando bola quando é óbvio e evidente que eles têm a obrigação e o dever, como amigos, de escrever alguma idiotice só pra participar dessa loucura toda. Aí, na sexta mesmo, juro, na sexta de manhã, depois de uma semana de caixas postais cheias e sacos arrebentados, você decide a que horas e onde vocês vão se encontrar, e acrescenta: "Fulano e Beltrana, vocês já fizeram as reservas?", ignorando solenemente que se o Fulano e muito menos a pobre Beltrana não sabiam o que o você estava pensando nessa sua cabeça louca, como é que eles iam fazer a *&&^&(*& da reserva?

Ok. Desabafei.

Um diálogo antes de dormir.
- Do que você está rindo?
- Nada, meu pé está super gelado e eu estou lembrando dessa moça que contou no blog dela que conhecia um mocinho que estava sempre a 38 graus.
- Eita. Quem é essa?
- Uma moça de um blog. É mais engraçado ainda porque ela escreve com sotaque, um sotaque lindo.
- Ah, aquela que mora em Lampião City?
- ... É!

A gente pensa que ele não está prestando atenção, mas ele está, sim.

quinta-feira, 11 de março de 2004

Helwise já foi um nome comum. Mas, também, Diot Coke já foi nome... (via Pedro Dória)

quarta-feira, 10 de março de 2004

Claro, o fato de o meu apelido ser o nome da personagem principal do Quino e eu ter me casado logo com um argentino foi coincidência pura.
E esqueci de dizer que a epígrafe da minha tese foi ela:

Quase.
Sábado fui a uma festa e vi o cara que poderia ter sido meu orientador se eu tivesse continuado na Física. Mais cool, impossível. Eu teria o maior orgulho de apontá-lo como meu professor, o cara é figura até não poder mais, super simpático e tem um trabalho muito interessante.
Mas não foi. Minha escolha foi feita e eu não me arrependo. Muito.

segunda-feira, 8 de março de 2004

De como virei Maffalda.

Quem dera fosse pelo Quino. Ou pensando bem, não, não queria ser parecida com ela!
É por causa da Eloísa Mafalda. Minha prima me chamava assim porque meu nome é Heloisa. Depois ela desistiu e começou a me chamar de Lolô Madureira - esse eu não tenho a menor idéia de onde ela tirou.
Nunca dei muita importância ao apelido, até que lá pelos 15 anos, nas nossas viagens de verão, a Lindona e eu estávamos conversando sobre alteregos. As nossas, dizíamos, tinham que ser menos boas-moças e mais poderosas que nós. A "outra" da Lindona (que se chama Marcia na verdade) se chamava Iures. E eu, naquele momento, batizei a minha de Mafalda.
Mafalda e Iures não aprontaram muito juntas, afinal, mas eu guardei o nome com carinho. Já na faculdade, entrava nos jogos em rede dos meninos da computação com esse nome e dizia que ela era uma bruxa. Foi por isso que o Nalon fez esse desenho lindo da bruxinha aí do lado pra mim.
Não consegui registrar o nome no blogspot, por isso que dobrou-se o f.
Essa é a história. Desapontados?

quinta-feira, 4 de março de 2004

Espíritos opostos
Luís Fernando Veríssimo, no Globo, 4 de março de 2004.

Não houve muita política na última entrega dos Oscars. Uma piada do Billy Cristal aludia aos privilégios que Bush teve durante o seu serviço militar e o diretor do documentário premiado sobre Robert MacNamara e o envolvimento americano no Vietnã disse temer que o país estivesse entrando em outro buraco parecido, no Iraque. No ano passado as críticas a Bush e à guerra foram aplaudidas e vaiadas. Este ano não houve vaias.
***
A guerra do Iraque pode ser menos discutida, nas próximas eleições americanas, do que uma outra questão quente: casamento entre gays, sim ou não? É uma discussão engraçada, porque as posições de lado a lado tendem a ser invertidas, sem trocadilho. Os gays, no caso, são mais conservadores do que seus críticos, pois lutam para preservar e prestigiar uma instituição que parecia estar agonizando, vítima da nova moral sexual. Em muitos casos o que os parceiros buscam é uma formalização legal da união para fins de sucessão etc., mas na maioria dos casos — imagino — o que querem é uma sagração matrimonial como a dos seus pais, com toda a sua carga de tradição e emoção. Véu, grinalda e gravatas prateadas opcionais.

As objeções religiosas a casamentos entre pessoas do mesmo sexo também são paradoxais. Em toda ligação homossexual — ou homoerótica, porque o mundo está cheio de ligações homossexuais que não sabem que são — existe um componente “feminino” e um componente “masculino”, mesmo que imprecisamente definidos por características de personalidade e comportamento. E na medida que personalidade e comportamento expressam o “espírito” de alguém, para usar outro termo indefinível, todas as uniões sexuais são entre “homem” e “mulher”, mesmo quando os corpos são do mesmo gênero. O espirito é a pessoa, segundo o ensinamento religioso, não o seu corpo transitório. Mas nenhuma religião quer saber de espíritos de sexos opostos se amando e fazendo arranjos domésticos “normais”. Sua crítica parece materialista e contraditória. Mas como não sou nem gay nem religioso, longe de mim esse cálice de confusão.

O mais curioso de tudo é a nova avidez das pessoas por parâmetros formais e cerimônia. Ouço dizer que foi por insistência dos alunos que as solenidades de formatura que, misericordiosamente, se encaminhavam para uma depuração sensata e para a brevidade, voltaram a ser como eram antes, pesados e palavrosos rituais de passagem com beca e tudo. Agora, quando o casamento parecia a caminho de se tornar obsoleto, substituído pela coabitação sem nenhum significado maior, chegam os gays para acabar com essa pouca-vergonha.

Estou condenada a ser blogueira de fim-de-semana???

quarta-feira, 3 de março de 2004

Achei uma nota com o carimbo do site Where's George?!

terça-feira, 2 de março de 2004

Tô me devendo dois posts. Um sobre o meu apelido, a propósito da pergunta que o Marcelo fez. Outro sobre pensamentos aleatórios desses que a gente tem quando tem muuuuito sono. Mas depois eu escrevo que tenho um amigo esperando, "bobo, feio e chato e retardado mental" mas que eu também adoro!

Troca de insultos entre amigos é o que há de bocoió, verdade seja dita.