Maffalda mudou de casa! Redirecionando...

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sexta-feira, 26 de março de 2004

Surreal
Entrar no laboratorio e encontrar um colega coreano ouvindo A Cor do Som, amarradao.

quinta-feira, 25 de março de 2004

Leitura à primeira vista.
Olho as minhas mãos atenta
como se pudesse contar assim
quantos átomos dela há em mim.

quarta-feira, 24 de março de 2004

Na verdade...
... as pequenas frases feitas do cotidiano são irritantes demais, como já disseram as Mothern.
Em inglês acontece a mesma coisa. Por isso fundaram o site Plain English que, entre outras coisas, publica uma lista de A a Z de expressões a serem evitadas. Não concordo com todas elas, mas uma coisa é certa: se eu conseguir usar cada uma dessas palavras na minha tese, minha orientadora vai dar pulos de felicidade. Ela adora palavrinhas empompadas.
(Dica do Régis, webmaster da MBS)

domingo, 21 de março de 2004

Um estudo de caso sobre liberdade digital.
Do blogueiro que chuta bundas e comanda o batatal.

You gotta be
You gotta be bad, you gotta be bold
You gotta be wiser, you gotta be hard
You gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm
You gotta stay together
All I know, all I know, love will save the day

segunda-feira, 15 de março de 2004

Eu vou viver 91,5 anos.

Alguma coisa funciona muito mal na minha cabeça. Eu não penso mais "hmmm, eu gostaria de saber mais sobre este assunto".
Eu penso o que eu vou digitar na janelinha.

Pensamento positivo anti-encasquetativo:
- Não encasquetar, não encasquetar, não encasquetar...
Não está funcionando!

domingo, 14 de março de 2004

A minha prima Belezinha está pensando em me convidar pra ir pra California no verão. I'm very very very excited about it. Tenho que começar a fazer planos, ver como posso fazer pra despistar meus orientadores aqui...

Brilhando pela minha presença
Fui jantar, afinal, com os amigos confusos. Lá pelas tantas começaram a debochar da gente porque não escrevemos de volta, etc, etc. E eu quieta. Quando terminei de comer e ninguém mais poderia dizer que meu chilique era de fome, subi nos tamancos e rodei minha baiana portenha: "si pueden parar con los comentarios tontos lo agradezco, porque a mi no me hace la más mínima gracia. Que se vayan todos a cagar.".
Bonito, hein? Eu tinha que ter fotografado as caras quando eu disse isso.

Na verdade, eu não fui tão indelicada quanto parece. E ainda consegui a façanha de mandar o recado pra uma pessoa através da outra. "Fulana, odeio quando você faz isso" quando quem faz mesmo é a Beltrana, que está no canto encolhida com uma cara de terror percebendo que melhor não facilitar. Essa!

sábado, 13 de março de 2004

crystal heart
Heart of Crystal


What is Your Heart REALLY Made of?
brought to you by Quizilla

sexta-feira, 12 de março de 2004

Deixa eu reclamar um pouquinho.
Digam se eu estou doida.
Não sou a melhor anfitriã do mundo, mas pelo menos sei que se eu quero programar uma festa ou uma "balada" devo consultar duas ou três pessoas próximas quanto a uma possível data. Depois eu decido onde e a que horas e mando um convite com antecedência. Quem puder ir, vai. Quem não puder, oh, foi mal aí, fica pra próxima. Se for meu aniversário, melhor ainda, eu assumo que têm que fazer minhas vontades e pronto.

O que não dá é você mandar um email numa sexta-feira, dizendo que seu aniversário é na quarta seguinte e propondo uma saída para a próxima sexta. Mas não diz onde nem a que hora. O email foi para 7 pessoas. Aí as pessoas começam a trocar idéias desesperadamente com emails mandados a todos, sugerindo restaurantes, teatros, não teatro eu não posso, quem dirige, blá, blá, blá. E, se por educação ou conformidade com os planos sendo feitos, alguém não responde, você manda um email reclamando que "Fulano e Beltrana brilham por sua ausência", um jeito sarcástico de dizer que eles não estão te dando bola quando é óbvio e evidente que eles têm a obrigação e o dever, como amigos, de escrever alguma idiotice só pra participar dessa loucura toda. Aí, na sexta mesmo, juro, na sexta de manhã, depois de uma semana de caixas postais cheias e sacos arrebentados, você decide a que horas e onde vocês vão se encontrar, e acrescenta: "Fulano e Beltrana, vocês já fizeram as reservas?", ignorando solenemente que se o Fulano e muito menos a pobre Beltrana não sabiam o que o você estava pensando nessa sua cabeça louca, como é que eles iam fazer a *&&^&(*& da reserva?

Ok. Desabafei.

Um diálogo antes de dormir.
- Do que você está rindo?
- Nada, meu pé está super gelado e eu estou lembrando dessa moça que contou no blog dela que conhecia um mocinho que estava sempre a 38 graus.
- Eita. Quem é essa?
- Uma moça de um blog. É mais engraçado ainda porque ela escreve com sotaque, um sotaque lindo.
- Ah, aquela que mora em Lampião City?
- ... É!

A gente pensa que ele não está prestando atenção, mas ele está, sim.

quinta-feira, 11 de março de 2004

Helwise já foi um nome comum. Mas, também, Diot Coke já foi nome... (via Pedro Dória)

quarta-feira, 10 de março de 2004

Claro, o fato de o meu apelido ser o nome da personagem principal do Quino e eu ter me casado logo com um argentino foi coincidência pura.
E esqueci de dizer que a epígrafe da minha tese foi ela:

Quase.
Sábado fui a uma festa e vi o cara que poderia ter sido meu orientador se eu tivesse continuado na Física. Mais cool, impossível. Eu teria o maior orgulho de apontá-lo como meu professor, o cara é figura até não poder mais, super simpático e tem um trabalho muito interessante.
Mas não foi. Minha escolha foi feita e eu não me arrependo. Muito.

segunda-feira, 8 de março de 2004

De como virei Maffalda.

Quem dera fosse pelo Quino. Ou pensando bem, não, não queria ser parecida com ela!
É por causa da Eloísa Mafalda. Minha prima me chamava assim porque meu nome é Heloisa. Depois ela desistiu e começou a me chamar de Lolô Madureira - esse eu não tenho a menor idéia de onde ela tirou.
Nunca dei muita importância ao apelido, até que lá pelos 15 anos, nas nossas viagens de verão, a Lindona e eu estávamos conversando sobre alteregos. As nossas, dizíamos, tinham que ser menos boas-moças e mais poderosas que nós. A "outra" da Lindona (que se chama Marcia na verdade) se chamava Iures. E eu, naquele momento, batizei a minha de Mafalda.
Mafalda e Iures não aprontaram muito juntas, afinal, mas eu guardei o nome com carinho. Já na faculdade, entrava nos jogos em rede dos meninos da computação com esse nome e dizia que ela era uma bruxa. Foi por isso que o Nalon fez esse desenho lindo da bruxinha aí do lado pra mim.
Não consegui registrar o nome no blogspot, por isso que dobrou-se o f.
Essa é a história. Desapontados?

quinta-feira, 4 de março de 2004

Espíritos opostos
Luís Fernando Veríssimo, no Globo, 4 de março de 2004.

Não houve muita política na última entrega dos Oscars. Uma piada do Billy Cristal aludia aos privilégios que Bush teve durante o seu serviço militar e o diretor do documentário premiado sobre Robert MacNamara e o envolvimento americano no Vietnã disse temer que o país estivesse entrando em outro buraco parecido, no Iraque. No ano passado as críticas a Bush e à guerra foram aplaudidas e vaiadas. Este ano não houve vaias.
***
A guerra do Iraque pode ser menos discutida, nas próximas eleições americanas, do que uma outra questão quente: casamento entre gays, sim ou não? É uma discussão engraçada, porque as posições de lado a lado tendem a ser invertidas, sem trocadilho. Os gays, no caso, são mais conservadores do que seus críticos, pois lutam para preservar e prestigiar uma instituição que parecia estar agonizando, vítima da nova moral sexual. Em muitos casos o que os parceiros buscam é uma formalização legal da união para fins de sucessão etc., mas na maioria dos casos — imagino — o que querem é uma sagração matrimonial como a dos seus pais, com toda a sua carga de tradição e emoção. Véu, grinalda e gravatas prateadas opcionais.

As objeções religiosas a casamentos entre pessoas do mesmo sexo também são paradoxais. Em toda ligação homossexual — ou homoerótica, porque o mundo está cheio de ligações homossexuais que não sabem que são — existe um componente “feminino” e um componente “masculino”, mesmo que imprecisamente definidos por características de personalidade e comportamento. E na medida que personalidade e comportamento expressam o “espírito” de alguém, para usar outro termo indefinível, todas as uniões sexuais são entre “homem” e “mulher”, mesmo quando os corpos são do mesmo gênero. O espirito é a pessoa, segundo o ensinamento religioso, não o seu corpo transitório. Mas nenhuma religião quer saber de espíritos de sexos opostos se amando e fazendo arranjos domésticos “normais”. Sua crítica parece materialista e contraditória. Mas como não sou nem gay nem religioso, longe de mim esse cálice de confusão.

O mais curioso de tudo é a nova avidez das pessoas por parâmetros formais e cerimônia. Ouço dizer que foi por insistência dos alunos que as solenidades de formatura que, misericordiosamente, se encaminhavam para uma depuração sensata e para a brevidade, voltaram a ser como eram antes, pesados e palavrosos rituais de passagem com beca e tudo. Agora, quando o casamento parecia a caminho de se tornar obsoleto, substituído pela coabitação sem nenhum significado maior, chegam os gays para acabar com essa pouca-vergonha.

Estou condenada a ser blogueira de fim-de-semana???

quarta-feira, 3 de março de 2004

Achei uma nota com o carimbo do site Where's George?!

terça-feira, 2 de março de 2004

Tô me devendo dois posts. Um sobre o meu apelido, a propósito da pergunta que o Marcelo fez. Outro sobre pensamentos aleatórios desses que a gente tem quando tem muuuuito sono. Mas depois eu escrevo que tenho um amigo esperando, "bobo, feio e chato e retardado mental" mas que eu também adoro!

Troca de insultos entre amigos é o que há de bocoió, verdade seja dita.

domingo, 29 de fevereiro de 2004

Sobrevivi aos pistaches e à sexta-feira longa mas boa. E a próxima semana está quase começando...

Mais dicas de Buenos Aires, da Janaína Figueiredo d'O Globo

DANÇA
Tango na Corrientes
Entre os dias 28 de fevereiro e 7 de março, Buenos Aires será, mais do que nunca, a capital mundial do tango. No próximo sábado começa a sexta edição do Festival Buenos Aires Tango, organizado pela secretaria de Cultura da cidade, um dos eventos mais importantes do ano. Durante uma semana, portenhos e turistas terão o privilégio de assistir espetáculos de músicos e dançarinos de prestígio internacional, como as cantoras Adriana Varela, Eladia Blázquez e Maria Graña; os cantores Raúl Lavié e Néstor Marconi; os músicos Luis Salinas e Rubén Juárez; e os dançarinos Mora Godoy e Maximiliano Guerra. Concursos de dança, aulas de tango e, como todos os anos, a tradicional milonga invadem a Avenida Corrientes. No dia 6 de março, dezenas de casais dançarão na mítica avenida de Buenos Aires — aquela que nunca dorme — ao som da Orquestra Típica, do músico Rodolfo Mederos, discípulo consagrado de Astor Piazzolla. O objetivo das autoridades argentinas é atrair cada vez mais turistas estrangeiros. Assim como o Rio oferece o desfile das escolas de samba, Buenos Aires, dizem os argentinos, oferece o festival de tango. O centro de informações fica na própria Corrientes 1.530, 8º andar. Tel.: 374-2829. Na internet: .
TEATRO
Dança também no El Salvador
Já que está prestes a começar a semana do tango em Buenos Aires, vale a pena assistir o espetáculo “Tanguera”, um musical digno da Brodway. Estrelado pela dançarina Mora Godoy, “Tanguera” já é considerado um sucesso internacional. Após arrasar em Buenos Aires, no verão de 2002, o espetáculo foi apresentado na Espanha e até mesmo na China, entre outros países. São 16 dançarinos, incluído o brasileiro Antônio Júnior Cervilla, um dos melhores dançarinos de tango da Argentina. O espetáculo está em cartaz no Teatro El Nacional (Avenida Corrientes 960).
GASTRONOMIA
O México à mesa portenha
O Maria Félix é um dos melhores restaurantes de comida mexicana de Buenos Aires. O menu é variado: tacos de frango, tacos de carne, quesadillas, nachos com guacamole e diferentes tipos de sopas, entre outras delícias. Para beber, a tradicional margarita mexicana é o carro-chefe. Para os que preferem sucos naturais, vale a pena experimentar a especialidade da casa: morango com laranja. Um jantar para duas pessoas custa em torno de 50 pesos. Soldado de la Independencia 1.150 (Belgrano) e Dardo Rocha 1.680 (Martínez).
GRIFE
Elegância local ganha as ruas da capital
A Ayres já virou um must para as argentinas com idade entre 20 e 40 anos. A grife é uma das mais consumidas pelas mulheres do país. Roupas modernas e charmosas. Vestidos, calças, ternos, saias e jeans, tudo de muito bom gosto. A coleção de inverno já está chegando aos shoppings. Para quem visitar Buenos Aires nas próximas duas semanas, as lojas ainda estarão liquidando o que restou da coleção de verão. A Ayres está em lojas sofisticadas nos shoppings Alto Palermo, Paseo Alcorta, Solar de la Abadia, Galerías Pacífico e Unicenter.
CONSUMO
Qualidade e classe nos pés
A Rubén Portela vende sapatos clássicos e elegantes. É uma das lojas mais freqüentadas dos bairros da Recoleta e Belgrano. A qualidade dos produtos é excelente. Os preços são variados, mas em geral nada custa menos de 80 pesos. Os sapatos finos, de couro, são feitos para durarem muitos anos. Em dois endereços: Ayacucho 1.987 (Recoleta) e Antonio J. De Sucre 2.181 (Belgrano).

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2004

Se houver amanhã
Comprei uns 300 g de pistache e comi tudo praticamente sozinha. Já estou sentindo uma pontada bem aqui. Foi bom ter conhecido vocês...


Queria pedir desculpas à Crau, que fez um comentário pra minha tartaruga quando eu já tinha apagado o post e esqueci de publicar. Não sei consertar, mas aí vai o comment dela:
eu nao queria ser perversa *hohoho* mas uma tartaruga c/ a bandeira brasileira no casco? *hohoho* e o rubinhoooooooo!!! *hehehe* ou era pra decifrar um significado mais simbolico e critico? naaah! e o rubinho mesmo!!!
mais bisous,
crau
ps- adoro esse blog e ainda vou lhe pentelhar um bocado. :)

-Crau


Obrigada, Crau, por gostar do blog. A tartaruga, apesar de parecer, não é o Rubinho. É o mascote da Universidade de Maryland fantasiado para o carnaval brasileiro. Mentes pervertidas fizeram insinuações sobre o pescoço dela, então ele foi estrategicamente encurtado. A versão antiga da tartaruga está aqui. Sem comentários, por favor!

Estou rindo sozinha até agora. Eu googlo as pessoas que tentam entrar na lista de brasileiros da qual eu sou moderadora. Achei um dos caras pelo username dele. Ele é estudante de lingüística e tem um blog engraçadíssimo. E eu nem o conheço. Já pensou? Amanhã eu chego na primeira reunião de membros da associação e digo que li o blog dele? Acho que ele teria um troço. Não custa tentar.

Fala sério...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2004


Jogo dos sete erros:
1) O lado da minha irmã está ótimo, o meu lado está superexposto;
2) Minha prima é a única com os olhos azuis, apesar de nós termos a mesma probabilidade;
3) Todo mundo está morrendo de frio, exceto eu, que estou de vestido;
4) A minha irmã está loira;
5) Minhas primas são irmãs e não se parecem entre si;
6) Minha irmã e eu não nos parecemos;
7) Somos todas normais e bonitinhas, apesar de a "sabedoria popular" garantir que filhos de primos "não dão certo".

Quem ganhou chocolate de Bruxelas e polpa de manga da Índia?
- Eu ganhei!!!
O chocolate tá com cara de ser maravilhoso e a manga veio com a recomendação de tomar com leite.

Dez tecnologias que se recusam a morrer. E dez que mereciam sumir do mapa. Não concordo com tudo, mas é uma boa lista.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2004

Pedro Dória comenta no que eu já sabia desde que eu provei um desses:

quem tem wonderbra não tem amor próprio.

Tortura é apelido.

É carnaval, é a doce ilusão, é a promessa de vida no seu coração...

O post aí de baixo foi porque um cara deu dois foras seguidos comigo e teve que agüentar a minha cara de "hmpf".
Voltamos à nossa programação normal.

How to impress a Brazilian person
and how NOT to:

Don't:
- mention anything about your last salsa/merengue/rumba/tango class. These rhythms are as exotic in Brazil as they are in the U.S.
- mention anything about your last trip to Peru. Peru must be great, but if you went to South America and didn't visit Brazil that only testifies against you.
- try to speak Spanish. We speak Portuguese. Like in Portugal. But it's diferent. Even so: we DON'T speak Spanish.
- refer to us as Hispanic. There are many definitions of this term, we don't fit to any of them. We are Brazilian, that's our nationality and our culture. Our race is rarely "pure" or well defined, and our culture is equally rich in influences. Don't try to label us, it's very difficult and we will be mad at you.
- try to be funny making insindious comments about Brazilian women's sexuality. Thank you, but no, thanks.

Do:
- memorize a few facts about Brazil to impress us.
- express your appreciation for Bossa Nova, Tropicália, samba.
- say you tried to learn how to dance samba or forró.
- ask about food without mentioning tortillas.
- say you're gonna visit Rio and Salvador soon.
- ask serious, informed questions about Brazil's problems on inequality, race issues or political/economic conjuncture.

sábado, 21 de fevereiro de 2004

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2004

Das manias que incomodam:
roer o dedo de nervoso, ao invés da unha, coincidentemente às quintas-feiras.
Pensar que déjà vu é presságio de morte.

E falando em mártir...
Não é que eu não esteja jogando meu tempo fora, estou, sim, caprichosamente como de costume. A diferença é que agora ele me faz falta, esse tanto que eu desperdiço.
E nem estou reclamando muito, afinal, semestre passado foi um desânimo só e tudo o que eu queria era a tal da vontade de trabalhar - eu achei que esse ente estava no rol de Papai Noel e Coelhinho da Páscoa. Agora eu tenho um pouco. E trabalho.
Queria só que o dia tivesse mais horas pra eu poder namorar mais, ligar pra família, escrever todos os emails que eu devo, almoçar e dormir feito gente, chegar em casa numa hora decente.
E a tese, ah, essa é outra história ainda, escrever a tese também vai ser uma coisa. É claro que quando uma pessoa assim largada como eu desanda de fazer coisas os outros estranhos, e a tendência inclusive é os chefes te tratarem bem. Mas there's only so much you can do, não é o meu santo obreiro que vai mudar a personalidade dos outros, e isso me mata.
Vou ter que contar os dias pra isto acabar, e continuar tentando administrar meu tempo, assunto em que eu sou uma negação. E meu blog tá indo pro brejo, já não serve nem de boletim de novidades pros meus pais e irmã, nem de diário adolescente, nem de coisa nenhuma.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2004

Quando o equipamento com que se trabalha é do tipo que se tem que rezar pra ele funcionar e dar bons resultados... o método científico se aplica?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2004

Se essa moda pega...
Minha orientadora,
minha ex-roommate e mártir da minha bagunça Celeste,
e minha amiga de fé irmã camarada companheira de aventuras Pat
estão grááávidas.
A Andrea
e minhas primas
já sararam.
Alguém mais aí?
Hein?
Confessem?
Teca? Beta?
Marcia? Carol?
Patricinha? Ana Luiza??
Miroquinhaaaa???

Fiquei pra tia mesmo!!!

PS: Minha irmã que não invente!
PPS: Vou gastar uma forrrrtuna em CDs de canção de ninar, pôxa!

domingo, 15 de fevereiro de 2004

Ontem fomos visitar a Emma, que nasceu dia 10, terça. Não sei quantas vezes na minha vida vi um bebê de 4 dias, mas acho que não foram muitas. E um lindo que nem ela, acho que é a primeira vez. Como pode ser, uma coisa tão pititinha ter tudo tão no lugar, narizinho, boquinha, 10 dedos nas mãos e 10 nos pés? Isso sempre me deixa meio impressionada!
Ah, e tem pulmões bons, também, porque segundo os pais não pára de chorar. Dizem que os bebês choram de 2 a 3 horas por dia, ao todo, e dormem de 17 a 18.
Claro que a Emma ganhou um CD de canções de ninar também, igual a esse aí de baixo (os pais dela, sim, sorriram ao ganhar o presente). Parece que ela gostou das musiquinhas e anda mais tranqüila.
Também demos a ela umas sandalinhas da feira hippie do Rio, mas grandonas porque aqui só vai fazer calor pra valer quando ela tiver uns 6 meses...

Ai, que lindo!
Não foi nada não, gente, eu que tô aqui pelejando com tudo ao mesmo tempo agora, mas pó deixá que vai dar tudo certo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2004

Não tem preço
Fazer beicinho e ter amigos que perguntam o que foi.

Yesss!
Comprei para minha orientadora (que está gravidíssima em último grau) este CD aqui:

Ela adorou o presente, acho que até sorriu. Quando ouvir vai gostar mesmo, tem umas músicas lindas que são daqueles CDs do Palavra Cantada. Dá pra ouvir
Soneca
Pro Nenê Nanar
Dorme
Sono de Gibi
Carneirinho 1, 2, 3
e outras aqui.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2004

Boa de matemática, ruim de pesquisa. Os dados do post abaixo são de 99. Os dados mais novos que achei (imagino que de 02 ou 03) dizem:
1. Chinese (Mandarin) 1,075,000,000
2. English 514,000,000
3. Hindustani 496,000,000
4. Spanish 425,000,000
5. Russian 275,000,000
6. Arabic 256,000,000
7. Bengali 215,000,000
8. Portuguese 194,000,000
9. Malay-Indonesian 176,000,000
10. French 129,000,000
Source: Ethnologue, 13th Edition and other sources.

Agora sim: posso falar com 1.133.000.000 pessoas, e quem fala mandarim só com 1.075.000.000. Quer dizer, nós de cá estamos nos reproduzindo mais rápido que os chinesinhos!!!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2004

Línguas! Ethnologue
Português tem 170 milhões de falantes. Espanhol tem 332 milhões, inglês 322 milhões. Juntando tudo, dá... (puxando aqui a calculadora) 824 milhões de pessoas com quem eu posso me comunicar, um pouco menos do que os 885 milhões com quem eu poderia se eu só falasse mandarim.
Uau, estou me sentindo bastante comunicativa. Pena que de vez em quando nem assim dá pra se entender com quem nos cerca!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2004

Fuçando o meu próprio blog, dá pra ver quanta água já passou por baixo desta ponte. E quantas vezes eu me contradisse. Deveria ter uns lembretes pendurados por aqui...

Tudo é relativo mesmo: 9 graus e eu estou achando calor. Mesmo assim, ainda tem neve na rua.

Antes eu perdia as minhas chaves toda hora. Agora não: agora só quando estou atrasada.

domingo, 8 de fevereiro de 2004

O que ha' de bom
22 anos, hoje, de amizade com a Lindona.
Viva o Jardim D.

Porque nem é tão difícil, é matemática pura. Delicadeza soma, preconceito subtrai, autenticidade soma, inconsistência subtrai, amizade soma... A sua conta - vai ser positiva ou negativa??

Eu queria saber até quando as pessoas vão confundir sinceridade com aspereza, autenticidade com grosseria, individualidade com egoísmo. Porque não, eu não agüento muito tempo.
Como dizem minhas amigas, delicadeza é fundamental e eu odeio grosseria.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2004

Uia! Desculpa aí, Anita! É barrigudinhA mesmo!!
Pois a minha avó paterna sempre foi amicíssima da minha mãe. A única bronca que levou a nora foi quando eu tinha 4 anos e cheguei lá com o cabelo curtiiiiiinho que só. Minha avó perguntou pra minha prima que estava brincando comigo: "e de quem é esse menino??". "É a Heloisa, Vó, da Tia Suelly." Ah, pra quê. Dona Totônia deu um xilique, que isso não se faz com um anjinho de Deus.
Só pra te dizer que eu também já tive cabelo curto, e a barriga também continua aqui!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2004

Ói a propaganda!
Disseram que esse restaurante é bom, e eu não tive tempo de conferir:
Bom Dia Maria
Cozinha típica da Amazônia
Rua Elvira Machado, 10 - Botafogo
(21) 2275-6941

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2004

Estou viciada no Arroz de Leite da Anita. A mulher é looooouca, cheia de psicas, dá um gosto que só ler da vida dela. O barrigudinho da foto me recebe sempre e dá até vontade de ver a tal Lampião City.

Melhor não facilitar e ter filhos logo, porque "a quem deus não dá filhos, o diabo dá sobrinhos, alunos ou samambaias".
Essa eu li na Stella, que não é a Teca, é outra.
Perigo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2004

Vim pra universidade a pé xingando tudo o que vi pela frente.
Tem neve ainda na rua, mas agora que começou a derreter um pouco tem um monte de gelo. E com a chuvinha que está caindo, o gelo fica difícil de ver. Resultado: as calçadas parecem rinques de patinação. Deus me livre de manter as calçadas seguras tal que as pessoas possam andar, só onde passam os carros é que tem que ser bacana, claro.
A situação é ridícula: você está andando, sente que não dá pra passar porque escorrega. Se tiver neve perto, beleza, pisa-se na neve. Senão, tem que olhar em volta e ver se tem algum lugar sem gelo. Às vezes não tem, e você fica ilhado. Aí a solução é dar uns passinhos ridículos de dez centímetros e rezar para não cair (ou para ter uma queda sem muita dor e sem testemunhas).

E neguinho reclama do calor. Não me conformo!!!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2004

Eu sei que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem a mais legal, mas é fato: eu costumo gostar das pessoas. De vez em quando sou ranheta, mas em geral eu não tenho muitas implicâncias.
É por isso que eu me sinto estranha quando não gosto de alguém. Fico sempre achando que é loucura minha, principalmente em relações profissionais.

PS: Este post veio incompleto, por bobeira minha. O que eu ia contar mesmo, cheia de gosto, é que eu me sinto muuuuito bem quando alguém vem me dizer cobras e lagartos sobre a pessoa de quem não gosto. É bom pra eu me dar conta de que não estou de implicância, a pessoa é dura de roer mesmo!!

Eu tô com a Zizi Possi bem dramática na minha cabeça cantando chorosa o Lupicínio Rodrigues...
Nunca,
nem que o mundo caia sobre mim
nem se Deus mandar nem mesmo assim
as pazes contigo eu farei

Mas como diz a Mõe, não se diz dessa água não beberei...

Que eu sou ruim, sou. Ou boa, vai saber. Desisti em insistir nas amizades que dão muito trabalho. E tenho dito.

terça-feira, 27 de janeiro de 2004

Não é surdo-mudo, é surdo, porque um surdo pode falar ainda que não escute.
Não é aeromoça, é comissária de bordo, especialmente treinada para garantir a segurança dos passageiros e da tripulação.
Não é stewardess, é flight attendant.
Não é homossexualismo, é homossexualidade, porque "ismo" quase sempre se usa pra doenças e isso não tem nada de doença.
Não é hermafrodita, é intersexual, porque hermafrodita dá a idéia de uma pessoa que tem duas genitálias distintas e completas, o que não é quase nunca verdade.
Não é o médico nem a doula que "delivers babies", quem "delivers a baby" é a mãe. Médicos e doulas "catch babies".
Não é guia lá no museu, é educador, porque museu não é turismo.
Não é doar um cão ou um gato, é dar para adoção, porque são seres vivos.
Não é judiar, porque a gente não tem nada contra os judeus.
Não é mulata, porque negros não têm cor de mula.
Não atire o pau no gato-to porque o gato-to é nosso amigo-go.
Não é espanhol, é castelhano, porque essa língua é da Castelha e não de toda a Espanha, que também tem o basco e o catalão.

Estes são apenas alguns dos termos politicamente corretos que eu tenho aprendido. Alguns eu faço questão de usar e chamar a atenção das pessoas (como o "surdo", por exemplo, que até já é incorreto...) mas outros por aí eu acho um exagero completo, como mulata ser palavrão.
Mas vai ficando cada vez mais difícil falar sem cometer escorregões...

De novo, Buenos Aires, Janaína Figueiredo:

Publicado em 15 de janeiro de 2004

TEATRO

O sucessodas paródias

Enrique Pinti é um dos melhores atores cômicos da Argentina. Suas peças são sempre um sucesso. A especialidade de Pinti é a realidade argentina. Todos os anos o ator monta uma peça nova, sempre inspirada no jeito de ser dos argentinos e nos acontecimentos mais importantes dos últimos tempos. Seus monólogos são únicos, divertidíssimos. Atualmente, ele está em cartaz com a peça “Candombe nacional 2004”, no Teatro Maipo (Rua Esmeralda 443. Tels.: 4322-8238/4882). Quarta, quinta e domingo às 21h. Sexta e sábado às 22h. O ingresso custa apenas 15 pesos.

SAPATOS

Aos belos pés femininos

A Maria Gabriela é uma das lojas de sapatos femininos mais tradicionais de Buenos Aires. Modelos clássicos, e preços mais do que atraentes. Ideal para comprar sapatos básicos, para usar todos os dias. Os preços oscilam entre 20 pesos e 80 pesos, dependendo da qualidade. Endereços: Avenida Santa Fé 2041 e 3038. Tels.: 4823-9944 e 4824-5362.

GASTRONOMIA

A Argentina à mesa

A carne argentina é uma das melhores do mundo. Isso ninguém discute. Mas a culinária argentina não é sinônimo apenas de carne. Existem pratos típicos de províncias do norte, do centro e do sul o país que podem ser saboreados no restaurante El Federal, localizado em Palermo Hollywood. Segundo a dona e principal chef do restaurante, Paula Comparatore, a idéia de abrir um restaurante de comidas tradicionais argentinas surgiu pensando basicamente nos estrangeiros. “Quando o turista visita a Argentina geralmente conhece apenas os clássicos restaurantes de carne. E nós temos muito mais do que isso para oferecer”, adianta Paula. O menu do El Federal realmente é bem representativo da culinária argentina: empanadas tucumanas (da província de Tucumán); queijos e diferentes tipos de presuntos patagônicos (a chamada tábua de delícias regionais); coelho com purê de azeitonas; e truta coberta com folhas de mostarda, entre outras delícias. As sobremesas são um espetáculo à parte: “Espuma patagônica” (espuma de chocolate branco com sorvete); doces típicos do noroeste argentino; e cereais andinos. Para os amantes do doce de leite, “El gran argentino”: pudim de doce de leite, crepe de doce de leite com sorvete e mousse de doce de leite. Os preços são bastante acessíveis. Um jantar para duas pessoas custa entre 50 e 80 pesos. Os pratos são abundantes e podem ser divididos. Muita comida, bom gosto e serviço da melhor qualidade. Um pequeno paraíso portenho escondido entre as árvores de Palermo. Endereço: Honduras 5254. Telefone para reservas: 4832-6500.

PASSEIO

De barco pelo Rio da Prata

A agência de turismo Businessleisure organiza passeios de barco, uma ótima alternativa para quem visitar Buenos Aires durante o verão. Existem três tipos de excursão. O Sunset Sailing Trip, para ver o pôr-do-sol nas águas do Rio da Prata; o Afternoon Sailing Trip, que dura aproximadamente cinco horas, das 14h às 19h; e o Moonlight Sailing Trip, organizado apenas durante as noites de lua cheia. Os preços variam entre 40 e 50 pesos por pessoa, com direito a bebidas e sanduíches durante a viagem. Telefones para mais informações e reservas: 4581-6765 e (154) 927-5297 (celular). E-mail: .

DECORAÇÃO

Sofisticação ao montar a casa

As lojas de decoração estão se modernizando cada vez mais em Buenos Aires. A Galler, por exemplo, é uma das mais freqüentadas pelos portenhos. Localizada no charmoso bairro de Palermo Viejo, a loja vende de tudo: móveis, quadros, toda sorte de objetos decorativos, copos, pratos, talheres e panelas, além de uma enorme variedade de utensílios de cozinha. Endereço: Soler 4829. Telefone: 4774-3478.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2004

Si Ud también es de aquerllos que luego de comprar un mate se acuerdan de que su vieja es siempre la que los cura y Ud no sabe cómo porque ella no está, acuérdese que para eso está internet.

Si Ud también es medio tontito como yo y no sabe cómo curar un mate, siga leyendo...

Os filhos
Kahlil Gibran

Seus filhos não são seus filhos.
Mas sim filhos e filhas do anseio da Vida por si mesma.
Eles vêm por meio de vocês, mas não provém de vocês.
E embora estejam com vocês, não lhes pertencem.
Vocês podem lhes dar seu amor, mas não seus pensamentos,
Pois eles têm pensamentos próprios.
Podem abrigar seus corpos, mas não suas almas,
Pois as almas deles residem na morada do amanhã, que vocês não podem visitar nem mesmo em sonhos.
Vocês podem se esforçar por ser como eles, mas não busquem moldá-los à sua própria imagem.
Pois a vida não retrocede, nem se demora no ontem.
Vocês são os arcos dos quais seus filhos são lançados como flechas vivas.
O Arqueiro divisa o alvo na trilha do infinito, e retesa o arco por Seu poder para que Suas flechas possam seguir rápidas e voar longe.
Que vocês cedam de bom grado à mão do Arqueiro;
Pois da mesma forma que Ele ama a flecha que voa, ama também o arco que fica.

On Children
Performed by Sweet Honey and the Rock
Lyrics by Kahlil Gibran
Music by Ysaye M. Barnwell

Your children are not your children
They are the sons and daughters of life’s longing for itself
They come through you but they are not from you and though they are with you
They belong not to you
You can give them your love but not your thoughts
They have their own thoughts
You can house their bodies but not their souls
For their souls dwell in a place of tomorrow
Which you cannot visit not even in your dreams
You can strive to be like them
But you cannot make them just like you
Strive to be like them
But you cannot make them just like you

quinta-feira, 22 de janeiro de 2004

Olha o livro que eu comprei. Comprei em espanhol, porque pensei que não o encontraria em português...

Ih, assim já tá demais! Sonhar com blog?
Pena que foi só sonho, e as ilustrações do Weno não voltaram.

Falando em gente que não vi: tive um desencontro com a famosa Djones, tanto não liguei pra Meg que ela até acha que eu estive em Sum Paulo, levei um livro pra Anna que ficou no fundo do armário.

Os dias de férias foram tão desblogados que fico até com vergonha. Péssimo pra mim: depois, quando e se eu resover reler este blog, terminarei com lembranças vívidas da minha vidinha de cão e uma pálida memória das minhas maravilhosas férias.
Maravilhosas mesmo. Fiquei no Rio do dia 2 até o dia 8, quando fui pra Argentina. No Rio vi meus primos no almoço de formatura da Dilma, mas perdi a formatura pra arrancar dente. Na noite em que fizemos a extração (em 5 minutos, diga-se de passagem) a Tia Rosa veio visitar e eu falei até dizer chega, com a tromba anestesiada. Quando a anestesia passou quase morri de dor. Mas claro, minha dentista se exime da culpa. E a minha fada dos dentes trouxe o presente habitual pelo siso, oba!
Na Argentina, vôo atrasado para chegar, carona do Diego, Nacho chorando de surpresa ao ver o tio Tato, muita comida boa da sogra, muito doce de leite, muito cafezinho... Fomos a Pilar, vimos a Evan grávida de 5 meses comendo torradas com doce de leite pra o neném pular. Tio Eduardo e Erme, tia Alicia também foram. Florencia onda hare krishna fazendo ioga na beira da piscina. Fotos, fotos, fotos. Consulado italiano. Ganhar presentes - dois mates lindos, um de cuia mesmo, com um sol esculpido, outro de metal com a águia da tatuagem da Flo martelada no fundo.
De volta ao Rio - tempo acabando, tristeza - churrasco com a família do meu pai, muita muita gente, quase morrer de susto ao ver os primos e primas tão grandes, queimar o nariz todo de caipira que eu sou. Esqueci de comprar um monte de coisas que queria, não deu pra ver todo mundo que eu queria (shuif!), ela não pôde ir ao churrasco. O tempo todo da viagem e antes fiquei monitorando as notícias dos passeios de meus amigos em Paris, agradecendo ao cosmo por ter deixado eles se encontrarem e levarem um pedacinho de mim pra lá.
A conversa típica do domingo à noite foi na segunda, terça me despedi de todo mundo e da Bel. Subi no avião, desci aqui. O que eu faço agora?

domingo, 4 de janeiro de 2004

Cheguei cá. Muita viagem, muito sono atrasado, muito nervosismo restante das pontas soltas do trabalho. Tento esquecer, deixar o acaso tomar conta da minha vida. Esse negócio de ser proativo, afinal, é neologismo dispensável.
Dia 2, 2 da tarde, meus pais e minha irmã foram nos buscar no aeroporto. Almoço da Bel (feijoada!), a Lav desmanchou minha mala em dois segundos. Gastón descansou, fui fazer o circuito básico cabelo-unhas-depilação (também chamado Betacircuit). Já não sou mais Iemanjá, nem tatu, nem Conga.
Comprei um tanto de coisas. Fomos à feira hippie hoje. Tenho 8 cds brasileiros na mala. Amanhã tem que ir ao consulado, tem um jantar com uns amigos aqui em casa, terça almoço com parentes, arrancar os dentes (divertiiiiido!), quarta de molho, quinta ir pra Argentina. Mais depois.
E nada de praia por enquanto, o tempo não ajuda.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2004

FÉ CEGA, FACA AMOLADA
(Milton Nascimento- Ronaldo Bastos)


Agora não pergunto mais aonde vai a estrada
Agora não espero mais aquela madrugada
Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser
Faca amolada
O brilho cego de paixão e fé,
Faca amolada

Deixar a sua luz brilhar e ser muito tranqüilo
Deixar o seu amor crescer e ser muito tranqüilo
Brilhar, brilhar, acontecer, brilhar
Faca amolada
Irmão, irmã, irmã, irmão de fé
Faca amolada

Plantar o trigo e refazer o pão de cada dia
Beber o vinho e renascer a luz de todo dia
A fé, a fé, paixão e fé, a fé,
Faca amolada

Deixar a sua luz brilhar no pão de todo dia
Deixar o seu amor crescer na luz de todo dia
Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser
Muito tranqüilo
O brilho cego de paixão e fé
Faca amolada.

terça-feira, 30 de dezembro de 2003

NGUZO SABA
(The Seven Principles of Kwanzaa)
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Umoja (Unity)
To strive for and maintain unity in the family, community, nation and race.
Kujichagulia (Self-Determination)
To define ourselves, name ourselves, create for ourselves and speak for ourselves.
Ujima (Collective Work and Responsibility)
To build and maintain our community together and make our brother's and sister's problems our problems and to solve them together.
Ujamaa (Cooperative Economics)
To build and maintain our own stores, shops and other businesses and to profit from them together.
Nia (Purpose)
To make our collective vocation the building and developing of our community in order to restore our people to their traditional greatness.
Kuumba (Creativity)
To do always as much as we can, in the way we can, in order to leave our community more beautiful and beneficial than we inherited it.
Imani (Faith)
To believe with all our heart in our people, our parents, our teachers, our leaders and the righteousness and victory of our struggle.
­ Maulana Karenga

segunda-feira, 29 de dezembro de 2003

AB+.
Não é meu tipo de sangue. Foram minhas notas durante o semestre, nas duas matérias que fiz. Yay!!

Momento pesadelo: passei os últimos 4 dias em casa achando que o prédio da Engenharia estava todo trancado. Não estava. Eu tentei uma vez, não consegui, assumi que era impossível. Hoje cancelei uma reunião com os meus chefes alegando esse motivo, agora fica parecendo que eu estou de desculpinha. Espero que a minha chefe não goste de fígado.
Parece que cada pequena escolha ou decisão que eu faço em relação ao meu trabalho só piora a minha situação. Eu vou precisar respirar fundo pra ter coragem de voltar pra cá depois de 3 semanas na maravilhosa e inesquecível América do Sul.
Continua a contagem: faltam 3 dias.

Ai, que medo.

domingo, 28 de dezembro de 2003

Estudaram o cérebro de Einstein. A diferença está nas sinapses. Os neurônios tinham mais ligações uns com os outros, e talvez por essa razão o sistema funcionasse tão melhor.
É por isso que hoje eu estou orgulhosa de mim mesma. O mundo não precisa só de mais gente fina, elegante e sincera, mas de uma rede. Eu fiz mais uma sinapse.
A ninfa-estrela-iansã, passeando em Paris, a danada, tomou café com Alex, que é de lá mas também é brasileiro, e mora aqui em Maryland.
Fiquei feliz.
Agora tenho que esperar para vê-los em Teresópolis e aqui...

- Peraí que seu braço encalhou aqui embaixo das minhas costas.
- Como assim, encalhou???
- Que que tem?
- Quem encalha é baleia!!!
- Ah, barco também encalha...
- É verdade, barco também.
- E irmãs!
- Irmãs?
- É, elas não estão encalhadas?
- É mesmo. Irmã também.

sábado, 27 de dezembro de 2003

Quando clicar ali o link do Zap Mama não deixe de conferir os outros artistas da Luaka Bop, selo de David Byrne. Tem Los Amigos Invisibles, da Venezuela, que outro dia vi na tv e gostei. Tem Tom Zé. E tem uns tais de Mutantes...
Escute Ritinha cantar que anda meio desligada e minta que nunca se sentiu assim.

Ela: Helô, já ouviu Zap Mama?
Eu: Não...
Ela: Tem que ouvir. Mudou minha vida, cara.

Ainda não mudou a minha, mas estou ouvindo.

Furahi
Comment Ça Va?
(Comment ça va?
citizen from our world
comment ça va?)

Call Waiting
(I just want to tell you
I’m with and behind you
do what you have to do
I’ll still be there)

Nostalgie Amoureuse
(Hey there! Before you walk away
Show me the smile that says
I’m not alone
You see what you want in me
This crazy life is my home.)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2003

Ih, agora que eu tô olhando pra foto aí de baixo estou me lembrando de um amigo meu cujo pai é chef, e eu quase morri de vergonha quando descobri: estava me gabando das minhas panquecas. Pois bem, se você sabe cozinhar muito bem e acha o presunto aí de baixo feio de dar dó, me perdôe. Eu estou muito orgulhosa e estava muito bão!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2003

16? Eu disse 16 pessoas? Risca aí e põe 18. Gastón, eu, Amarildo e seu amigo Igor, Pablo, Oscar y Andrea, Enrique, Ludmila e Tullio, Fabiana e seus amigos Graça e Nico, Angelo e sua mãe Marina, Phil com seus amigos Ricardo e Wayne. Pode contar, estão todos aí.
Eu fiz o presunto e ficou igualzinho ao da minha mãe. Quatro quilos e meio de presunto com mel e mostarda, os pêssegos em calda em volta. Também tinha nozes, pistache, damasco e amêndoas pra beliscar. Os convidados trouxeram arroz, salada de batata, empanadas, frango de padaria, sorvete. O Gastón fez cheesecake. Pra beber, suco de laranja, vinhos, caipirinha. Também tomamos café e mate no final. Os pratos e talheres eram de verdade, os copos também, só usamos um ou outro descartável. A sala estava arrumada e tinha lugar pra todo mundo sentar (mérito do Gastón).
Minha barriga estava razoável no começo, absurda no final da festa.
Foi nosso segundo Natal recebendo gente (o primeiro foi um fondue que fizemos com o Caetano e a Patricinha em 2000). Gostei, quem sabe repetimos a dose...
Valeram a pena as ligações pro Brasil de meia em meia hora pra perguntar cada detalhe pra minha mãe. E obrigada pelo apoio, principalmente a quem disse que eu sou ninja!!!

O presunto, antes de trocar de travessa. Fotos tiradas com o Palm.

terça-feira, 23 de dezembro de 2003

It takes courage to grow up and become who you really are. ~e.e. cummings

Be who you are and say what you feel, because those who mind don't matter and those who matter don't mind. ~Dr. Seuss

To be nobody but yourself in a world which is doing its best, night and day, to make you everybody else means to fight the hardest battle which any human being can fight; and never stop fighting. ~e.e. cummings, 1955

Nada de imitar seja lá quem for. (...) Temos de ser nós mesmos (...) Ser núcleo de cometa, não cauda. Puxar fila, não seguir.
(Monteiro Lobato, Carta a Godofredo Rangel, São Paulo, 15/11/1904)

Das frases que me irritam:

Por que você não me ligou?
Por que você não me escreveu?
Eu pensei que você fosse fazer isso...
Ah, tá, obrigado pelo convite, pode ser que eu dê uma passadinha...

Esta página faz qualquer página em inglês ser traduzida para diferentes dialetos...

Tudo bem que eu acho ótimo tudo o que se refere a reaproveitamento de lixo, mas tem coisas que são hilárias.

Germans turn waste to energy
Germany has only a small amount of its own natural oil reserves, but an enterprising power plant chief believes it has found an alternative source of energy with a bright future in an aging nation: used incontinence pads.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2003

Chega mais perto, moço bonito,
chega mais perto meu raio de sol...

Escuta agora a canção que eu fiz
pra te esquecer, Luiza...

Brilhar, brilhar, acontecer, brilhar
Faca amolada!

Banho é bom! Banho é bom!
Banho é muito bom!
(Agora cabô...)

Ganhei de aniversário um Palm Zire 71 que é a coisa mais linda do mundo!!! Além de tirar fotos - já tirei mil e trocentas, ele também toca música e vídeo. Ontem descobrimos como transferir os arquivos mp3. Acontece que eu não tenho muitos arquivos no meu computador, só um ou outro meio nada a ver. Então as músicas que passei foram estas, na ordem:

Ratinho tomando banho (Hélio Ziskind)
Peace (Sweet Honey in the Rock)
Fé Cega, Faca Amolada (Margareth Menezes)
La Llorona (Chavela Vargas)
Burn it Blue (Caetano Veloso)
Tom Sawyer (Rush)
Something Within Me (Take 6)
Não Identificado (Lulu Santos)
Tema de Amor de Gabriela (Gal Costa)
Luiza (Ana Carolina).

É a lista de músicas mais esquizofrênica que eu já escutei. Colocando em shuffle, então, arrisca ouvir a do ratinho seguida de Tom Sawyer. Uma coisa. Mas quase todas são queridas, então não tem problema...
O único porém é que eu sou famosa por não conseguir ouvir música sem cantar. Inevitavelmente vou ser vista pelas ruas do campus cantando "lavalavalava uma orelha outra orelha"...

O danado do robô agora até corre!

Olha eu com medo da festa!

Minha festinha de Natal para expatriados perdidos está só crescendo, temos até o momento 16 convidados. Eu acho que eu vou ficar louca!
Também, se der certo nunca mais reclamo de não ser boa anfitriã!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2003

Eu sei que eu já estou enchendo o saco com a história do francês, mas deixa explicar: é um desses assuntos que saem em uma conversa e eu me prometo que vou pesquisar.
Por que diabos em francês se diz oitenta como "quatro-vinte"? Eu tinha lido algo sobre isso há um tempo, mas não me lembro onde. O máximo que achei agora foi este texto, que não esclarece muito. Estou achando que a explicação que vi antes era algo assim: o homem começou a contar com os dedos (a maioria das pessoas tem 10) e parece que os povos ali daquele pedaço da Europa usavam os do pé também, por isso o sistema numérico deles tinha base 20. Faz sentido??
Se alguém tiver mais informações, manifeste-se, por favor.

PS: Meu chute não explica o "sessenta-dez"...
PPS: Este parece ser um caso para o super-Pedro-Dória...

Ou, como disse o Gastón: 30, mas com 10% de desconto.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2003

É isso aí. 27, com corpinho de 26.

terça-feira, 16 de dezembro de 2003

Uma das minhas promessas de ano novo vai ser aprender francês. A outra vai ser terminar de decidir o que eu vou fazer da minha vida.
Nunca fui de fazer promessas de ano novo, mas parece que estou precisando. A lista vai ser grande.
Ah, anota aí: também vou fazer mais exercício físico!

Falta pouquinho pra eu ir pro Brasil!!!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2003

Fim de semana com festas. Uma na sexta, despedida de uma israelense que vai passar 8 meses entre Brasil e Argentina. Mas pra mim nao foi despedida, eu vou encontrar com ela em Buenos Aires. No sabado, despedida de uma amiga espanhola, galega, que eu nao sei quando vou ver de novo... Domingo, a visita de um amigo que por si so' ja' e' uma festa...
E hoje uma prova. Acho que fui bem. Noticias depois...

sábado, 13 de dezembro de 2003

40 anos de namoro!!!
Parabéns, Pai & Mãe!

Clima é tudo.

Tem coisa que a gente passa a vida inteira tentando explicar e não consegue. Clima, por exemplo. No sentido de ambiente. Dito assim parece uma coisa esotérica, mas não é, é quase palpável. A casa da avó tinha um clima só dela, irrepetível. A Moradia tinha outro, idem. Apartamentos velhos no Flamengo ou nas Laranjeiras são fábricas de clima, principalmente em tardes de verão. Árvore do lado de fora, barulho na rua: tudo contribui. Se da janela se vê o Corcovado, melhor ainda.
Depois tem as gentes. E tem festas e festas. Tem aquela em que todo mundo tá te esperando. Tem as em que você chega como convidado do convidado, era pra ter 12 pessoas e tem 40. Não é festa estranha com gente esquisita, mas se fosse tudo bem. É festa com liga. O ambiente, o toque, a música, familiaridade.
Pode ser que eu não tenha dormido e que esteja difícil escrever assim, digamos, por motivos externos (motivos externos querendo que eu vá dormir, diga-se a verdade). Mas essa lua e esse conhaque me deixam com uma baita saudade de um par de climas. Que eu não consigo explicar.

A gente não quer só dinheiro
a gente quer dinheiro e felicidade
A gente não quer só dinheiro
A gente quer inteiro
e não pela metade.