Maffalda mudou de casa! Redirecionando...

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terça-feira, 6 de maio de 2003

Incrível até hoje ninguém ter feito uma música pro café. Um samba pro café. Uma ode ao café. Uma escultura. Um painel gigante. Café pra dar e vender. Café é bom e faz crescer. Não me venha falar na malícia de todo café. Minha alma canta, vejo uma xícara de café. A cafelisa. David tomando café. Sei lá.

Amigo que é amigo chacoalha.

segunda-feira, 5 de maio de 2003

De anteontem pra ontem tive um sonho louquíssimo, que incluía pessoas que conheci em vários lugares. Estavam todas hospedadas na casa da Luiza em Praia Linda mas ninguém sabia que a casa era dela. Sonho comprido e cheio de detalhes. Depois que eu acordei e contei o sonho pro Gastón me lembrei de uma história de família. Reza a lenda que naquela casa de praia da prima, que tinha infinitos sobrinhos, era necessário escrever bilhetinhos do tipo "não se esqueça de fechar a geladeira", no melhor estilo república, e ninguém nunca sabia ao certo quantos estavam hospedados. As pessoas se conheciam na praia e perguntavam "onde você está hospedado?" ao que a outra respondia: "ali". "Ah, é? Eu também!". Daí que minha prima abriu uma pousada. Ótimo, não? Qualquer dia eu vou.

O último post fazia muito mais sentido quando ainda estava dentro da minha cabeça, pero bueno...

Uma amiga um dia me disse que não acreditava em almas gêmeas. Só acreditava em pessoas que funcionam juntas.
A minha mãe, que é muito católica, me ensinou coisas que não se ouvem na igreja com muita freqüência: que a gente veio ao mundo pra ser feliz e que até Jesus era bom mas não era bobo.
Por isso me surpreendo quando percebo que as pessoas (eu aí incluída) estão mais dispostas a acreditar em palavras do que reparar em ações e acabam sofrendo.

Quem é homem de bem não trai
O amor que lhe quer seu bem
Quem diz muito que vai não vai
Assim como não vai não vem

Eu nunca idealizei o príncipe encantado. Eu queria mesmo era a amizade perfeita. E sofro pra caramba de perceber que nem a minha amizade com a Marcia é perfeita, simplesmente porque isso é impossível. E parece que quanto mais a gente sonha mais faz um buraco, depois o buraco fica tão grande que a gente fecha os olhos e põe qualquer coisa no buraco pra tampar. Existe uma pessoa que eu amava de paixão perdida, e continuo gostando, com quem eu não falo há 2 anos e 8 meses. Essa pessoa influenciou todo o meu jeito de ser, desde o gosto musical até os gestos, se bobear até a minha caligrafia. Foram 11 anos sendo unha-e-cutícula, como nós brincávamos, pra acabar comigo decidindo que assim eu não queria, que assim estava mal, que se não era pra ser recíproco e saudável não ia ser de jeito nenhum. Ficou uma falta daquelas, uma saudade enorme, mas isso vai se dissipando e eu tento não ter raiva.
Não é fácil... Estou sendo cínica? Provavelmente. Mas acho que assim é melhor.

Words of love, so soft and tender
Won't win a girl's heart anymore
If you love her then you must send her
Somewhere where she's never been before
Worn out phrases and longing gazes
Won't get you where you want to go, no!
Words of love, soft and tender
Won't win her

You oughta know by now
You oughta know, you oughta know by now
Words of love, soft and tender
Won't win her anymore

domingo, 4 de maio de 2003

Ela se casou hoje. A Lindona. Aquela menina gorduchinha, que se apresentou com um sotaque tão paulista, Marrrrcia, e perguntou meu nome. Igual ao da mãe dela, ela disse.
Meus pais foram à festa. Liguei para o celular da minha mãe e pedi pra falar com ela. Não consegui falar nada, só chorei. Falei com o marido dela também. "Obrigado por estar aqui com a gente", mesmo pelo telefone. Voltei a falar com minha mãe. Ela também chorou. Um desastre. Agora escrevo com as lágrimas caindo pelo computador afora.
Mas o que eu queria? É como quando éramos pequenas. Mesmo se ela dormisse lá em casa duas noites seguidas, mesmo quando já não tínhamos mais brincadeiras que inventar, eu chorava aos borbotões quando ela ia embora. Aos sete anos, comecei a estudar piano só porque era na casa dela, a professora era a minha xará. Depois já não estudávamos juntas, mas pelo menos tínhamos essa desculpa. E nossos passeios. Ir ao teatro com os pais de uma ou de outra. Fazer balé juntas. Fofocar, agora que já não estávamos na mesma classe.
A distância foi só aumentando. Mas só na geografia, não no coração. Uma no Rio, outra em São Paulo. Muitas férias. Lá, cá, no Espírito Santo. Eu contava os dias para podermos estar juntas, falar tanto sentadas à janela ou antes de dormir. Ou depois de, como às vezes acontecia: eu contava um caso compriiiido, e depois ia ver ela tinha dormido no meio.
Um dia fui a São Paulo e ela me disse que a família estava se mudando para Sorocaba. Tínhamos 16 anos, íamos fazer o terceiro ano. "Eu não quero ir pra lá." Fez um escândalo, se trancou no quarto, chorou. Mas foi. E adorou.
E foi lá que ela conheceu o que hoje, agora, há umas duas horas, é o seu marido. Certinho que só ele, ou melhor, que só ela. Gente fina. Eu estou feliz por eles, juro. Mas não consigo parar de chorar. É como se ao mesmo tempo eu desejasse tudo de bom e tivesse uma dor de quem teve um pedaço arrancado. Dou-me conta agora de que a distância geográfica importa, sim. E de que os nossos caminhos vão se bifurcando cada vez mais. Seremos amigas, sim. Eu sei que ela gosta de mim, e eu gosto dela também, mais do que as palavras podem expressar. Só que agora eu sei que talvez nossos filhos não cresçam juntos, talvez não sejamos capazes de manter contato pra sempre. Apenas o tempo dirá.
De qualquer maneira, terá valido a pena. Ela é seguramente uma das pessoas mais importantes na minha vida. Ensinou-me coisas pequenas (se você mantém o papel alumínio no chocolate não lambuza os dedos) e lições inesquecíveis. Que família da gente não é só a família de nascimento. Que uma amizade não é feita só de semelhanças e coincidências (ter nascido no mesmo lugar, ter dado o primeiro beijo na mesma semana), mas também de diferenças (de comportamento, de posicionamento religioso, de opinião em vários assuntos). Que o apoio dos amigos não precisa ser incondicional, só precisa ser sincero. E que momentos bons estarão sempre marcados, onde quer que estejamos.
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Os fatos: a Marcia, que não é mais gorduchinha, é um mulherão de alta e loira, nasceu no Rio, como eu. Mudou pra Sampa aos 4, eu mudei aos 5, e foi lá que nos conhecemos, no colégio Santa Marcelina, Jardim D. Na segunda série ela foi pro turno da manhã, mas nossos pais já tinham ficado amigos por minha conta e nós nunca deixamos de nos ver. Eu mudei de professora de piano lá pelos 9, 10 anos. Hoje eu detesto piano, não me lembro de mais nada. Quando eu fiz 12 anos fui morar no Rio. Ia a São Paulo de vez em quando, e um ano depois começamos a nos ver nas férias quase sempre. Passamos uns bons verões em Guarapari. Ela mudou pra Sorocaba e estudou Direito. Eu mudei pra Campinas e estudei Física. Casei-me com o Gastón em 2000, e ela foi madrinha. Hoje moro nos Estados Unidos, estou em semana de provas e perdi o casamento. De todos, esse era o que eu não podia ter perdido...

College Park, MD, EUA, 3 de maio de 2003. 7:55, horário de Brasília.

sexta-feira, 2 de maio de 2003

E o mais legal disso tudo é constatar que é um povo mais civilizado que o nosso, que tem maior carinho conosco do que vice versa, é como um irmão mais velho que admira o mais novo, mas o mais novo tem prazer em contestar o mais velho pra se autoafirmar.

Na mosca, Dudu!

quinta-feira, 1 de maio de 2003



George Bush teve que ser avisado pelos seus agentes secretos de que não estava diante de seus ídolos. Decepcionado, o presidente comenta: "Pensei que finalmente seria entendido. Mas bem que eu tinha desconfiado daquele azulzinho...".

Crédito ao Gastón, pela ótima sacada...

(Agora em inglês, porque merece:)

President Bush had to be warned by his secret agents that those were not his TV idols. Very disappointed, the president declares: "I thought I would finally be understood. But, in hindsight, the blue one looked suspicious...".

quarta-feira, 30 de abril de 2003

Pérolas dos filhos de brasileiros que não aprenderam português:

- Que bagunça!
- What is that word, "bagu..."?
- Bagunça.
- Bagunça. What does that mean??
- Mess.
- My mom says that a lot. She comes to my room and says "Bagunça!".
- Yeah, mine too.

Outra - de outro cara:

- "Bosta" means shit.
- Really? My Dad says that all the time!!!

1947 Berna - Suiça "Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro...há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu...Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma". Clarice. A Lispector. (Os grifos são meus.)

terça-feira, 29 de abril de 2003


Está quase do tamanho do cabelo da bruxinha aí do lado.
PS: Detalhe que só percebi depois que postei: a gravatinha!

Faltam duas semanas para terminarem as aulas. Nesse tempo eu tenho que: terminar dois relatórios (pra sexta), fazer um dever de casa (pra terça), terminar um projeto (pra outra semana), arrumar o laboratório (pra amanhã), fazer um outro projeto (pro dia 22), estudar pra dois exames (na semana do 22), fazer as outras lições de casa que aparecerem no meio. Eu também tenho que lavar roupa (pra ontem), fazer compras (idem), ligar pros Eibl, comprar o presente da Marcia e do Rubinho, comprar aquele software que eu tô querendo, ir à reunião dos brasileiros (quarta que vem e dia 21), mudar os quartos (passando a cama e a cômoda pro quarto menor sabe-se lá como). No verão eu vou terminar o inventário químico do laboratório, trabalhar desesperadamente, ler artigos, começar a escrever a tese, sair com os Eibl, sair com os Stanziola, talvez viajar, continuar com a reunião de brasileiros, pegar uma cor. Pro semestre que vem eu preciso arrumar meus papéis, descobrir que matérias vou fazer, comprar os livros, ver se alguém tem o material do curso pra emprestar.
Eu preciso não enlouquecer.

A amiga que eu tenho há mais tempo no mundo todo casa sábado. E eu não vou.

segunda-feira, 28 de abril de 2003

domingo, 27 de abril de 2003

For people who like to do things themselves, but get embarrassed reading Martha Stewart Living.
Que revista doida. Assino?

A pergunta que não quer calar:
A festa estava mesmo ruim ou nós que estamos ficando velhos?
Ou:
Quem não bebe, não fuma, não dança e não paquera nem deveria se dar ao trabalho de sair de casa???

quinta-feira, 24 de abril de 2003

Mais Buenos Aires:

1 No bairro de Belgrano, zona nobre da capital, existem jóias escondidas. A Susan Borghi é uma loja de antigüidades conhecida apenas pelos moradores do bairro e por colecionadores. Federico Lacroze 2.307. Tel.: 4777-8184.

2 Na rua Uruguai 469, 10 andar, a menos de um quarteirão da avenida Corrientes, é possível encontrar casacos, calças e saias de couro de excelente qualidade e a preços acessíveis. É bom ligar antes de ir: 4373-7354.

3 A sorveteria Piegari é famosa pela variedade de sabores que oferece. Salguero, esquina Cabello (Palermo). Recomendações: doce de leite, morango e chocolate branco.

4 Todos os dias, às 9h, em frente ao Lago Rosedal, os moradores de Palermo fazem aula de ginástica ao ar livre, de graça. Para chegar ao lugar, o melhor é pegar um táxi. Saindo do Centro, a corrida fica entre US$ 2 e US$ 3.

5 No bairro de San Isidro, na província de Buenos Aires, fica a Casa Pueyrredón, habitada até 1850 pelo general Juan Martín de Pueyrredón, ex-governador das Províncias Unidas do Rio da Prata. À beira do rio, a casa foi cenário de fatos históricos. A melhor maneira de chegar ao lugar é no Trem da Costa (o mesmo que vai a Tigre) e saltar na estação San Isidro. Rivera Indarte 48.

6 O Filo é um dos restaurantes mais charmosos do centro de Buenos Aires, em estilo fashion e menu rico em pizzas e massas. Na San Martin 975, a rua onde funciona o coração financeiro da cidade. Duas pessoas jantam muito bem pagando apenas US$ 15. Reservas pelo tel.: 4311-0312.

7 Há cerca de dois anos, a moda celta chegou a Buenos Aires. Longe do reduto celta mais conhecido pelos turistas, o pub The Shamrock é mais freqüentado pelos nativos. Os donos são autênticos irlandeses. Ampla variedade de bebidas, nacionais e importadas, de licor irlandês à cerveja argentina. Rodríguez Peña 1.220. Tel.: 4812-3584.

8 Bar, restaurante e boate, o Voodoo fica no coração do bairro de Las Cañitas, zona fashion da capital. Música techno e muito agito. Dica importante: a boate só começa a funcionar depois da meia-noite. Endereço: Báez 340. Tel.: 4772-2453.

9 Uma das grifes mais modernas da cidade, a Alta Gracia, já virou um must para as mulheres argentinas. Endereço: Arévalo 2.915. Tel.: 4899-2058.

10 Localizada na avenida Santa Fé quase esquina Callao, El Ateneo é uma livraria que tem sempre promoções, café e três andares de livros.

quarta-feira, 23 de abril de 2003

Alguém aí tem um primo lindo disponível em São Paulo? Mas tem que ter bom gosto, ser sensível, artístico, musical, bonito, simpático, fiel, carinhoso, apaixonado e tudo de bom. Para moça de fino trato.

Achei alguém que festeja meus chistes, como diz o Gastón. Ri das minhas piadas. Até me sinto engraçada!!!

Finalmente o encontro de brasileiros tá dando certo. Já estava, mas hoje apareceu um MONTE de gente! Gostei.

Diálogo de casal:

- Meu amigo vai casar.
- Mas eles não estão namorando há pouco tempo?
- Não, tem quase um ano!
- Repito: eles não estão namorando há pouco tempo?
(pensei que ele não tinha escutado)
- Não, tem quase um ano!
- Repito: eles não estão namorando há pouco tempo?
- Você acha pouco??? Você não casava comigo com um ano de namoro não?
- Claro que não! Você não era nem formada ainda!
- Ah, mas ela é formada e já deve até fazer dinheiro.
- É. Aposto que ela também sabe dirigir.

(Eu não sei dirigir. Não sei como essas coisas sempre terminam mal pro meu lado.)

Ele volta:
- Mas que idade eles têm?
- Ah, eles são velhos já, ele tem dois anos mais e ela tem dois menos que eu. Escuta, quando eu tinha a idade dela você já tinha casado comigo, tá?
- Ah, bom.

Jorge de Capadócia
Jorge sentou praça
Na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também
Sou da sua companhia
Eu estou vestida com as roupas
E as armas de jorge
Para que meus inimigos tenham pés
E não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos
E não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos
E não me vejam
E nem mesmo um pensamento
Eles possam ter para me fazerem mal
Porque eu estou vestida com as roupas
E as armas de Jorge
Salve Jorge
Salve Jorge
Salve Jorge
Armas de fogo
O meu corpo não alcançarão
Facas e espadas se quebrem
Sem o meu corpo tocar
Cordas e correntes arrebentem
Sem o meu corpo amarrar
Porque eu estou vestida com as roupas
E as armas de Jorge.

(Tirado do Mothern)

terça-feira, 22 de abril de 2003


Agora chega, né?

segunda-feira, 21 de abril de 2003

Droga. : (

O caderno que comprei pra virar meu livro de receitas. Bem sugestivo.

Lembram dela? A bruxinha voltou. Eu não gosto taaaanto assim da estética anime, mas o desenho aí ao lado é especial porque foi o desenhista quem me deu, o José Alexandre Nalon. O nome dela é Maffalda.

Daqui a um ano eu vou ler o comentário anterior e ficar tentando lembrar que tipo de droga eu estava usando. Não é nada não...

Semana passada foi assim: trabalha, trabalha, trabalha. Sábado (dia 12), domingo, segunda, terça, chegando em casa às 11, 11:30 da noite. Minha orientadora precisava dos resultados. Quarta foi a reunião onde iria apresentá-los. Depois ouvi "thank you for working so hard" "thanks a lot for such a good job" e um montão de coisas do gênero, que não matam o cansaço mas ajudam bastante. Terça tembém tinha um exame take-home pra entregar, eu entreguei na quarta. Quarta dormi a tarde inteira, quinta foi uma correria como sempre, à noite saímos pra casa da Vero e do Enrique, sexta não fiz pa-ta-vi-nas. Sábado yard sale, que maneira de comprar bugigangas, olha aí outra expressão em espanhol se infiltrando no meu português, traduzo: vai comprar bugiganga assim no sóca! Ontem trabalhei mas só um pouquinho, fui numa missa toda animada porque achei que era o padre legal (só vou uma vez ao ano, seria bom que o padre fosse o legal), mas não, era um inglês carrancudo que dizia "body of Christ" latindo e só pediu pra gente rezar pelos soldados americanos mortos, o povo do Iraque que se lasque, e falar da alegria da Páscoa na homilia nem pensar, só falou que a gente tem que se confessar e blébléblé. Falei com a Lavínia, ela foi a Muriaé e está toda feliz, não sei por quê não foi antes, eu mandei os versinhos do pasquim do Judas por email, ficou todo mundo comentando, minha mãe anotou todos os versos. Gastón e eu estamos planejando tirar fotos das tralhas que compramos na yard sale, cada coisa do fundo do baú, quando formos embora vamos ter que fazer uma yard sale separada só pra vender essas coisas, mas mesmo assim é muito divertido comprar tudo baratim baratim, coisas velhas e estranhas, estou agora usando uns grampinhos de coque incríveis, não sei como prendem o cabelo. Hoje acordei cedo pra vir pra universidade achando que meu escravinho ia aparecer, nécas, tomei até café pra esperar, agora estou verborrágica e fazendo hora pra ir almoçar que a essa hora eu não funciono. Depois tenho que fazer dois relatórios da aula que matei na sexta, o professor (Master Yoda) veio perguntar se eu estava doente e se tinha melhorado, eu disse pra ele que não, que estava cansada e dormi demais. Minha orientadora me deu permissão para chamá-la pelo primeiro nome, eu acho muito estranho, mas estou tentando às vezes.

quarta-feira, 9 de abril de 2003

Inagaki tem um post sobre cantadas. Pois a melhor que eu já ouvi não foi pra mim, era meu amigo Alex contando a número um dele. Era chegar pra menina e dizer:
- Posso fazer três perguntas?
- (pode... ou algo que o valha)
- Qual é o seu nome, me dá um beijo e por que não?

URSINHOS CARINHOSOS? Você está procurando por URSINHOS CARINHOSOS? Adoro visitas à minha página, mas enchi. Vá pra ...


Era uma vez, há muito tempo, um bairro que tinha vários cinemas, e uma menina que se orgulhava de morar aí...
(Difícil vai ser engolir a esfiha olhando pra esse letreiro!)

(Tirado do Dog God, irmão de blog.)

With or without you...

Impressionante: quanto mais coisas eu tenho pra fazer
quanto mais preocupada eu estou
quanto mais estressada eu estou
quanto mais me pressionam
mais eu enrolo
mais eu durmo
mais eu nem aí
um sono
uma preguiça...
meu signo diz: preguiçosa
meu horóscopo chinês? preguiçosa
meu orixá - preguiçosa
teste vocacional, preguiçosa
fica difícil
fugir.

terça-feira, 8 de abril de 2003

Dois testes decentes e úteis:
Como você aprende? (Index of Learning Styles)
Quais são suas convicções políticas?
Por favor comente seus resultados!

quinta-feira, 3 de abril de 2003

Falando em coisas que emocionam, a tese do Cabelo com agradecimento pra mim e cheia de figurinhas que eu fiz, e a do Hugo com agradecimento pra mim e pro Gastón...
Que saudade.

26 graus. Fico imaginando se será só em mim que o calor provoca reações estranhas, a vontade de me apaixonar tudo de novo, como dizia a minha mãe: "Isso é coisa da idade, gostar de verão. Quando eu era moça e começava a fazer calor eu colocava uma sandália bem baixinha e saía na rua, parecia que eu estava flutuando...". Assim que me sinto. E nem estou de tpm nem nada, mas ontem me deu uma vontade de chorar - de alegria - ao ver um moço muito tranqüilo empinando uma pipa às três da tarde num gramado da universidade.
Estarei louca? Não sei, mas espero conseguir aproveitar o calor.

quinta-feira, 27 de março de 2003

PelamordeDeus, me digam a verdade, mesmo que doa:
- É sério que o cine Largo do Machado foi vendido pros crentes???

Agorinha mesmo, no msn:

IRAQ WAR POLL

Is the US media doing a good job covering the war?

Yes, it's fair and balanced
28%

No, too pro-American
27%

No, too anti-American
37%


Not sure
8%

Qualquer um que esteja vendo tv aberta neste país e tenha um mínimo de miolos só pode rolar de rir ao ver isto.

quarta-feira, 26 de março de 2003

Tô blogando e num tô sintindo nada, quando aparecer aqui este post me perdoem: mudei um tanto de coisa no template e não sei como ficou.

This is my new blogchalk:
United States, Washington D.C., College Park (MD), Portuguese, English, Maffalda, Female, 26-30, Environmental Engineering. :)

Na noite do Oscar fiz isso, isso e isso.
As pessoas gostaram. Mas eu sou uma cozinheira tão ruim que ainda estranho quando as pessoas acham minha comida boa!
Teve churrasco também, feito por argentinos. Uma delícia.

Roubei a cor da Giulieta, descaradamente.

segunda-feira, 24 de março de 2003

Nós não ouvimos tudo o que o Moore tinha pra dizer. Vá aqui e veja o que o vencedor de Documentary Feature respondeu na entrevista pós Oscar.

sábado, 22 de março de 2003

Queria saber quem, em sã consciência, gasta um sábado à noite perfeitamente saível pra conversar comigo no Trillian pra lá de três quatro horas????

terça-feira, 18 de março de 2003

Sabe o joguinho do adivinhe um número que rodou por aí há um tempo?
Tatipiv perguntou como funcionava, e eu já tinha tentado explicar pra mim mesma. Eu me convenci, veja se te convenço também:

Tá bom, eu explico, mas foi você que pediu, não me chame de estraga-prazeres:
Você escolhe um número de dois algarismos, digamos, ab. Aí você subtrai b, fica com a0, certo? Esse número é 10 vezes a. Aí você subtrai a e fica com 9 vezes a, voilá, um múltiplo de nove. Se você olhar a tabela de caracteres, os múltiplos de 9 têm todos os mesmo símbolo, mas ele muda a cada rodada pra te deixar doida.
É isso aí. Um beijo, Maffalda

Like onions ou Debaixo de sete chaves.

Conversei três minutos no msn com ele - enquanto trabalhava - pra contar uma coisa que não dissemos a quase ninguém. Ele também tinha novidade (aliás, como foi?). Hoje liguei o rádio e escutei "... now I saw her face, and I'm a believer...". Aí ele vai e põe um link pra mim.
Não é um amor??

sexta-feira, 14 de março de 2003




I don't know with what weapons World War III will be fought, but World War IV will be fought with sticks and stones.
Albert Einstein
(1879-1955)

segunda-feira, 10 de março de 2003

Conhecemos um cara no fim-de-semana (americano) que passou quatro meses no Brasil (no IFT). Ele fala holandês, inglês e italiano, e foi pro Brasil sem saber bulhufas de português. Cometeu inúmeras gafes, entre elas pedir pennes no restaurante, assim mesmo no plural, e pedir pão sem til pra uma garçonete sacana que o fez repetir quatro vezes antes de dizer "ah, bread!". Comédia.

Novidade boa: parece que minha prima Miriam se empolgou. Ela é mãe da Ravit e agora finalmente engrenou (ao que parece) pra escrever no blog. Vamos ver.

"Escravinhos". Era como chamávamos os estudantes de Iniciação Científica. Em tese, todo mundo tinha um projeto de pesquisa, mas em alguns laboratórios o pessoal abusava e o estudante de IC ficava mesmo era fazendo o trabalho sujo. Comigo nunca aconteceu, mas tinha gente que reclamava.
Pois o dia chegou: tenho agora meu próprio escravinho. Os alunos de graduação daqui (undergraduates) podem ter um projeto de pesquisa ou não, ou seja, podem trabalhar nos laboratórios sendo pagos por hora, como funcionários mesmo. Ganhei um desses ajudantes. É lógico que eu não vou deixar o cara fazer só trabalho pesado, vou também explicar pra ele sobre meu projeto para que ele tenha uma base científica. Mas que ele vai lavar um tantão de louça, isso vai!

quarta-feira, 5 de março de 2003

Parece que os pescoços-vermelhos já estão indo longe demais...
CNN.com - Man arrested for 'peace' T-shirt - Mar. 4, 2003

Por aqui, escaldantes 16 graus. Êba!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2003

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2003

E eu achava que outro dia tinha nevado... Rá!
Tiveram até que trocar a regüinha da "snowcam" do Washington Post.

Mais fotos aqui, pra vocês verem como está minha paisagem. Estou de castigo!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2003

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2003

Ultimamente não têm procurado tanto pela Paloma Duarte aqui, mas mesmo assim, aí está ela. Saiu na reportagem de capa da revista Criativa deste mês.

Eu é que estou ficando enjoada ou xadrês é pior que metereologia??

Rotisseria Sírio Libanesa, Largo do Machado.

Elesbão publicou as fotos que eu procurei pra caramba há algum tempo. Putz, que saudade! Mas pelo menos eu fui lá em janeiro!

domingo, 9 de fevereiro de 2003

E dá-lhe "metereologia"! Tem dó.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2003

De novo: Buenos Aires, da coluna de Janaína Figueiredo n'O Globo.

Antigüidades

Passeio popular em El Retiro

A crise econômica deu novos contornos ao turismo portenho. Nas redondezas da estação de trem Retiro, foi inaugurado, recentemente, o Paseo El Retiro, reduto de artesãos e vendedores de antigüidades, de categoria inferior aos que podem ser encontrados na tradicional Feira de San Telmo. El Retiro é uma feira popular, onde o turista pode comprar roupas usadas, artesanato e bijuteria baratos, entre outros produtos que integram a abrangente lista de objetos vendidos no lugar. Muitos vendedores são autênticos representantes da classe média empobrecida, que após quatro anos de recessão foram obrigados a buscar alternativas criativas para sobreviver num país onde o mercado de trabalho é cada vez menor. "Fui secretária de uma empresa metalúrgica durante 25 anos, mas em 2001 fiquei desempregada. Hoje vendo roupa na feira, porque foi a melhor opção que encontrei", contou Alicia Rivas, de 45 anos. Ela está satisfeita, porque além dos visitantes locais, afirma que muitos turistas já descobriram a nova atração da cidade. Nos últimos dois meses, Buenos Aires foi literalmente invadida por turistas estrangeiros, atraídos, basicamente, pela vantagem cambial. A feira de El Retiro faz parte do circuito turístico dominical, que inclui, também, as feiras de San Telmo e da Recoleta. Para quem quiser aproveitar um domingo ao ar livre na região mais visitada da cidade. Endereço: Avenida de los Inmigrantes, esquina com Avenida Antártida Argentina.

CALOR

Ponha roupas leves na mala

Ultimamente, a temperatura em Buenos Aires tem oscilado entre 25 graus e 40 graus. Na última semana de janeiro, a sensação térmica bateu 43 graus. Para quem estiver pensando em dar um pulo na capital argentina é aconselhável trazer roupas leves, e preparar-se para dias de muito calor, muitas vezes bem mais sufocante do que o calor carioca. É bom sempre incluir na mala, também, um casaco de algodão ou linho, porque, após um dia de chuva, a temperatura despenca e à noite costuma esfriar.

SHOW

Temporada de verão


A Prefeitura de Buenos Aires organizou uma série de atividades gratuitas para este verão. No próximo sábado, 8 de fevereiro, o destaque é a ópera “L`Occasione Fa Il Ladro”, com direção de Guillermo Brizzio e Claudio Gallardou. Endereço: Anfiteatro Parque Centenario, Avenida Angel Gallardo, esquina Warnes. Para consultar sobre outras atividades: 0800-999-2727.

GASTRONOMIA

Com vista para o Rio da Prata


Imagine um jantar à luz de velas, num restaurante que começa na terra e termina no rio. O restaurante Morena é um verdadeiro espetáculo. Localizado na região da Costaneira, de frente para o Rio da Prata, o lugar oferece um menu rico em frutos do mar, massas e carnes. Além da culinária de alto nível, o barato do lugar é a vista. O Rio da Prata pode não ser uma das sete maravilhas do mundo mas, à noite, merece uma visita. O restaurante tem a forma de um cais. Das janelas do Morena, o visitante pode apreciar toda a Costaneira, uma região que foi, até o começo dos anos 90, o coração da noite portenha. Um jantar para duas pessoas fica em torno de US$ 20. Telefone para reservas (fundamental): 4786-0204/4788-2521. Endereço: Avenida Costanera/Puerto Norte.

COMPRAS: Las Pepas é uma das lojas de roupa de couro mais procuradas pelo público feminino. Modelos clássicos e qualidade única. Um lugar ideal para comprar casacos básicos, daqueles que duram a vida inteira. Nas próximas semanas, a loja oferece modelitos básicos por apenas 199 pesos (US$ 62). Os casacos mais caros custam em torno de 690 pesos (US$ 215). Vale a pena dar uma espiada. A Las Pepas tem duas sucursais. Uma delas fica na Avenida Santa Fe 1.631, a outra no shopping Paseo Alcorta (Avenida Figueroa Alcorta 1.044, loja 1.044). Telefone: 5777-6553.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2003

Esse menino me lembra o meu primo Flávio e o meu amigo Mendes!

É uma foto de Alécio de Andrade.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2003

rio de janeiro, colado da Zel.

conheci o rio aos 18 anos, quando ainda não conhecia outros lugares nesse mundo. cheguei sem nenhuma prevenção, e descobri que já conhecia a cidade nos meus sonhos. já passara pelo porto, tive uma sensação forte de deja vu, senti-me em casa. fiquei na tijuca em dezembro, um calor infernal. comecei ali minha vida adulta, no calor e nos cinemas da estação botafogo. vi delicatessen, conheci a cidade dos gatos, comi no cervantes, vi pela primeira vez o pão de açúcar e meus olhos ainda hoje se enchem d'água ao lembrar da sensação de espanto e deslumbramento. e o pão de açúcar o menos óbvio possível à minha frente / o pão de açúcar com suas arestas insuspeitadas. jamais vou esquecer a sensação de maravilha daqueles dias.

estou sempre atenta para ser eternamente estrangeira no rio de janeiro, pra que todas as visitas sejam sublimes, pra que nunca me acostume com o esplendor do pão de açúcar, com a beleza da areia branca e do mar verde-azul, pra que olhe sempre para o corcovado como se fosse a primeira vez. na verdade, é sempre a primeira vez pra mim, meus olhos se enchem d'água e eu disfarço -- menos por vergonha e mais para viver esse momento de contemplação de beleza forma pessoal e quase religiosa.


E essa mulher não põe um link permanente pra isso.

Taquepareô, que frio que faz nesta terra! Eu não detesto só o frio assim enquanto sensação térmica deprimente, mas também o tal de tira-casaco-põe-casaco-põe-luva-perde-chapéu, o céu escuro, a chuvinha, a cara branca do povo, os olhos secos lacrimejando o tempo todo e vermelhos, os choques, e a limitação geral que tudo isso traz.
Ah, pros choques, dos quais Nemo Nox também reclama (descobri há pouco tempo que ele é meu vizinho), a solução é mais ou menos simples: andar com as chaves à mão. É que a descarga elétrica é mais sentida quanto menor a área de pele que ela atinge. Assim, quando eu me aproximo de uma maçaneta ou outra superfície metálica qualquer, aperto a chave com o dedão bem espalhado e deixo que ela receba o choque. Sai até faísca! Claro que eu pareço doida, sempre encostando com a chave em tudo, mas dos males o menor. E, muito importante: sempre dar as mãozinhas antes de beijar, porque choque nos lábios ninguém merece!

Ainda bem que não sou só eu que sou vampira, o Cris Dias também sai em campo implorando por sangue. Não custa lembrar, é a boa ação mais fácil que existe! Aqui nos States eu não consegui doar, é uma pena. Sangue brasuca não tá muito bem cotado, não.

Hospital do Fundão suspende cirurgias por falta de doações de sangue
Cristiane de Cássia - O Globo

RIO - Três cirurgias já foram suspensas hoje no Hospital do Fundão por falta de doações de sangue. Caso o número de doadores não aumente na segunda-feira, mais cirurgias poderão ser adiadas. Ontem o banco de sangue do hospital bateu o recorde negativo de coleta em seus 25 anos de atividade, com apenas 13 doações, quando o mínimo necessário deve ficar entre 60 e 80 doadores.

Devido à baixa de doadores, na manhã de hoje sete pacientes que precisavam de sangue com fator Rh negativo estavam na dependência do aparecimento de pessoas para doar. Além de atender aos 500 leitos do hospital, o banco de sangue do Fundão abastece o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, unidade de saúde da UFRJ que dispõe de 80 leitos.

Para doar sangue não é preciso estar em jejum. É apenas necessário ter entre 18 e 65 anos, levar documento de identidade e estar se sentindo bem de saúde. As coletas no Fundão são feitas de segunda-feira a sexta-feira, entre 7h e 13h30m.

Ói que bunitim!

Lavinia???

quinta-feira, 30 de janeiro de 2003


É mole???

Estou aqui na minha aula de "Numerical Modeling for Water Resources & Environmental Engineering", num laboratório de computação. O mais legal é a tradução simultanea em American Sign Language (ASL), a língua de sinais daqui (não, não é universal)! Muito jóia...

quarta-feira, 29 de janeiro de 2003

Eu, que sou tão legal e modesta, odeio gente que se acha melhor que todo mundo, mais esperto e mais inteligente.
Minha mãe costuma dizer que eu não tenho paciência com gente burra. É mentira. Eu não tenho é com gente que não ouve o que você fala e pergunta de novo dois segundos depois (por distração ou autocentrismo puro) e não tem vontade de aprender. E tenho dito.

E hoje faz três anos que o Júlio e a Giovana se casaram. O Gastón falou assim: "vamos lá pra ver como é esse negócio de casamento". Pra minha sorte, o deles foi ótimo...

Porque o Lamas é o melhor bar do Rio, parte IV: Por causa do Vieira, que está lá há uns 30 anos e conhece meu pai e meus tios há 40.

Esqueci de contar coisas, sim.
O que eu comi.
Pois então: picanha com farofa de banana na Majórica, bife à francesa e lingüicinha no Lamas, esfiha no árabe do Largo do Machado, pão de queijo de padaria, muito pão francês, bife de chorizo num restaurante em Búzios, comida a quilo com sushi bom, comida tailandesa pouca e cara, umas empanadas meio fajutas, a comida da Bel, mexidinho, um montão de frutas, e bebi muito café e guaraná diet.

Pensar o amor é diagnoticar sua ausência.
(Léo Jaime)

A esta altura do campeonato todo mundo sabe que Léo Jaime tem blog. Eu soube disso nesse mês que parei de escrever no meu. Mas é uma notícia e tanto pra quem quase furou o Sessão da Tarde quando era criança e até hoje de vez em quando se pega pensando "Eu tenho o gesto exato, sei como devo andar...". E mais tarde leu os textos da Capricho - tem um que tenho até hoje, lindo lindo.
Fora isso, "tudo o que eu quero... ÉÉÉ! Tudo o que eu quero agora..."...

Ah, e em Búzios liguei a tv e ouvi o Léo Jaime comentando jogo de futebol. Estranho, porque eu não lembrava da voz dele falando, só cantando.

Esqueci de contar que aqui tá um frio do caramba, desses que a gente vê na tv que superaram toda a última década. E de contar que eu estou atrasadíssima com os emails.

Voltando...

Nesse um mês eu fui a uma festa de Natal não tão boa mas com pessoas legais (a Verônica e o Enrique), trabalhei o quanto deu, recebi uma notificação de que talvez minha troca de visto não saísse a tempo de receber o reembolso pela semestralidade da universidade, fui a uma festa de ano-novo e conheci pessoas ótimas (o Paul e a Gisele), decidi ir ao Brasil, comprei passagem pra uma semana depois da minha decisão, fui, troquei de visto, vi meus pais, vi um monte de amigos dos meus pais (o tio Nica, o tio Geraldo e família), vi minha madrinha, vi o Dudu (é o Dudu! é o Dudu! - depois de N anos, N tendendo a muito), conheci a Biba, gracinha, parece com a Miriam mas menos do que na foto, esbarrei com o Cláudio Reston num show de bossa nova muito bom, olha a rima, e ele me veio com "claro que eu me lembro de você, você era a namorada do...", vi a Eliana minha professora de português do 1o. ano (1993), vi a Pat, com o Vitor, vi a Lav, ou o que sobrou da Lav com 18 kg menos, linda, estamos em fase love total, fomos pra Búzios juntas, até saímos pra dançar, paqueramos na praia, claro, eu dizendo "óóó! eu sou casada, solteira é ela!", descontrolei total com o preço das coisas no Brasil, trouxe 50 kg de bagagem, voltei exausta, minha orientadora e meu orientador sacaram meu bronzeado, vou ter que trabalhar em dobro, vou fazer três matérias que dão um trabalho insano, não sei se vou escrever muito no blog, pensei em largar o blog, mas agora me deu por escrever, talvez eu fique que nem o Hiro que escreve de arranquinho, além disso minha irmã prometeu fazer um esforço pra entender essa tal de internet, quem sabe ela começa a ler isto aqui e achar uns links, e não é que eu descobri que meu primo lindo Flávio Doido lê a Maffalda, quase morri de susto, oi, Flávio! beijo pra Kit e pro Bibi, será que estou esquecendo de contar alguma coisa? Acho que não.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2002

No need to waste any time on annoying telemarketing calls with the Zenith ZEP100 EZ Hang-Up. The ZEP100 easily connects to most phones via a standard phone jack. The device plays a prerecorded message twice, then disconnects the line. Just pick up, determine you want the call cut off, then press the button. It also works with caller ID service from your local phone company to automatically cut off calls you wish to block.

Você aperta um botão e o seu aparelhinho diz pro telemarqueteiro que você quer seu número retirado da lista. Quero ver o sujeito dizendo pra gravação "mas tem certeza, senhóóóra?"...

Gostei deste review:
I used to be a productive member of society. But recently, I purchased the ZEP100, and now I find myself sitting by the phone day and night, just waiting for a telemarketer to call so I can press that magic button. I haven't showered, gone to the office, or brushed my teeth in weeks. My only fear is this device may work TOO well, and eventually I will not get any more calls. I hope I will still have a job.

Mega hiper post, em itens, que eu estou sem paciência de ser muito literária:

- Escapei de um dos exames e fiquei com um A. A má notícia é que essa nota não entra no cálculo da minha nota final (GPA ou CR, como preferirem). Mas que foi bom, foi, não ter que ir fazer prova num sábado às 8 da manhã.
- Fui mais ou menos (acho) nos outros exames. Suficiente pra terminar o semestre.
- Meu aniversário foi dia 18, obrigada pra todo mundo que escreveu, mandou cartão, telefonou e lembrou (mesmo atrasado, viu?). Chamei as pessoas que conheço daqui pra jantar num restaurante italiano. Foram 16 pessoas. Isso é mais quorum do que muito aniversário meu. A diferença é que em terras tropicais todo mundo já está viajando no dia 18, enquanto nestas bandas eu me aproveitei dos reféns dos exames. Garota eshperrrta, 26 anos de praia.
- Agora vou ter que trabalhar pra chuchu, no laboratório.
- Perdi um documento e vou demorar mais ainda pra ganhar dinheiro.
- Nossa árvore de Natal é o tripé da câmera cheio de luzinhas, ficou linda!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2002

Hospital do Fundão pede doações de sangue
O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), está solicitando doadores de sangue para atender a sua demanda diária de transfusões. A situação no hospital é de carência muito grande de sangue e quem quiser ajudar pode comparecer até o Serviço de Hemoretapia da unidade, na Rua Brigadeiro Trompowsky, na Ilha do Fundão. Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone 2562-2305.
Para doar sangue, as pessoas devem ter entre 18 e 60 anos e pesarem mais de 50kg. Portadores de diabetes e hepatite não podem fazer a doação. A necessidade diária do Hospital Universitário é de 60 a 80 doadores, mas a média vem sendo de apenas 30. Hoje, apenas sete pessoas compareceram ao Serviço de Hemoterapia até o momento.


Hoje é dia da minha Madrinha. Já vou ter que começar rezando.

terça-feira, 10 de dezembro de 2002

Promessa (esperando pra ser quebrada).

Não blogo mais até terminar as provas. Vejo vocês daqui a duas semanas...

Gastón chegou!

Vi hoje as notas de 2 e de 20 reais pela primeira vez.

Alguém aí me faz um favor? Vejam se o Pelé (de Ipanema) aparece no livro Anônimos Famosos!
Se não aparece, é marmelada!

Atualizando: agora com foto e link! Tem coisas que só o Pelé faz por você...

domingo, 8 de dezembro de 2002



PS: Depois que coloquei a foto percebi que o Kiel aparece nela. O que seria da Cantina da Física sem o Kiel e sua calça vermelha???


E escrevi uma carta com meus desejos para cada um de vocês, presentes da vida que eu recebi. E fiz de cada uma um pequeno pássaro de papel, pra colocar em minha árvore.
Stella é realmente uma jóia rara. Para ler o texto completo, veja o post da Meg.
Amor, sucesso, amizade e alegria pra você também, querida.


Adesivo anticoncepcional
No mínimo, curioso. Meus amigos daqui o apelidaram "the patch for those who don't want to quit".

Pictionary
Checker flag, bunker bed, scramble, baby fat, escalator, bald, slingshot, pope, puppy, cow, windmill, beside, identical twins, chain letter, torch, pound, north pole, matinee, dirty dancing, thick, small, mcdonalds, salad...

Vai parecer mentira...
...mas eu conto assim mesmo. Fernando (o "Volta") me deu hoje o primeiro sinal de vida desde maio. (Não estou incriminando ninguém, eu também não escrevi pra ele antes.)
Aí eu vou à casa de uns amigos argentinos e a única pessoa lá que eu não conhecia antes é o Julian. Julian e Volta são univitelinos. Sem brincadeira.
Juro que não é forçação de barra. Juro!

sábado, 7 de dezembro de 2002

Beta começou com a história de cartinhas pros amigos, Rafael me perguntou quem era a Patrícia. Aí vai:

A Patrícia.
   Patrícia é INEX - ela não existe. Era assim que falávamos de pessoas bacanas. Ela é a mais de todas.
   Começamos com 12 anos. Não sei por que me tiraram da 6a. C, deve ter sido porque ninguém me dava a menor bola e ainda riam de mim me chamando de Rapunzel Arrependida. Mudaram-me pra 6a. A. Não lembro como foi nossa primeira conversa, mas deve ter sido algo como "Ih, garota beshta, onde já se viu falar 'pórita'? Fala porrrta, feito gente decente!". Serei eternamente grata, mas o "sh" de carioca não falo até hoje. Ela é assim: vai falando. Nunca a vi mudar uma vírgula de sua personalidade pra agradar a quem quer que seja, nem mesmo as famosas patotas que se costumam formar entre meninas dessa idade. Era a única que dizia boas verdades sobre a nossa colega socialite. Ironicamente, ela foi a primeira da turma a beijar na boca. O menino mais cool da classe. E como ela é ela, não contou pra ninguém.
   Não babava pelos meninos do terceiro ano, como todas as outras. Exceto, talvez, quando o João Pedro estava no terceiro ano. Jura de pé junto até hoje que aquela menina que virou atriz de cinema a) tinha o cabelo ruim e b) deu em cima do namorado dela, o que eu duvideodó mas não discuto pra não perder a amiga.
   Fala do presente como se fosse um passado remoto e do passado distante como se fosse ontem. Ouvia todas as minhas abobrinhas e não contava quase nada, porque era tímida. Uma vez apareceu na minha casa e passou a tarde inteira comigo, só chorou quando estava quase indo embora. Tinha terminado com o namorado - já não me lembro qual, mas com certeza já durava mais de um ano - e não quis estragar meu dia, disse.
   Inteligente, engraçada e boa desenhista, nunca precisou estudar muito pra passar. Ficava fazendo graça e desenhando. Trocávamos uns 20 bilhetes por dia: desenhos, fofocas, deboches sobre os professores, programações para o dia seguinte, batalha naval, forca, toda uma documentação que, houvesse sobrevivido ao tempo, seria inestimável. Falávamos muito. Bruno tentava ser nosso cúmplice, os professores lhe chamavam a atenção imediatamente, um menino tão bom.
   Matava aula pra ler gibi no playground do prédio, nunca sabia as datas das provas, fazia trabalhos meia-boca, avacalhava os teatrinhos da aula da Dona Regina, avacalhava a coreografia da SUarte e parecia andar com a certeza de que aqueles seus anos não seriam desperdiçados com dramatizações sobre a lenda da mandioca ou uma pagação de mico anual no Campão.
   Os bilhetes também eram sobre os namorados, namoradinhos e paqueras, presentes (os dela) e futuros (os meus). Juntas formamos um verdadeiro exército de paixõezinhas consumadas ou frustradas, ou ambas as coisas. Eu fui a vela convicta de três anos inteiros e dois namorados, acho, e ela foi a confidente de inúmeras paquerinhas. Nunca me levou a sério - que isso não é dela -, irritando-me às vezes mas ensinando-me o imprescindível humor de nós mesmos. Mas me apoiava sempre, à sua maneira, contando-me que um dos meus amigos tinha ciúmes de mim (eu nunca teria percebido), ouvindo as lamentações do Mineiro pra me contar depois e imitando a Dona Regina aos gritos no corredor: "A Helô tem namoraaaaadoooo!", frase célebre seguida da exclamação dupla do nome do menino. Sei que não parece dizendo assim, mas me apoiava. E estava sempre a postos, ao contrário de outras pessoas que se diziam minhas amigas.
   Claro que tem defeitos. Fala mais que a boca, é enrolada e nunca me leva a sério. Qualidades são tantas que não sei se este texto termina.
   Sempre criticou a minha casa. "Muita tranqueira", dizia a dona das 200 revistinhas Disney, coleção completa da Inspetora de de Conan Doyle, material de desenho pintura e artesanato, e o boneco do Snoopy. Isso sem contar a coleção de discos da irmã mais velha, pop anos 80.
   Tem uma tia inacreditável que apareceu no livro sobre bossa nova do Rui Castro, uma mãe que é um amor e trabalha pra chuchu, um primo bem gatinho, e um apartamento com uma vista bárbara mas aonde é um sacrifício ir a pé. Agora tem também um sobrinho.
   Ganhou um cachorro de presente logo que nos conhecemos. O primeiro Sherlock do Parque Guinle. Você vai lá agora e deve ter uns 10 cocker spaniels chamados Sherlock. É porque até o cachorro é simpático (puxou a madrinha). A mãe dela nunca limpou uma sujeirinha dele (fora quando solicitada formalmente), pois condição para tê-lo era responsabilidade completa. Fora ter que ficar sem banho em época de prova, ele nunca reclamou.
   Quando eu deixei de ser Caxias, como ela me chamava, e quis fugir de casa pela primeira e única vez, foi ela quem me levou, pra horror do meu pai. Apoio incondicional.
   Ela está sempre presente. Não nos falamos com tanta freqüência, mas eu simplesmente sei que ela está lá pra mim, e que eu estou aqui por ela. O resto é o resto.

Site do Paulo Rowlands, com várias partituras pra coral.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2002

Frio
( Leo Jaime )

Era um andar num tempo frio
Sentindo os músculos bem quentes
Era entregar-se a um destino
E não falar com muita gente
Ouvindo o som que faz o frio
Em suas cores diferentes

Era um andar no tempo frio
No grito, um coração doente
Era encontrar no aço um brilho
E no olhar um brilho ausente
E era um despertar sozinho
E com nenhuma diferente

E era um caminhar não indo
Como um passado, sem presente
E era como estar caindo
O corpo frio, o sangue quente
Silêncio e chuva no meu rosto
E o caminho pela frente

Como as risadas dos mendigos
E as estrelas decadentes

quinta-feira, 5 de dezembro de 2002

Neeeeeve!!!
Não teve aula hoje, e eu estou pensando com muuuuito carinho se eu vou até a universidade buscar uns livros ou não.
-2 graus, sensação térmica -7.
Acho que não.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2002

Mais Buenos Aires, da coluna de Janaína Figueiredo:

DE DAR ÁGUA NA BOCA
No Nuts, uma política da gastronomia de alto nível
Como cabe a uma das principais capitais da América Latina, Buenos Aires oferece a seus visitantes restaurantes de excelente categoria. Além de suas tradicionais churrascarias, na capital argentina também é possível deliciar-se com um menu à altura dos melhores cozinheiros do mundo. No bairro de Belgrano, uma das regiões residenciais mais bonitas da cidade, o restaurante Nuts, freqüentado por embaixadores e políticos locais, merece uma visita. Ambiente agradável, nada de grandes multidões e pessoas falando alto, e um atendimento fora de série, para quem gosta de ser extremamente bem tratado. Por apenas 35 pesos por pessoa (US$ 10), entrada, prato principal, sobremesa, vinho e cafezinho. Acredite se quiser! As recomendações: para beber, vinho El Portillo; de entrada, brochette de camarões, com molho de coco, aspargos e folhas de bambu. De prato principal, frango com molho de mel, arroz, chutney de pêssego com uvas brancas. E de sobremesa, espelho de chocolate (fondue), com frutas. Para os que ficaram com água na boca, este paraíso portenho fica na rua Soldado de la Independência 1.417. Telefone para reservas: 4788-3052/8058

NA BOEMIA
Mais eclético, impossível
Clássica e Moderna é um dos bares mais charmosos de Buenos Aires. No local também funciona uma livraria, e às sextas-feiras e sábados, à noite, aquele som ao vivo a que poucos resistem. Geralmente, jazz, mas também costumam tocar um pouquinho de tango. Chão de madeira, paredes de ladrilho, mesas rústicas, comidinha gostosa e barata. Uma tábua de frios para duas pessoas, por exemplo, custa apenas 19 pesos (US$ 5,5). Endereço: Callao 892. Telefone para mais informações: 4812-8707/4813-9517.

DANÇA
Nos passos de Júlio Bocca
Quem vier a Buenos Aires entre os dias 3 e 6 de dezembro terá a chance de ver de perto o famoso bailarino argentino Júlio Bocca, um dos melhores do mundo. Pode ser uma oportunidade única, já que Bocca confessou que deve abandonar o palco dentro de cinco anos, após brilhar nos teatros mais importantes de NY, Londres e Moscou. Ele se apresenta com o Ballet Argentino, criado por ele. No estádio Luna Park. Ingressos de 8 pesos (US$ 2,2) a 45 pesos (US$ 12,8). Tel.: 4311-5100. Endereço: Bouchard 465. .

CONSUMO
Uma expedição para os amantes da moda
Para quem gosta de bater perna, a Avenida Córdoba é o lugar ideal em Buenos Aires. O melhor é começar na esquina de Córdoba e Scalabrini Ortiz, e de lá partir para um dia de compras em pleno coração do bairro de Palermo Viejo. Todas as grifes argentinas estão lá: Caro Cuore (lingerie), Claudia Larreta e Bayres (roupa feminina), uma variedade de lojas de roupa para homens, crianças e adolescentes. Praticamente tudo o que uma pessoa pode encontrar num shopping ao ar livre, a apenas 15 minutos de carro do Centro da cidade. São mais de dez quarteirões de lojas, uma ao lado da outra, com preços e modelitos bem variados. Uma expedição para os amantes da moda.

SERVIÇO
Para um transporte mais seguro
Apesar de ainda preservar, em algumas regiões, um ar de capital européia, Buenos Aires está se transformando, cada vez mais, numa típica capital latino-americana. Por isso, como no resto do continente, o turista preciso ter muito cuidado na hora de pegar um táxi nas ruas da cidade. A seguir, uma lista de empresas de rádio-taxi de confiança, para uma visita agradável e, é claro, segura: Taxi Plus (Tel.: 4863-1000); Lecoc (Tel.: 4963-9391); Premium (Tel.: 4374-6666) e Metro (Ligação gratuita no 0800-444-1-444).

Curta o Beijo na Santa.
Dias 5 e 8 de dezembro no CCBB, dia 6 no SESC Copacabana.
Leia entrevista com o Daniel.
Colado daqui.

terça-feira, 3 de dezembro de 2002

O Diamondback, jornal da Universidade de Maryland, veio hoje com um artigo sobre blogs e outro sobre cafeína.

O Haroldo está cantando as maravilhas do mundo moderno, mais especificamente o Detran ter uma página que funciona. Depois que mudamos pra cá, começamos a prestar atenção no tanto de coisas que funcionam bem no Brasil - e é surpreendente. Alguns exemplos:
- Os sistemas de banco eletrônico no Brasil são muito melhores. Aqui praticamente todas as contas têm que ser pagas através do envio de cheques pelo correio. No nosso banco, se você faz um pagamento eletrônico, o que eles fazem é... mandar um cheque pelo correio! Como resultado, o processo é tão demorado quanto o "normal", com a única diferença de que você economiza 37 cents do selo, isso se o banco não cobra pelo serviço.
- Urnas eletrônicas. Desconfianças à parte, se tivessem urnas eletrônicas por aqui talvez esse retardado não estivesse no poder. Aqui é novidade. Algumas urnas foram testadas na última eleição aqui em Maryland e uma das críticas é que as pessoas não sabem usar.
- Imposto de renda: o imposto brasileiro é muito menos complicado, o programa da Receita funciona e é simples, além de ser grátis (fora o imposto, claro). Aqui há zilhões de formulários, e se você quiser usar algum programa tem que pagar (pelo programa e por envio da declaração pela internet).

Em compensação, o serviço ao consumidor no Brasil não é tão bom, o que não quer dizer que é sempre perfeito por aqui...

domingo, 1 de dezembro de 2002


Quase me esqueço! Hoje é Dia Mundial da Luta contra a AIDS!

E sem informação essa luta é impossível.