terça-feira, 9 de novembro de 2004
Odô iyá
(Do livro "Orixás - Pierre Fatumbi Verger - Editora Corrupio")
Tomamos emprestada a descrição do arquétipo de Iemanjá a Lydia Cabrera, sua filha, certamente a mais competente de todas aquelas que nos foi dado o prazer de conhecer: "As filhas de Iemanjá são voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e, algumas vezes, impetuosas e arrogantes; têm o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justas mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Elas têm tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem um tal fausto".
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17:41
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segunda-feira, 8 de novembro de 2004
Definição
lovable especially in a childlike or naive way.
Ah, tá. Pode ser que eu seja.
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19:11
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Do estado atual dos blogs amigos.
Olhe para os queridos aí ao lado. O seu esquerdo. O meu direito. Acompanhe comigo:
Teca posta. Menos, mais curtos, sempre enigmáticos. Deliça. Confiro sempre.
Lemuel posta. Arre, leva a vida, faz faxina, sai, volta, moço agitado, esse.
Cris deixou de ser o maravilhoso cronista do cotidiano e agora fica empurrando os del.icio.us na gente. Deu até para postar letra de música! ;) Pô, Cris! Continua interessante, mas eu gostava mais quando ele escrevia pra caramba. Comandava o batatal, o moço. Chutava bundas.
Anna disse que está sem saco. Sorry aí pelas aftas, Anna.
Dudu continua escrevendo. Valeu, Dudu!
Beta andou sem computador. Acho bom tu voltar, hein?
Naty continua escrevendo, êêê! Agora também ataca de crônica e reportagem.
Meg deu tchau. Pecado. Mas não censuro: se precisou, tudo bem. Quando for ao Rio visito.
Djones continua firme e forte. De morrer de rir.
Luciana Misura também dá conta de escrever, mesmo trabalhando pra chuchu e indo pra África. Exemplo para todos nós.
Adriana cansou, encheu, apertou o botãozinho, aquele, apagou tudo. Mas ainda está a uma viagem de metrô, então eu perdôo.
Anita, a Cher do sertão, botou uma pintura louca dando tchauzinho e deu tchauzinho. Saudade arretada do sotaque dela.
As Mothern estão trabalhando muito, mas o blog está lá. Eu tenho que gravar tudo para quando tiver filhos. Há capítulos ali que são perfeitos. Aquele blog tem que virar livro e filme.
A Cláudia é outra, que desapareceu sem deixar rastros. Nem comentários. Se você estiver lendo, escreve, sumida!
O Marcelo continua reportando os games e conferências.
O outro Marcelo também anda meio parado, mas escreve.
A Tati escreve também. A gente só tem que dar graças-a-Deus que Joselito tem em todo lugar.
O Weno, só no msn, e olhe lá.
O Dória eu errei o link e tenho que arrumar.
A Giulieta foi vergonhosamente abandonada no altar. Pela Teca. Coisa feia. Mas nós sabemos que não tem tempo no dia, não? ;)
Barulhinho Bom é o filho da Biba e do Dudu que foi abandonado também, recém-nascido.
Chacundum está parado faz tempo, com uma observação sobre a delicadeza dos diálogos. Quando for ao Rio peço delicadamente para tomar um chopp com o Sá Reston mor, e acho que fica tudo bem. Sinto falta das palavras espertas.
Hiro ainda escreve, de arranquinho e raramente. Muito pouco.
E a Ravit mudou de blog, e quem está em falta sou eu.
Clara, Érico, Gabriella e Débora correm por fora, junto com a Turmalina. A e-Beth também de vez em quando, e a Zel e a Rossana mui de quando em vez. Fran fez blog, Max vai ganhar um blog também (ih, alguém me ajuda com o design?), Tati Dutra está no Anarquistas, Graças a Deus.
Vou reorganizar os links. Quem não atualizar, vai pro fundo da fila ou desaparece. Da barrinha ali do lado, notem bem, porque meu coração é um triângulo das Bermudas às avessas: amigo que cai aqui não desaparece nunca.
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18:07
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sexta-feira, 5 de novembro de 2004
Ainda bem que eu não fumo.
Porque se eu tivesse amigos que fumassem, eu podia começar a achar uma distração mais ou menos bacana, sabe, alguma coisa para aliviar o nervosismo das mãos e a angústia oral, e começar a filar cigarros em festas, bares e afins. Aí um dia, num acesso de ansiedade, eu compraria um maço para mim, o primeiríssimo, meio com vergonha sem saber direito que marca. Também teria que comprar um isqueiro. Mas aí eu perceberia que o isqueiro não funciona direito, ou que eu não me familiarizei ainda com o polegar oposto. Eu iria então tentar acender o cigarro no fogão, chamuscando todo o meu cabelo, uma coisa vergonhosa. Além disso, iria perceber o gosto de guarda-chuva na boca e que, mesmo sem conseguir sentir cheiro direito, as minhas mãos e minhas roupas cheiravam a cigarro, e a casa tinha um cheiro insuportável de motel barato (dizem). Aí eu ia lembrar de todas aquelas propagandas horríveis, e das pessoas da minha família que fumam envelhecem mais rápido, e dizem que eu sou tão nova. Ia ter medo do que o meu pai diria, ele que parou de fumar há 34 anos. Ah, e só para ter certeza, ia olhar no espelho e ver o quão horrorosa eu fico fumando, uma cara patética chupando um papel com brasinha.
É por isso que eu não fumo.
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18:14
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quinta-feira, 4 de novembro de 2004
Uia.
E canta. (Cuidado que é um link que faz barulho. Odeio esses. Mas oficial é oficial.)
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23:44
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A bruxa de verdade.
Bombom de rapadura
Exdrúxula figura
Bruxinha gostosa
Neném rapadoçura
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18:12
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quarta-feira, 3 de novembro de 2004
Mais a propósito ainda
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
às
20:57
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A propósito
Meu partido
É um coração partido
E as ilusões estão todas perdidas
Os meus sonhos foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredito
Eu nem acredito
(...)
Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
(...)
O meu prazer
Agora é risco de vida
Meu sex and drugs não tem nenhum rock 'n' roll
Eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais ter que saber quem eu sou
Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
Agora assiste a tudo em cima do muro
Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver
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20:07
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segunda-feira, 1 de novembro de 2004
García-Márquez, morra de inveja.
Você sabe que a sua família saiu de um romance realista-fantástico quando sua prima se refere ao seu pai como tio/primo, e você vai ver é verdade, ele é literalmente o tio/primo dela.
Também o tempo se move em hélices, com personagens trocando papéis, gerações que vêm e vão, repetindo o ciclo, os novos nos substituem, jogando na área do campo que era nossa, deixando cá aos mais experientes - a palavra é essa - a designação de técnicos.
E as conversas se desenrolam assim:
- ...o tempo passa como num romance do García Márquez
- ...verdade, me lembro de sua mãe grávida de você. Me lembro de você pequenina e engraçada e agora conversamos de mulher para mulher, apesar de que , você amadureceu muito rápido. Tudo na sua vida foi rápido demais.
Aqui, plena segunda-feira à noite, me vem aos olhos a saudade da casa cheia, da Biinha morrendo de rir e comprando vestido roxo na C&A.
às
22:42
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Impávido que nem Muhammad Ali
It isn't the mountains ahead to climb that wear you out; it's the pebble in your shoe.
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03:13
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Alguém um dia pensou um verso que dizia
amo tua voz e tua cor.
A voz eu entendi, mas a cor?
Agora entendo!
Tem gente que tem beleza na cor.
E tenho dito.
às
02:40
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domingo, 31 de outubro de 2004
Roubado do OdeioSopa®
| Doctor Unheimlich has diagnosed me with
Maffalda's Disorder | |
| Cause: | excessive Internet usage |
| Symptoms: | glowing in the dark, finger pain, puncture wounds |
| Cure: | take a day off work |
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17:23
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sexta-feira, 29 de outubro de 2004
Para as coisas de que a minha vida é feita talvez ninguém ligue, e nem tinha que.
Porque as lembranças dos avós, a saudade da roseira, o achar bonito aquela faísca no escuro, o ouvir música aos gritos, o achar sexy gente com coleção de discos, o querer jogar pôquer adivinhando a carta dos outros, o sotaque de brasileira que ninguém identifica, os sonhos loucos pela manhã, os pensamentos desconexos, o gosto recém encontrado por saltos altos, as meias sempre coloridas, a empolgação com a fantasia de Audrey Hepburn, a mania de googlar tudo, e tantas coisas mais de que a minha vida e quem sabe eu mesma somos feitas, são só minhas.
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01:39
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quinta-feira, 28 de outubro de 2004
Vários
A tonga da mironga continua valendo. É, do kabuletê.
Desafio é descobrir a voz por trás do gemido. Ou do sussurro.
Coração de torcedor sofre, seja qual for o esporte.
Contra uma música que gruda na cabeça, outra música. Ei, maestro!
Tragam meus sais que eu já não sei o que faço aqui.
E o eclipse, hein?
às
13:44
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quarta-feira, 27 de outubro de 2004
A Tonga da Mironga do Kabuletê
Porque my dear é a tonga da mironga do kabuletê.
Eu caio de bossa
eu sou quem eu sou
eu saio da fossa
xingando em nagô
Você que ouve e não fala
você que olha e não vê
eu vou lhe dar uma pala
você vai ter que aprender
a tonga da mironga do kabuletê
a tonga da mironga do kabuletê
a tonga da mironga do kabuletê
Eu caio de bossa
eu sou quem eu sou
eu saio da fossa
xingando em nagô
Você que lê e não sabe
você que reza e não crê
você que entra e não cabe
você vai ter que viver
na tonga da mironga do kabuletê
na tonga da mironga do kabuletê
na tonga da mironga do kabuletê
Você que fuma e não traga
e que não paga pra ver
vou lhe rogar uma praga
eu vou é mandar você
pra tonga da mironga do kabuletê
pra tonga da mironga do kabuletê
pra tonga da mironga do kabuletê
às
13:54
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Mais músicas aleatórias
You make me feel so young
You make me feel like spring has sprung
Zé eu acho bom tu vê direito
Zé, a tua nega leva jeito Zé
é pra ninguém botá defeito
no fogo dessa mulher
Mas se você me quer eu te quero
Se não, não me desespero
Afinal eu respiro por meus próprios meios
Afinal eu vivo enquanto espero
Eu teria um desgosto profundo
Se faltasse o Flamengo no mundo
Quando eu canto que se cuide
Quem não for meu irmão
O meu canto, punhalada,
Não conhece o perdão
But in your dreams whatever they be
Dream a little dream of me
às
01:08
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terça-feira, 26 de outubro de 2004
Na cadência bonita do samba
sei que vou morrer não sei o dia
levarei saudades da Maria
sei que vou morrer não sei a hora
levarei saudades da Aurora
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13:41
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segunda-feira, 25 de outubro de 2004
Demografia
College Park e a sua distribuição de faixas etárias. É apenas natural que eu não encontre pessoas mais velhas do que eu por aqui...
Roubado do Universo Estapafúrdio, de um professor de teoria de cordas da Universidade de Chicago.
às
02:00
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domingo, 24 de outubro de 2004
Are we still talking about poker?
"You can't figure out too much. You have to go and say:
- Look, whatever this asshole has in his hands, what are the chances that I'll put my cards down and win?"
(Ryan, explaining why I don't have to worry about playing poker.)
Como muitas coisas na vida.
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21:28
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sexta-feira, 22 de outubro de 2004
Avre este abajour bijou
Avre este abajour bijou
Avre la tu ventana
Por ver tu cara morena
Al Dio dare mi alma
Por la tu puerta yo pasi
Yo la topi cerrada
La lavendura yo bezi
Como bezar tu cara,
Si tu de mi t'olvidaras
Tu hermazura peidras
Ningun nino t'endenara
En los mis brasos mueras.
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01:30
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quinta-feira, 21 de outubro de 2004
Bruxa, eu?
Ser a bruxa do chapéu pontudo às vezes sucks. Saber que há algo estranho no ar e não saber o que é, nem como consertar...
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20:45
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quarta-feira, 20 de outubro de 2004
linda, linda, linda
e inteligente, e sedutora, e artista
e agora em nova embalagem,
com tattoo de flor de lis
--------------------------
ah, não, de lótus,
que cabeça a minha,
aquela sempre limpa
e que espalha sua beleza
apesar de ter raízes
no pântano.
agora sim, né?
às
05:08
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terça-feira, 19 de outubro de 2004
Lealdade
Serei leal contigo
Quando eu cansar dos teus beijos te digo.
Se tem que ser assim...
às
14:38
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segunda-feira, 18 de outubro de 2004
As escolhas
Minha honorary roommate Fran esteve a semana inteira falando de escolhas. Primeiro ela me manda um texto dizendo que nós somos a soma de nossas escolhas. Depois ela diz no msn que escolha é uma ilusão.
E eu digo que só há duas escolhas. Você escolhe escolher ou escolhe ser escolhido.
às
18:13
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domingo, 17 de outubro de 2004
Armstrong de novo.
Lately I'm feeling very sad
My man's no good, that's very bad
But I've got to find another date
'Cause what my man does just doesn't compensate
I've got the same man but he's no good to me
He's just a day man, at night he's not for me
And when there's moonlight I want a man to squeeze
But when there's moonlight my man begins to freeze
(trecho de No Variety Blues)
às
23:58
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Não se admire se um dia...
é como ter um beija-flor de estimação
eles vêm, mas a gente não sabe quando
ou se é pela flor ou pelo jardim
o que eles cantam não se ouve
e só param no ar por um minuto
mas é tão lindo quando aparecem!
às
23:22
0
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sexta-feira, 15 de outubro de 2004
quarta-feira, 13 de outubro de 2004
terça-feira, 12 de outubro de 2004
Retrato chinês
Roubado lá da Tati e do Marcelo:
Adjetivo: incrível;
Alergia: picada de insetos, com histórico de choque anafilático por causa de UMA picada de formiga, e camarão, para meu desgosto;
Amigo: muitos, essencial;
Amuleto: um muiraquitã, que eu perdi por azar;
Ano: 2004;
Aperitivo: brie;
Área: pi vezes r ao quadrado!;
Arma: sorriso;
Barulho: de chuva;
Bebida: suco de laranja;
Bebida alcoólica: caipirinha;
Bordão: "juízo";
Brega: se fazer de chique sem ter talento;
Brincos: dois de cada lado, mas não sempre;
Calçado: o que couber;
Carne: de vez em quando;
Cheiro: de álcool;
Chocolate: meio-amargo;
Cigarro: mais de vez em quando do que carne;
Colégio: santa marcelina/sp, santa úrsula/rj, sion/rj;
Cômodo: meu quarto no rio;
Cor: azul e roxo;
Data: 18 de dezembro?;
Doce: pudim de claras, quindim;
Esporte: assistir a esportes;
Fantasia: este ano de Audrey Hepburn, é desse tipo de fantasia que estão falando, certo? ;) ;
Fetiche: é o amor pela parte e não pelo todo, e eu quero tudo - sem fetiches, portanto;
Flor: rosa amarela;
Fruta: mexerica;
Horário: não obedeço muito, não;
Instrumento: voz;
Irmão: Lavínia;
Junk Food: batata frita;
Língua: inglês e espanhol;
Livro: O amor nos tempos do cólera, é perfeito;
Loucura: procrastinação;
Lugar: Santa Fé;
Medo: da morte, minha e alheia;
Mobília: lendo o questionário da Tati lembrei que também adoro estantes;
Música: Fé cega, faca amolada;
Nome: o meu quer dizer guerreira famosa;
Número: 97;
Ódio: senti poucas vezes;
Paisagem: a que se vê de Ipanema;
Parte do corpo: bunda, acho;
Perfume: Organza;
Pergunta: "Tudo certinho?";
Pessoa: a minha mõe e meu pai;
Piercing: só nas orelhas;
Programa: sair para falar bobagem;
Queijo: minas;
Recheio: chocolate;
Religião: a da minha mãe;
Revista: Real Simple;
Roupa: jeans;
Ritmo: bossa nova;
Sentido: para frente;
Sentimento ultimamente?: ansiedade;
Série: Gilmore Girls;
Signo: faço minhas as palavras da Tati: Sagitário, o melhor do zodíaco! e dragão;
Substantivo: saudade;
Tara: mãos;
Tatuagem: nos outros;
Temperatura: 34 graus à sombra;
Time: Flamengo e Botafogo;
Verbo: amar;
Viagem: para casa;
Virtude: gostar de gente.
às
23:54
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Feliz Dia das Crianças!
Eu ganhei Pollyanna, em inglês, para reaprender o jogo do contente.
E um disco do Louis Armstrong, para ouvir Satchmo me chamar de Lazybones.
E você, o que ganhou?
às
21:53
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Lazybones
Porque até o Satchmo me conhece.
Lazybones, sleepin' in the sun....how you spect to get your day's work done?
You can't get your day's work done......sleepin' in the noon day sun
Lazybones, layin' in the shade....how you gonna get your cornmeal made?
You can't get no cornmeal made....sleepin' in that evening shade
When taters need sprayin', I bet you keep prayin'
The bugs'll fall off of the vine
And when you go fishin' I bet you keep wishin'
Them fish don't grab your line
Lazybones, loafin' all the day.....how you spect to make a dime that way?
You won't make no dime that way.....loafin' in the shade all day
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17:46
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segunda-feira, 11 de outubro de 2004
domingo, 10 de outubro de 2004
Futebol e football
- futebol, futebol?
- não, futebol football, aquele com os gorilas e o quibe.
- aaah, tá.
às
20:24
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Festa estranha II (Librafest)
Outra festa estranha com gente esquisita.
Dalai Lamas, damas renascentistas, bruxas e malabaristas reunidos num quintal infinito à luz de tochas. Um caminho no meio do quintal. De cada lado, grupos ao redor de bacias metálicas com fogo. No fim da trilha, uma cabana coberta de tecidos, a porta de pano transparente, penduricalhos vermelhos. E dentro, batuque. Pessoas dançando esquisitamente. Uma negra cantando blues sobre o Brazil. Garota de Ipanema em português, virando quase um rap. Mais batuque. Ora africano, ora oriental, ora flamenco. Muita bebida, alguma comida. Eu fantasiada de Suelly-minha-mõe. Vários elogios à minha vintage blouse. Vim para casa às cinco, agradecendo a oportunidade de ter observado tudo isso na mais pura caretice.
Relatos da LibraFest 2003 aqui e aqui.
PS: Arrá! Um relato da deste ano aqui. Quem escreve é o moço de ponto azul na testa. Eu conversei com ele e ele adivinhou de primeira que eu sou do Brasil, pelo sotaque.
às
19:45
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sábado, 9 de outubro de 2004
A gente tem que ser feliz.
Lição numero um até mil, indefinidamente.
Disse a Ninfa-Estrela.
às
02:23
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sexta-feira, 8 de outubro de 2004
Da lista de coisas para aprender
1) Abrir a boca para reclamar ANTES de estar completamente emputecida.
às
22:32
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Se lamenta.
Tá certo que gosto não se discute, mas o cara aqui que eu conheço e que tem mau gosto, ou pelo menos falta de um bom gosto sensato, virou a Geni da vez. Tadinho.
Mas é como se diz:
- tem pena? leva pra casa!
às
03:44
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quinta-feira, 7 de outubro de 2004
Meus cinco anos.
Cinco anos. Colégio de freiras em Perdizes. Amizades novas.
Marcia e Heloisa. Inseparáveis. Festa de aniversário? Juntas. E até hoje.
Mas também Renata e Michelle. Faziam festa no Micheluccio.
Pois adivinha quem eu achei no orkut? As outras duas doidas de quem sempre quis notícia.
E agora tem mais.
Luiza e Priscilla.
às
15:44
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Fortune cookie
What's vice today may be virtue tomorrow.
Juro. Foi isso que o biscoitinho disse.
às
11:44
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Charlotte
O nome dela é Charlotte Blake Alston. Ela conta histórias. Mas não de qualquer jeito: com mudanças de voz, com o corpo todo, com conhecimento do que fala. E você ri, chora, pensa na vida.
Ouvindo histórias africanas, poemas da época da escravidão e histórias mais que reais da luta pelos direitos civis nos anos 50 e 60, não há como não se emocionar. E o rap para Louis Armstrong? A gente só não ri demais da conta porque antes veio a história do filho dela com os tiggies. Os tiggies são o melhor de tudo.
Tudo isso para contar que: os mortos não serão esquecidos enquanto alguém disser seus nomes, e an angel is gonna change my name.
Fui pra perto dela e ali fiquei, ouvindo seu sorriso. Depois vim pra casa.
às
11:18
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quarta-feira, 6 de outubro de 2004
Viajar? Para viajar, basta existir.
Ou ter amigos que viajam. Ou conversar muito. Ou ouvir aquela música. Ou falar com a amiga de porre. Ou cair de sono.
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02:13
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segunda-feira, 4 de outubro de 2004
Realce! Realce! Quanto mais... melhor.
Não se impaciente
O que a gente sente, sente
Ainda que não se tente, afetará
O afeto é fogo
E o modo do fogo é quente
E de repente a gente queimará.
- Qu'est ce que c'est que je vais faire avec toi?
às
10:31
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sábado, 2 de outubro de 2004
quinta-feira, 30 de setembro de 2004
E foi lá, naquele lugar nunca dantes visitado por ela, onde descobriu que a água nem sempre é barro, que o mato nem sempre é urtiga.
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11:46
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quarta-feira, 29 de setembro de 2004
Rendi-me
ao profile do blog. A curiosidade matou o gato: quantos posts publiquei???
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14:47
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Dúvida?
Que dúvida o mané caramba!
Deixa estar para ver como é que fica.
Eu, hein? Mania de complicar.
Eu sou naturalmente descomplicada.
Agora me convence disso!
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01:00
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terça-feira, 28 de setembro de 2004
Logunedé
É de Logunedé a doçura
Filho de Oxum, Logunedé
Mimo de Oxum, Logunedé - edé, edé
Tanta ternura.
às
15:11
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segunda-feira, 27 de setembro de 2004
I know how you feel!
A vida é complicada.
Será que eu mereço?
Será que eu posso?
Será que vai dar?
Talvez já chegue.
Talvez mais. Mais? É.
O santo é desconfiado que só,
a esmola parece sempre muita.
E aquele tempo?
E aquele inverno?
Para quem se prometeu descanso
nem sempre o descanso vem.
A dúvida é:
não, peraí!
As dúvidas são:
infinitas.
Duvidar-se não é bonito,
nem se sente bem.
Quem procura acha cura, flor de jurubeba.
Quem procura acha na raiz de jurubeba.
Ela me escreve e diz:
eu não sei.
Sabe o que, amiga?
Eu sei como você se sente,
e eu também não sei de nada.
às
11:17
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Logunedé
É pra Logunedé a carícia
Filho de Oxum, Logunedé
Mimo de Oxum, Logunedé - edé, edé
É delícia
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11:09
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sábado, 25 de setembro de 2004
Weeeeee! ;)))
Looking forward for a response :P
password -- 65002
PS: Quem foi?????
às
20:51
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quarta-feira, 22 de setembro de 2004
Observation
If I don't drive around the park,
I'm pretty sure to make my mark.
If I'm in bed each night by ten,
I may get back my looks again,
If I abstain from fun and such,
I'll probably amount to much,
But I shall stay the way I am,
Because I do not give a damn.
Dorothy Parker
às
17:47
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terça-feira, 21 de setembro de 2004
segunda-feira, 20 de setembro de 2004
Experience
Some men break your heart in two,
Some men fawn and flatter,
Some men never look at you;
And that cleans up the matter.
Dorothy Parker
às
14:27
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domingo, 19 de setembro de 2004
Éca! ou I'm no Hello Kitty.
Pra ninguém achar que eu virei a Hello Kitty, aí vão as últimas notícias.
Eu conheci o submundo de College Park. Festa estranha, com gente esquisita.
É a primeira vez que vou a uma festa, vejo um menino com maquilagem no olho e penso "deve ter mais uns dois ou três por aí".
às
17:43
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sexta-feira, 17 de setembro de 2004
Eu já sei o que eu quero!
Eu quero um sorriso sincero
de gato satisfeito
com direito a olhos semi-cerrados e tudo.
Quero falar das heroínas,
a que tirava fotos e a de sempre,
contar histórias de adormecer menino
com guerreiras famosas.
Também quero boa música,
tranqüilidade,
e carregar um cheiro diferente na pele.
E agora sei, como não sabia antes:
não é pedir muito.
às
13:28
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quinta-feira, 16 de setembro de 2004
terça-feira, 14 de setembro de 2004
Float like a butterfly, sting like a bee.
Muhammad Ali
Foto minha tirada pelo Uiram.
às
02:04
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sábado, 11 de setembro de 2004
Gerei um texto, pergunte-me como.
Esta semana eu estava pensando em todas as palavras que eu não consigo falar por causa do meu acento, como squirrel, world e ruin e whirl e dizem que eu digo okay de um jeito muito peculiar.
E você? Tem blog, mensaginha de messenger ou senha de banco? Pense bem. Essa janela do messenger cabe muita letra!
Dusty Springfield cantando "the look of love".
Jamais me revelarei.
Uma vez, eu já amei uma mulher pela beleza dela.
Outra vez, eu amei uma beleza pela mulher.
Cansou a beleza?
cansei de dar o pé!
ô mulher bonita
eu a vi por aí no verão
com um vestido simples curto, bem verão, de alcinhas, e umas sandalinhas rasteiras, os óculos escuros na cabeça e aquela porção de cachinhos
parecia saída direto de um livro do jorge amado, perfeita, perfeita
(putz, eu sou muito gaaaaay)
Ta bom, voce me convenceu... voce é feia... Você e a Paloma Duarte, aquela mocréia.
Borogodó. Taludinho. Parece o Gianecchini.
(nada, só falei pra dar um tom dadaista ao dialogo)
(vale misturar samba das antigas com gilberto gil?)
Pô... você já misturou tudo ha muito tempo. Claro que vale.
Laura is the face in the misty lights
Footsteps that you hear down the hall
The laugh that floats on a summer night
That you can never quite recall
A idéia que eu estou fazendo de você? menina, fique tranquila... nao tem como ser pior nem melhor do que a idéia que você possa fazer de mim.
às
05:05
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sexta-feira, 10 de setembro de 2004
Eu
eu
quando olho nos olhos
sei quando uma pessoa
está por dentro
ou está por fora
quem está por fora
não segura
um olhar que demora
de dentro do meu centro
este poema me olha
paulo leminski
às
02:35
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quinta-feira, 9 de setembro de 2004
Velocidade
Eu: "Devagar e... sempre?"
Ele: "Divagar, sempre!"
Maffalda e TonhoZ, brincando com nicknames no msn.
às
17:37
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Calma, Betty, calma!
Aquele "acaba aqui" era só do poema dramático. Passaaaar, mesmo, não passou, mas vai. Obrigada. Beeeep!
às
13:53
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Untitled
Eu li Pessoa e pessoa me traduziu
eu li Whitman e Whitman sou eu,
Cecília sofreu de amores,
Manuel Bandeira e sua lagarta listrada.
Mas a dor é minha, só minha
e eu fico só bem quando ouço música
os poemas são métrica para o meu sofrimento
embora eu ria, eu ria,
os amigos estão lá
apoio e cruz,
e eu não sei mais viver sem ser esta confusão
que alaga e é deserto ao mesmo tempo.
Cercam-me objetos, palavras, televisões, notícias,
palavras cruzadas, homens, religião e roupas,
e em nada eu vejo o fim, em nada me vejo melhor.
O futuro que a Deus pertencia até ontem
chega e não me diz a que veio.
A cama, eterna companheira, para mim que não toco violão,
não me dá mais que dores e espasmos.
Correr, subir, pular, trepar, resposta nada.
As risadas no quarto ao lado me deixam feliz
por quem as dá, não por mim,
que eu não estou mais em situação de me alegrar
pelos outros.
Aliás, se outros há não os conheço,
não quero nada com eles.
A filosofia nunca foi minha amiga, agora a química,
sabe a química? me abandonou também.
Vejo homens, vejo mulheres, vejo gente e ninguém me toca
fisicamente ou otherwise.
Estou cansada, cansada de tudo,
já choro, choro por nada,
e escrever, palavras em vão,
escrever era meu último recurso.
Acaba aqui.
às
01:18
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quarta-feira, 8 de setembro de 2004
Olha eu de novo...
Querendo que limoeiro dê jaca.
Pelo menos os sonhos são bons.
às
15:57
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quinta-feira, 2 de setembro de 2004
A felicidade vai desabar sobre os homens
Menina, ela mete medo
Menina ela fecha a roda
Menina não tem saída
De cima, de banda ou de lado
Menina olhe pra frente
Menina, todo cuidado
Não queira dormir no ponto
Segure o jogo, atenção de manhã
às
23:39
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Rubem Braga disse...
Chegou o verão, e há o que sempre houve: casais que estremecem, confusões conjugais e extra, ansiedade esparsa, caju e abacaxi, viagens bruscas, suaves delíqüios, telefonemas esquisitos, noitadas vãs. Tudo isso é o verão, e o verão é a verdade do sol. Queimam-se as mulheres. Umas se fazem cor de cobre, outras se doiram, em outras repontam discretamente sardas ao longo do corpo, como estrelas ao crepúsculo. Reparem bem esta comparação: é obviamente ruim mas é tipicamente de verão, e o verão em si não é mau, nem bom, é a nossa profunda, verdadeira verdade.
às
15:13
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quarta-feira, 1 de setembro de 2004
Quem tem fama.
No msn, com TonhoZ:
Lembrei MUITO de você no livro que eu to lendo
A mulher, protagonista do livro, participou do seguinte diálogo:
Homem: "How do you know all that? How can you know about me that much?"
E ela respondeu: "I've googled you"
às
16:49
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Mais engraçado que minhoca fazendo striptease...
...foi minha conversa com minha mãe no telefone:
- Entrega pra Deus, mãe!
(Eu sabia que minha vez de dizer isso ia chegar!)
às
16:25
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terça-feira, 31 de agosto de 2004
Each of us inevitable;
Each of us limitless-each of us with his or her right upon the earth.
(Whitman)
às
15:38
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Bem, vejamos.
Ok, compreende-se que os nossos desejos não realizados doam. E doem.
A questão é: atirar pedras no que compreendemos como a fonte da dor
não alivia. Só expõe ainda mais a fragilidade.
Desejo não é promessa de reciprocidade. A brincadeira tem que ter
volta, senão vira espelho, cachorro correndo em volta do proprio rabo,
raiva porque o natal só acontece uma vez por ano, e papai noel nem
existe.
Sendo assim, com tudo às claras desde o início, é fato que as regras
não mudam no meio do jogo só porque a gente quer. E esbravejar não
adianta, porque o acordo é anterior ao protesto.
E tenho dito.
Estrelinha mais uma vez acertando em cheio.
às
03:50
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segunda-feira, 30 de agosto de 2004
sábado, 28 de agosto de 2004
Poema em cinco tempos
Naquele tempo
não se dizia isso,
não se pensava assim,
não se fazia assado.
Eu,
que já não dou a mínima
pra certas máximas,
asseguro que meu tempo
é esse,
que chega junto comigo.
O tempo que agora tenho
é simplesmente melhor
que todos os tempos bons,
desses bons tempos que tive.
Maria Augusta de Medeiros
às
02:52
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quarta-feira, 25 de agosto de 2004
5
alegrias faces amigos
pés terrores destino
mãos siléncio olhos
amor riso morte
(sonhos esperanças desesperos)
Uma vez
aconteceu
em nenhum outro lugar
imagine
Agora
rapidamente esta
(uma
floresta lentamente
Assassinou a Casa)
cova se engole a si
mesma
enquanto ninguém
(e estrelas lua
sol se põem erguem vêm
vão chuva neve)
se lembra
De 95 Poems (1958)
(ee cummings traduzido por Haroldo de Campos)
às
22:25
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Liberté
Sur mes cahiers d'écolier
Sur mon pupître et les arbres
Sur le sable sur la neige
J'écris ton nom
Sur toutes les pages lues
Sur toutes les pages blanches
Pierre sang papier ou cendre
J'écris ton nom
Sur les images dorées
Sur les armes des guerriers
Sur la couronne des rois
J'écris ton nom
Sur la jungle et le désert
Sur les nids sur les genêts
Sur l'écho de mon enfance
J'écris ton nom.
Sur les merveilles des nuits
Sur le pain blanc des journées
Sur les saisons fiancées
J'écris ton nom.
Sur tous mes chiffons d'azur
Sur l'étang soleil moisi
Sur le lac lune vivante
J'écris ton nom
Sur les champs sur l'horizon
Sur les ailes des oiseaux
Et sur le moulin des ombres
J'écris ton nom
Sur chaque bouffée d'aurore
Sur la mer sur les bateaux
Sur la montagne démente
J'écris ton nom
Sur la mousse des nuages
Sur les sueurs de l'orage
Sur la pluie épaisse et fade
J'écris ton nom
Sur les formes scintillantes
Sur les cloches des couleurs
Sur la vérité physique
J'écris ton nom
Sur les sentiers éveillés
Sur les routes déployées
Sur les places qui débordent
J'écris ton nom
Sur la lampe qui s'allume
Sur la lampe qui s'éteint
Sur mes maisons réunies
J'écris ton nom
Sur le fruit coupé en deux
Du miroir et de ma chambre
Sur mon lit coquille vide
J'écris ton nom
Sur mon chien gourmand et tendre
Sur ses oreilles dressées
Sur sa patte maladroite
J'écris ton nom
Sur le tremplin de ma porte
Sur les objets familiers
Sur le flot du feu béni
J'écris ton nom
Sur toute chair accordée
Sur le front de mes amis
Sur chaque main qui se tend
J'écris ton nom
Sur la vitre des surprises
Sur les lèvres attentives
Bien au-dessus du silence
J'écris ton nom
Sur mes refuges détruits
Sur mes phares écroulés
Sur les murs de mon ennui
J'écris ton nom
Sur l'absence sans désirs
Sur la solitude nue
Sur les marches de la mort
J'écris ton nom
Sur la santé revenue
Sur le risque disparu
Sur l'espoir sans souvenirs
J'écris ton nom
Et par le pouvoir d'un mot
Je recommence ma vie
Je suis né pour te connaître
Pour te nommer
Liberté.
Paul Éluard
às
22:11
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terça-feira, 24 de agosto de 2004
segunda-feira, 23 de agosto de 2004
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu,
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu.
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar,
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá.
Roda mundo, roda-gigante,
Roda moinho, roda pião.
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração.
às
17:48
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segunda-feira, 16 de agosto de 2004
De cá também há festa.
Ontem (dia 15) foi aniversário da Juju, a leonina que já chegou rugindo, e nós curtimos muito com o auxílio luxuoso da Fran, a gaúcha fotogênica do sotaque lindo.
N'é por nada não mas eu tô pra lá de bem acompanhada por cromossomos x em profusão.
Agora vou dormir porque isso já está parecendo um post bêbado de sono.
às
02:26
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A minha Beatriz
E se eu pudesse entrar na sua vida?
Acontece que eu posso!
Viva a internet, viva a amiga ruiva fotógrafa, viva a amizade anti-geográfica.
às
02:24
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sábado, 14 de agosto de 2004
quinta-feira, 12 de agosto de 2004
Tá gritando aqui no peito uma angústia por fatos que não se dão. A fantasia é linda, mas tira da vida, do momento. Chega de só sonhar com anjos. Os demônios é que fazem a festa e se divertem.
(Sushma, no livro da Tribo, 2000)
às
16:37
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sexta-feira, 6 de agosto de 2004
"ela não faz literatura. clarice lispector é bruxaria." - otto lara resende, como citado por marcelo.
Há tempos, neste mesmo blog:
1947 Berna - Suiça "Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro...há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu...Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma". Clarice. A Lispector. Os grifos são meus, mas mudaram de um ano e tanto para cá.
às
12:31
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Direto do meu inconsciente,
porque de borocoxô a dark é muita diferença e eu não estou nem lá nem cá.
The time has come...
the time has come
to break all my promises
tear apart all chains
and cast away all advice
disassemble the heavens
link by link
and break at once
all lovers' ties
with the sword of death
put cotton inside
both my ears
and close them to
all words of wisdom
crash the door and
enter the chamber
where all sweet
things are hidden
how long can i
beg and bargain
for the things of this world
while love is waiting
how long before
i can rise beyond
how i am and
what i am
às
02:32
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quinta-feira, 5 de agosto de 2004
terça-feira, 3 de agosto de 2004
às
14:38
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