O que os homens pensam?
"As a culture, we've made profound mistakes in the last few decades by assuming that men were unnecessary. Many people have even gone so far as to negate or dismiss what is at the core of a man"
segunda-feira, 6 de outubro de 2003
Sabia, também, que o primeiro passo que desse colocaria em movimento sua máquina de viver e ele teria, mesmo como um autômato, de sair, andar, fazer coisas, distanciar-se dela cada vez mais, cada vez mais.
O que a gente faz quando uma pessoa mais que conhecida, amiga mesmo, está passando por um redemoinho emocional, tomando um caixote da vida? Eu choro, na falta de coisa mais útil a fazer.
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16:07
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sábado, 4 de outubro de 2003
sexta-feira, 3 de outubro de 2003
Como irritar seu marido (de brincadeirinha):
Diga uma besteira absurda com um ar muito sério, de quem acredita mesmo naquilo. Por exemplo, que quando você dá descarga no avião tudo é ejetado pra fora. Ele vai ficar apavorado de você acreditar naquilo e tentar lhe demover da idéia (por exemplo dizendo que dejetos congelados podem se transformar em perigosos projéteis). Continue até não conseguir segurar o riso.
Como irritar seu marido (a sério):
Faça isso no meio de uma discussão, dizendo alguma coisa do tipo "sim, eu acho que você deveria beijar o chão que eu piso porque eu sou muito boa pra você e minha comida é ótima." Se ele perceber que você está brincando pode ser que ele ria e a discussão seja esquecida no meio. Se ele acreditar, prepare-se para uma fuga rápida.
(Não tente isso com esposas porque elas não vão tentar te convencer de nada, vão só achar que você é muito bobo, e provavelmente não vão ter espírito esportivo no segundo caso.)
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14:56
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Tomei 2 copos de café, dos grandes, americanos. Uns 500-600ml, ao todo. Tô quicando!
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14:55
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Assistam ao filme da mocinha que minha mãe achou parecida comigo! Eu recomendo!!!
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12:13
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É, mas melhor que o Gastón, que os hispanofalantes daqui acham que é brasileiro e quando vai à Argentina os balconistas das lojas perguntam: onde você aprendeu castelhano?? Fala tão direitinho...
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12:01
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Um turco perguntou se eu era belga ou francesa.
Um indiano perguntou se eu era turca.
Diferentes americanos perguntaram se eu era alemã, russa, iraniana.
Um israelense perguntou se eu era israelense.
Um americano filho de brasileira disse ah, é, você fala mesmo igual à minha mãe.
Só um iraniano - apaixonado por futebol - adivinhou de cara que eu sou brasileira.
às
11:56
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quinta-feira, 2 de outubro de 2003
Mudei o nome de duas imagens que estavam trazendo muitos googleiros para cá. Uma delas porque tem copyright, é uma foto de autoria da maravilhosa Loris Machado. Não é justo que ela seja vista assim, à toa, numa busca qualquer, por vai saber quem. A outra imagem trazia incontáveis pessoas de língua espanhola, mas cansei da atenção. Não quero ser só mais onze rostinhos bonitos...
às
18:07
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Falando em No Mínimo. Vai parecer bobo, vai parecer que eu estou carregando bandeirinha (pra variar), mas é raro ver um artigo relacionado à Argentina que não faz nenhum, nem unzinho, comentário pejorativo sobre os nossos vizinhos. Carla Rodrigues de parabéns. (Meg não erra, né não, Megzinha?) Agora eu quero ver os filmes!!!
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16:31
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Poucos países no mundo têm uma história de braços abertos para imigrantes quanto os Estados Unidos. Estrangeiros construíram o país durante todo o século 20, com seus talentos artísticos e científicos, com sua riqueza e vastidão cultural. Mas, tolerante por um lado, sempre olhou também com desconfiança o que veio de fora, sempre o separou. Depois de duas, três gerações, continuam ítalo-americanos, irlandeses-americanos, afro-americanos, hispânicos. Quem não é Wasp, descendente direto dos ingleses puritanos, continua estrangeiro por mais de século.
Exato, exato. Pedro Dória, claro, no artigo sobre Elia Kazan.
Ele recentemente assumiu (ou eu por ele, dá na mesma neste mundo virtual) a paternidade do meu blog, junto com Cris Dias. Pois é, meu blog tem dois pais! Esse mundo muderno...
(O que eu não faço pra me encaixar na vasta genealogia de Chico Dória... tsc...)
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16:21
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quarta-feira, 1 de outubro de 2003
terça-feira, 30 de setembro de 2003
Fui ali, volto já. Tenho que contar da moça da Nasa, do texto sobre a novela, daquela frase perfeita do Pedro Dória, de um daqueles poemetos do Eduardo Galeano, das novas adições ao caderno amarelo, e postar uma foto do meu livro que eu encapei com todo o carinho. Em breve.
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22:42
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quinta-feira, 25 de setembro de 2003
Tendo a lua (Herbert Vianna)
Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias, gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim
O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu
E lendo os teus bilhetes eu penso no que fiz
Querendo ver o mais distante sem saber voar
Desprezando as asas que você me deu
Tendo a Lua aquela gravidade
Aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares
Mas de bailarinos e de você e eu
Eu hoje joguei tanta coisa fora
E lendo os teus bilhetes eu penso no que eu fiz
Cartas e fotografias, gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim
Tendo a Lua...
às
22:21
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Rest, sweet nymphs
1. Rest, sweet nymphs, let golden sleep
Charm your starbrighter eyes,
Whiles my lute the watch doth keep
With pleasing sympathies.
|: Lulla lullaby, lullaby!
Sleep sweetly, Sleep sweetly,
Let nothing affright ye;
In calm contentments lie. :|
2. Thus, dear damsels, I do give
Good night, and so am gone.
With your hearts' desires long live,
Still joy and never moan.
|: Lulla lullaby, lullaby!
Hath pleased you And eased you
and slumber sweet seized you.
And now to bed I hie. :|
(Música que não sai da cabeça, que Malu me ensinou faz muito muito tempo.)
às
22:11
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segunda-feira, 22 de setembro de 2003
domingo, 21 de setembro de 2003
Voltoooooou! A luz voltoooooou! 1 da tarde...
Agora é criar coragem e abrir a geladeira. Tem coisas crescendo lá que eu nunca vi na vida!!!
(Acho que falei demais... Tá 'cendeno, 'pagano, 'cendeno, 'pagano...)
às
13:13
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sábado, 20 de setembro de 2003
Update da Pepco:
As of 2:30 p.m. today the following outages are reported on the Pepco system:
District of Columbia: 87,000
Montgomery County 155,000
Prince George's County 128,000
Estão dizendo que praticamente todos os usuários terão sua eletricidade restaurada antes de sexta-feira. Como assim???
às
18:06
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Mais Janaína Figueiredo:
HOSPEDAGEM
Um hotel pop
Em Buenos Aires, existem dezenas de hotéis, mas nem todos são iguais. Fora do circuito de hotéis do centro da cidade, e da refinada Recoleta, existem algumas alternativas mais modernas, destinadas a turistas que preferem um estilo mais informal. O hotel Boquitas Pintadas, localizado no charmoso bairro de San Telmo, é um claro exemplo desta nova tendência. Foi inaugurado em fevereiro de 2000 por dois alemães, Heike Thelen e Gerd Tepass, que se apaixonaram pela capital argentina. O lugar é definido por seus donos como um hotel pop. "Buscamos misturar princípios estilísticos e estéticos muito definidos. A arte do conforto com a dinâmica dos excessos", contaram Heike e Gerd. O Boquitas Pintadas é muito mais do que um simples hotel fashion. Na mesma casa (uma espécie de casarão, similar aos que podem ser vistos em Santa Teresa) funciona uma galeria de arte, um bar e um restaurante. Nos fundos do hotel, um jardim com piscina, inspirado nas belas praias do Havaí. O nome do hotel é uma homenagem à principal obra do escritor argentino Manuel Puig, primeira novela latino-americana que Heike e Gerd leram. O preço da diária varia entre 135 pesos (quarto de casal) e 280 pesos (suíte de luxo). Detalhe: nada de acordar cedo para tomar café da manhã. No Boquitas Pintadas, o café pode ser servido a qualquer hora, já que os hóspedes, dizem os donos, devem ter a liberdade de dormir até a hora que consideram necessária. Endereço: Estados Unidos 1.393. Reservas: 4381-6064. <www.boquitas-pintadas.com.ar>.
TEATRO
Festival reúne grandes companhias
Esta semana começou o Festival Internacional de Buenos Aires, um mega evento que contará com a participação de companhias teatrais de vários países, inclusive do Brasil. Serão apresentados 15 espetáculos internacionais, com destaque para “Oh, les beaux jours” (Os dias felizes), de Samuel Beckett, “Ni sombra de lo que fuimos”, do grupo espanhol La Zaranda, e obras da prestigiada Berliner Ensemble, companhia alemã fundada por Bertolt Brecht e Helene Weigel, que apresentará “Artaud erinnert sich an Hitler und das Romanische Café” (Artaud lembra Hitler e o Romanische Café). O Brasil será representado, entre outros, pelo espetáculo “O homem dos crocodilos”, ópera de Arrigo Barnabé. Os ingressos, que custam entre 8 e 18 pesos, serão vendidos em diferentes sedes do Complexo Teatral de Buenos Aires: Corriendes 1.530, Córdoba 6.056, Pedro de Mendoza 1.821 e Avenida. Sarmiento 2.715.
CONFEITARIA
Um lugar com muita história
Na esquina das ruas Rivadavia e Medrano, no bairro de Almagro, está localizada a confeitaria Las Violetas, uma das mais antigas e tradicionais de Buenos Aires. Fundada na primavera de 1884, a confeitaria sempre foi um ponto de encontro escolhido por artistas, políticos e intelectuais. Por lá passaram figuras como Carlos Gardel, a poetisa Alfonsina Storni e o escritor e jornalista Roberto Arlt. Um pedaço de História argentina.
RESTAURANTE
Esta é a casa da moda
Todos os anos surge algum restaurante novo em Buenos Aires, que passa a ser o favorito de portenhos e turistas, durante algum tempo. Nos últimos meses, o mais freqüentado foi o restaurante Sucre, localizado no bairro de Belgrano. O lugar é muito agradável. Decoração de extremo bom gosto e excelente atendimento. Um jantar custa, em média, 30 pesos por pessoa. Endereço: Sucre 676. Telefone para reservas (fundamental): 4782-9082.
COMPRAS: A marca de sapatos Ricky Sarkany é o mais novo xodó das argentinas. Modelos únicos, exclusivos e, principalmente, muito fashions. Além das celebridades locais, figuras como Naomi Campbell, Claudia Schiffer, Salma Hayek e a brasileira Sônia Braga já adotaram a grife argentina. A Ricky Sarkany está nos principais shoppings de Buenos Aires (Patio Bullrich e Paseo Alcorta), mas o ideal é dar um pulo no outlet (calle Cramer 3.664, bairro de Saavedra).
às
14:31
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Escrever rápido antes que Dory esqueça:
Morar fora do seu país é ótimo para aprender uma outra língua, mas também é um aprendizado de silêncio. De entender quando você não vai ser entendido, quando o lugar, a pessoa, o momento são errados. De saber que aquela frase tão esperta que você ensaiou tanto na sua cabeça vai ser seguida de um "excuse me?" ou "now, what's that?" e um clima arruinado. De sacar que a história, ou pior ainda, o ditado de que você gosta tanto vai perder muito ou tudo na tradução.
A gente viaja tão longe, pra aprender a ser mineiro...
às
03:13
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Se alguém tentou me ligar, não conseguiu. Fui a uma festa da universidade chamada All Niter (vi Nemo de novo, de grátis!) e a secretária eletrônica não atende porque a luz não voltou ainda...
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02:54
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sexta-feira, 19 de setembro de 2003
A estátua do Jim Henson no campus vai ser instalada dia 24. Ele é o ex-aluno mais ilustre da Universidade de Maryland.
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18:50
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Aquela conchinha tão linda que eu - aos quatro anos - catei na praia não acordou na minha mão. Teve minha mãe que explicar que sonho é assim!
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18:44
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Há um tempo todo mundo linkou um tal site que dava o resumo dos filmes em uma, no máximo duas frases. Tem umas discussões na vida da gente que tinham que ser assim. Situações que se prolongam por dias, semanas, meses, e poderiam ser resumidas em diálogos mínimos.
- Eu preciso da sua ajuda.
- Mas você está me prejudicando.
- Deixa de ser egoísta. Eu preciso da sua ajuda.
- Mas você está se prejudicando.
- A minha vida é uma droga. Você não me entende. Deixa pra lá. Eu não preciso mesmo de você.
às
18:41
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Pepco Damage Assessment Shows Unprecedented Devastation;
Restoration Time Is Estimated as at least a Week
Sept. 19, 4:00 p.m. Update
Pepco is in the process of conducting a full-scale damage assessment throughout its service territory using personnel patrolling feeder lines on foot, in vehicles and in helicopters, and local government reports. The initial survey indicates that a massive effort in each portion of the service area – the largest ever undertaken by Pepco -- is required to restore service to the more than 500,000 customers who lost power in the wind and rain brought by Hurricane Isabel.
As of 1 P.M. today about 531,000 Pepco customers were without power, well more than 2/3 of Pepco’s customer base of 720,000 and by far the highest number to lose power in Pepco’s history.
Preliminarily we had reports of the following damage: more than 1,000 wires down; 380 feeder lines locked out; five substations down; and more than 3,000 transformers out. These numbers will probably increase, possibly substantially. Due to the extensive and unprecedented damage, it could be a week or more before everyone’s service is restored. The damage in our area is consistent with reports from other utilities in the mid-Atlantic region where more than 7 million people are without power in areas of North Carolina, Virginia, the District and Maryland.
As of 4:00 p.m., the following outages are reported on the Pepco system:
District of Columbia: 105,000
Montgomery County: 227,000
Prince George's County: 165,000
Total: 497,000 customers
Crews began work at 2 a.m. and Pepco now has more than 700 crews in rotating 12-hour shifts. Pepco personnel are conducting a damage assessment to determine how long the restoration process will take. We expect this information will be available later today
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18:07
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Pra você que está do outro lado do mundo andando de cabeça pra baixo:
o servidor wam não estava funcionando ontem e eu achei que você não estava lendo seus emails,
além disso liguei pro seu hotel e disseram que você tinha ido embora!
Bocoió!
Tô sem luz e sem água quente, te vejo no aeroporto (fedidinha e com um pé de cada sapato)!
às
15:37
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quinta-feira, 18 de setembro de 2003
quarta-feira, 17 de setembro de 2003
Sim, Anna, tem um furacão chegando...
Esse furacão é o mesmo que esteve nas Bahamas há pouco tempo, e seu olho vai bater na costa de North Carolina amanhã ao redor do meio-dia. Hoje já está começando a tempestade (a "borda" do furacão). Aqui em Washington DC e Maryland a tempestade está prevista para começar na quinta à tarde ou à noite, não sei direito. Lá na costa as pessoas estão comprando madeira pra vedar as janelas e a porta da garagem - uma vez que o vento entra, arranca tudo. Aqui parece que vai chover canivete, e meu orientador já disse pra todo mundo fazer backup dos arquivos de dados dos experimentos e colocar os cadernos de laboratório nas gavetas.
You should also make sure that all of your data are kept safe. Lab
notebooks, graphs, diskettes, papers, etc. should all be kept in drawers or
cabinets. Data on computer should be backed up. Your data are very
important to you and result from months (years), many many years ([fulana]?) of
work and would be very difficult to replace. Be aware that windows could
break, rooms could flood, and how this would impact you and your work if
this should happen. (We saw this happen when the tornado hit at USDA 2
years ago. Lab windows were broken and some papers and books that were
sitting on bench tops were never found.)
Eu tenho lanternas em casa, só não tenho rádio a pilha. Qualquer coisa me escondo no banheiro!
às
18:28
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terça-feira, 16 de setembro de 2003
O Benigni se safou com Buon giorno principesa! porque todo mundo sabia que o filme acabava em tragédia, sim ou sim.
O Léo Jaime veio com essa de Alô mocinha! e era até simpático, o cara escrevia mesmo na Capricho e as leitoras eram, afinal de contas, mocinhas.
Joey e seu inacreditável how you doin'? sobrevivem na série de tv, com claques ao fundo.
Mas cuidado! Se você está paquerando alguém, mesmo, veja bem, mesmo que ela tenha gostado muuuuuuuuito da primeira vez que você a chamou de mocinha, de princesa, de gatinha, de doce de coco, de Narizinho: não tente fazer uma marca registrada. Dá certo em filme de segunda guerra, dá certo pro roqueiro na Capricho, mas você, meu caro, você não banca. Vai virar o chato de galochas que diz sempre a mesma coisa. E se escrever, então, vai virar motivo de chacota. Vai embrulhar o estômago da Narizinho. Se toque, meu amigo! Um pouco de criatividade...
[Pronto. Exorcizei. Não reclamo mais.]
às
01:54
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Cena número 1: duas pessoas numa mesma sala de aula, cumprimentando-se ocasionalmente à entrada ou saída. (Montagem de cenas para sugerir passagem de tempo igual a um semestre (outono) ou 4 meses aproximadamente.)
Cena número 2: Primavera. O rapaz usa uma camiseta com uma bandeira, a moça passa e diz: bonita camisa. Ele diz eu estive lá, e ela pergunta em que bairro, o que ele fez, etc. Ele responde, e diz que tem fotos.
Cena número 3: O próximo outono. Eles se vêem no corredor, dizem oi.
Cena número 4: Eles se encontram na saída de uma aula, ela diz que ainda quer ver as fotos (erro), dá o email (erro total). Ela acha que usar aliança é o suficiente para as pessoas não serem maliciosas. Tolinha.
Email número 1: Ei! É o Fulano. Achei minhas fotos do Rio se você quiser passar por aqui e vê-las esta noite. (um número de telefone)
Passagem de tempo: Uma semana, ela rindo e impressionada como ninguém mais olha a aliança estes dias, pô! Uma amiga diz que isso que dá casar jovem. Pensando como escrever um email e dizer sutilmente pro cara se tocar que não rola.
Email número 2: (7 dias depois) Ei! Eu tentei mandar um email [aqui um fragmento de palavra sintaticamente incompreensível, o que indica que ele editou o email. Oh, não!] semana passada e eu acho que anotei seu email errado. De qualquer maneira, eu achei minhas fotos do Rio se você quiser passar aqui e vê-las. Me liga (número de telefone). Fulano.
Cena número 5: Ela agarrando a deixa no ar e escrevendo rápido de volta.
Email número 3: (dela pra ele) Oi, Fulano, desculpe! Eu recebi seu email mas a semana passada foi louca porque meu marido estava para viajar. Você não pode trazer as fotos para a gente ver elas no campus? Até mais! Beltrana. [note o recurso esperto: "a gente" pode ser "eu e você" ou "meu maravilhoso marido, eu e você"]
Aguardem cenas do próximo capítulo. Se houver. Deve até ter feito tóim esse fora na testa dele, mas isso é pra aprender o que as mulheres já sabem há séculos: pé atrás com qualquer coisa que se pareça com uma aliança.
às
01:10
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Até mais ou menos os 20 anos, eu pensava que quando eu tivesse uma filha iria dar o nome de Isabel. Um amigo meu, aquele do blog-se ferozmente, me disse: Ih, Helô, faz isso não! Quando perguntei o motivo, ele explicou logo: Nunca reparou que Isabel sempre tem mau gênio? Pelo sim, pelo não, melhor evitar, né? O nome, digo...
Pois é, agora tem um furacão vindo na nossa direção. O nome? Esse mesmo: Isabel.
às
00:44
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Sábado ficamos o dia inteiro enrolando para arrumar as malas do Gastón. Ele ia sair na madrugada de domingo, às 3:40, pra pegar o avião das 7. Claro que depois de tanta preguiça, a luz acabou (de novo) e o telefone pifou (de novo) e nós acabamos arrumando tudo com lanternas, no escuro. Fui uma boa espoUsa e acordei às 3 da manhã!
Agora quero saber como ele está...
Meu pai perguntou se ele tinha treinado.
- Pra quê, pai?
- Pra andar de cabeça pra baixo lá!
às
00:33
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segunda-feira, 15 de setembro de 2003
Testudo é o nome do mascote da universidade. Tem um teste pra ver quem vai ser o mascote nos jogos, vestir a fantasia de tartaruga. Muito engraçado:
"When you say you can't go to the game, and your friends are like, 'Why?' You'd be like 'Um, I have to wash my pants,' or something," Markowitz said. "It's like being superman."
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16:45
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sexta-feira, 12 de setembro de 2003
Caminhando e cantando...
Link tirado lá do Hiro. Engraçado ver a mocinha balançando os quadris, os ombros que se tensionam de preocupação, o caminhar duro do homem apressado. Simpático.
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01:02
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Para você, que diz que mata um leão por dia, mas é a própria leoa dramática...
Pérola Negra
(Luiz Melodia)
Tente passar pelo que estou passando
Tente apagar este teu novo engano
Tente me amar pois estou te amando
Baby te amo nem sei se te amo
Tente usar a roupa que estou usando
Tente esquecer em que ano estamos
Arranje algum sangue escreva num pano
Pérola negra te amo, te amo
Rasgue a camisa enxugue meu pranto
Como prova de amor mostre teu novo canto
Escreva no quadro em palavras gigantes
Pérola negra te amo, te amo
Tente aprender tudo mais sobre o sexo
Peça meu livro querendo te empresto
Se inteire da coisa sem haver engano
Baby te amo, nem sei se te amo
Pérola negra te amo, te amo
Meu amor...
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00:54
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quarta-feira, 10 de setembro de 2003
Memória do nariz
Ele me disse: "se o seu nariz cair você deixa de existir". Eu pensei que me estava chamando de nariguda, mas não: era referência a um comentário meu. Troquei de hidratante para o rosto, agora fui usar o velho e desacostumei com o cheiro, cada vez que o sinto me lembro do inverno, quando eu o usava direto. Já tinha dito coisas parecidas, sobre o cheiro dos biscoitos de gengibre, por exemplo.
Ele acha que só eu que sou assim, e garanto que não: todo mundo, menos ele.
E vocês?
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12:04
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segunda-feira, 8 de setembro de 2003
Mais um diálogo romântico.
No carro.
Ele diz a ela, ao ver mocinhas correndo pelas calçadas exercitando-se neste final de verão:
- Quando você vai começar a correr?
- Quando alguém me perseguir.
- E se eu te perseguir?
- Aí eu não corro.
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18:20
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sexta-feira, 5 de setembro de 2003
Dinossauros, uni-vos!
Recebi este testezinho de uma amiga da Unicamp. Sendo uma bixete 95 e tendo estudado lá até o fim de 2001, fiz 20 pontos. Alguém pode me explicar agora por favor o que é Smurfão??
DINO IDENTIFICATOR TABAJARA
Este teste foi desenvolvido para que qualquer um descubra se é ou não um dinossauro no seio da Universidade Estadual de Campinas. Cada situação vivenciada vale um ponto; anote o total de pontos para que no no final você descubra o seu nível de dinossauriedade.
1) Não haviam alambrados ao redor da Unicamp
2) Você bandejava no Restaurante I, ao lado da Reitoria
3) Você tomava café da manhã no CABS Grill
4) O CABS Grill existia
5) O PB não existia quando você entrou na Unicamp
6) Não havia malex na BC; tinha um funcionário (Belê - in memoriam) que guardava as mochilas e dava uma senha para retirá-las depois
7) A matrícula semestral não era feita pela internet.
8) A cerveja Cintra custava R$ 1,00 no Bar do Frango
9) Você bebia no Bar do Frango
10) A passagem de ônibus em Campinas custava R$ 1,00 e você comprava o vale-transporte com 10 unidades por R$ 8,50
11) Não existia o Pão de Acúcar de Barão Geraldo
12) O atual Campinas Hall se chamava Lampião, que se chamava Cabral que se chamava Pachá
13) A Ponte Preta estava na segunda divisão
14) A Unicamp não disputava a Engenharíadas, simplesmente porque ela não existia
15) Você sabe o que é pré-requisito parcial
16) Não existiam a Arquitetura e a Mecatrônica
17) Não existia o Smurfão da Civil
18) Existiam 2 papelarias no Ciclo Básico
19) Existia uma farmácia na BC (e uma "videolocadora" também)
20) Vendia-se Malt-90 no Bar da Química
21) Você correu a Maratoma entre 4 e 7 vezes
22) Uma das melhores baladas da Unicamp era a Novalgina
23) As ruas de Barão Geraldo eram numeradas, não tinham nome de gente
24) A matrícula dos bixos era no ginásio
25) O Camões era o cachorro mais famoso da Unicamp
Resultados
0 - 5 pontos: você não passa de um reles bixo
6 - 10 pontos: você já trocou de república 3 vezes
11 - 15 pontos: a molecada já te chama de tio(a)
16 - 20 pontos: o seu filho vai prestar o vestibular da Unicamp
21 - 25 pontos: O Zeferino Vaz tomava cerveja com você no Bar da Coxinha
às
22:03
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Feliz Aniversário,
Mõe!!!
Essa moça aí é a minha Mõe, que tá fazendo uma idade redondinha que nem parece!!!
Daqui a pouco ela vem me visitar, êba!
às
15:56
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quinta-feira, 4 de setembro de 2003
quarta-feira, 3 de setembro de 2003
às
14:53
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terça-feira, 2 de setembro de 2003
Matemática.
4 temporadas de Sex and the City. 12 episódios na primeira, 3 x 18 nas outras, total: 66 episódios.
Cada episódio, 22 minutos. Mas na tv a cabo passa com propagandas, fazendo um total de 30 minutos.
Isso quer dizer que são 8 minutos de propaganda por episódio, totalizando 66 x 8 minutos de propaganda, que são 66 x 8 / 60 = 8.8 horas de propaganda. Que nós não vimos porque assistimos tudo em DVD. Vale a pena ou não vale?
às
16:58
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segunda-feira, 1 de setembro de 2003
Promessa de email.
Blog-se ferozmente e aguarde que neste fim-de-semana vai. Mas vai demorar umas 2 horas escrevendo, e parar no meio desta roda-viva aqui em horário de expediente e dias normais é impossível...
O email veio (olha a rima! estou poética!) e parecia mais de três horas.
Kevin Arnold e Winnie Cooper continuaram amigos depois da série? Espero que sim.
Blog-se ferozmente...
às
18:10
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Alguns colegas de Campinas, da Física, tinham um projeto muito bacana. Não de pós-graduação: de vida. Um grupo de amigos, dez, quinze pessoas, se juntou para comprar um terreno em uma cidade próxima. A idéia era construir algumas casas, morarem todos pertinho, uns criando os filhos dos outros, uma horta, uma comunidade. Claaaro, tem gente que diz que são loucos, que isso é sonho. Mas dos sonhos pra viver, achei um dos melhores. Tem tudo pra dar errado, mas se der certo, ao menos por um tempo...
Quando vim embora, eles já tinham limpado o terreno, construído uma cabana para guardar o material de construção, projetado o lugar de cada coisa.
Eu sonho de cá minha vila, com comadres e compadres em todos os lados, e alguns quartos de hóspedes. A minha não existirá, mas torço pela deles. Como andará?
às
18:07
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quinta-feira, 28 de agosto de 2003
Meus amigos são qualquer coisa...
Vários tocam em banda, um faz intervenções urbanas que viram curta-metragens, outra dá aulas de francês em Nova Iorque, outra trabalha em exposições amplamente noticiadas, outra tem histórias loucas de postos de saúde, outra participa de competições de judô, outro atravessa os States de carro pra ir pra Berkeley. Eles também se desdobram: fazem websites, dão uma de babá, têm blogs, trabalham como jornalista pra cursar psicologia, são voluntários em museus, dão aula de informática, mergulham, namoram, fazem ginástica, vendem coisas, casam-se, mudam-se, fazem performance, têm filhos, viajam, compram toneladas de cds.
Não necessariamente nessa ordem.
Minha cabeça tá ficando pouca pra tanta novidade.
às
17:52
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Brooklyn
A garota durona aqui esteve no Brooklyn. Conferência. Só 45 pessoas, a organização foi um desastre. Não, deixa eu começar do começo.
Viagem de Amtrak, uma moça linda do meu lado, vestida toda tipo feira hippie-BH. Eu pensando: essa aí é da Califórnia. De onde você é? Ela: de muito, muito longe, da América do Sul! Era argentina, e a irmã e o cunhado moram aqui em Baltimore, tomara que nos procurem.
Chego lá, encontro uma amiga de Sion, andamos pra caramba mas eu não vi nada, estávamos tão distraídas na fofoca. Ela pagou jantar pra mim às 5 e só nos despedimos às 9, acho que ela estava morrendo de fome, só me dei conta depois. E até treinou minha apresentação comigo!
Dia seguinte, a conferência. Gostaram da minha apresentação, yes!
No outro dia, terminou cedo, vim pra casa. Meus pés estavam me matando, dei uma de valente, só levei salto alto. Usei o tempo todo a calça que a Beta me ajudou a escolher (obrigada, amiga!).
Por causa das recentes tempestades, minha casa está só com meia fase de luz desde terça à noite. Isso significa que tudo em casa está ligado em extensões que vão dos lugares mais esquisitos aos mais esdrúxulos, fora a extensão que está conectada de uma das nossas tomadas à geladeira dos vizinhos, que não têm luz nenhuma. E banho quente nem falar, fomos à casa dos nossos amigos pra lavar as partes. Ninguém merece.
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16:25
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sábado, 23 de agosto de 2003
Diálogo de há tempos, com uma amiga muito querida... Ela me diz:
- Ah, sabe quem eu encontrei outro dia*? O Rafael, lembra?
- Ah, ééé... O Rafael! O que virou dele?
- Olha, virou um pedaço de mau caminho!!!
* Tratando-se da pessoa em questão, "outro dia" pode ter sido ontem ou há um ano.
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21:53
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Será que a mãe dele já descobriu o buraco que o pedal da bateria fez no carpete embaixo da cama?
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18:03
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sexta-feira, 22 de agosto de 2003
Dá só uma olhadinha na concorrente do Arnold!
Notícia tirada do Clarín e confirmada pelo Washington Post.
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18:37
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Hoje eu queria me enrolar em palavras, fazer um crochê das frases boas.
Mas não vai dar. Hoje, o embuste sou eu.
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17:34
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quarta-feira, 20 de agosto de 2003
Shredder.
Papel inteiro de um lado, tirinhas de papel do outro.
Ótimo para: cheques cancelados, recibos de banco, declarações de imposto de renda vencidas, cartas de amor de ex-namorados, correio não solicitado, ou para satisfazer impulsos destrutivos.
Melhor do que rasgar.
Forward vai pra frente, Backward vai pra trás e desengasga os papéis que ficarem entalados, Auto On só funciona quando você coloca papel. Cuidado. É viciante.
Bzzzzzzzz!
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20:26
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Acho que acabei de publicar o post mais comprido da vida deste blog. Se não tiver saco, não leia. Eu recomendo principalmente à minha mãe, que não leia. Depois você vai ficar com remordimento, mãe, que eu te conheço, vai ficar dizendo "ai, minha filha, tem que perdoar...". Tem nada que perdoar não, mãe, minha experiência de vida assim enquanto-adolescente-revoltada não teria sido a mesma sem esse episódio.
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20:00
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Falando em reminiscências... Fui me lembrar de uma coisa que pareceu um pesadelo. Minha irmã diz que eu só lembro de coisa ruim, é mentira, eu lembro de tudo. Não queria ser assim não!
Foi num dia quente de janeiro, quente e pegajoso. Eu tinha passado a tarde no Jardim Botânico, com minha blusinha de crochê (meio grossa demais pro calor que tava fazendo), bermuda jeans e uma dessas sandálias de couro da Pele Rara que, a essa altura, tinha todo um ecossistema trazido dos jardins por onde eu tinha passeado. Estava passando na TV New York, New York, eu já não estava dando muita bola porque peguei o filme na metade e a Liza Minelli já estava toda chorosa sei lá por quê.
(Eu avisei, eu lembro de tudo.)
Toca o telefone, meu pai atende. Ele desliga, diz que minha prima sofreu um acidente de carro, feio. Ele é assim, nunca diz que alguém morreu, sempre manda a pessoa pra cima do telhado primeiro. Toca o telefone de novo, ele confirma para a gente o que aconteceu. 23 anos. Minha mãe começa a fazer as malas. Eles vão ao enterro, em Minas, e eu não vou. Eu vou para a casa do meu primo, a um quarteirão de casa. Meu primo é casado, eu vou ficar com a mulher dele (um amor de pessoa) e o irmão dele, meu outro primo. Meu primo Outro é doze anos mais velho do que eu, já tinha morado no Rio e nós éramos super amigos, saíamos sempre juntos. Agora ele estava de visita, mesmo porque tinha namorada no Rio, e estava ficando na casa do irmão e da cunhada. Mas o primeiro primo (isso tá ficando complicado, mas não vejo por que colocar nomes nessa droga de história), o casado, também estava indo no enterro.
Na casa onde eu ia ficar estavam hospedados também um casal de amigos dos meus primos (amigos nossos também), do Espírito Santo. Fiz minha mochila: um pijama, uma calcinha, uma camiseta daquelas que a gente só usa pra andar um quarteirão mesmo. Fui com a roupa que estava. Cheguei lá, a casa estava um freje: as mulheres (a esposa do meu primo e a visita) passando batom pra lá e pra cá, arrumando-se, os homens vestindo-se também. O apê tinha um quarto só, parecia que era um monte de gente. Eu vi o movimento, pensei: ê, beleza, vão sair pra jantar, no problem, eu fico aqui, faço um ovo frito e assisto mais televisão. Óbvio. O que mais eu ia pensar?
Pois pensaram por mim. Cinco minutos antes da hora de sair, vêm com a novidade: Heloisa, a gente vai jantar na casa da Fulana, você vem com a gente! Hein? Como assim???? Fulana era a namorada do meu primo. E eu me sentindo um liiiiixo, matéria decomposta das palmeiras imperiais. Tomo um banho, visto a mesma blusa (éca), a mesma bermuda, e vamos lá. Chega lá está a Fulana arrumada "nas úrtima", como dizem em Sorocaba, com um vestido branco de frente única, curto, uns saltos altíssimos, maquiagem daquelas que você vê que foi feita com toda a boa vontade do mundo, e perfume. A desculpa do jantar é mostrar o novo apartamento. Eu gostava dela à beça. Reconsiderei quando soube o que ia ser servido: bobó de camarão. Ah, não vai dar, Fulana, eu sou alérgica. Toca a providenciar comida pra mim. A única coisa que ela tinha em casa: salsichas viena, as pequenininhas, sabe? Com o arroz. Tenho que ensinar aquela mulher a fazer arroz. Eu estava me sentindo o último dos seres vivos.
Hora de ir pra casa: meu primo (se vocês repararam só sobrou um primo no Rio, tem que ser este) vai levar o pessoal em casa: eu, a cunhada dele, o casal de amigos. Quando estamos na garagem, a Fulana diz na janela do carro: querido, você esqueceu sua carteira lá em cima! E ele: ah, tudo bem, depois eu pego. Eu pensando pô, que legal, que desprendimento das coisas materiais!
O carro parou em frente ao prédio, todo mundo saltou, meu primo continuou ao volante. Não esperem por mim!, disse. Eu quase morri. Eu não sei se estava com mais raiva por ciuminho do meu primo ou pelo machismo vigente na família. Fosse uma prima, seria o fim da picada, seria o escândalo, seria a vergonha. Ele, não: não esperem por mim, a coisa mais natural do mundo. Subimos, pijama, dormir na cama de casal com a minha prima (mulher do meu primo, pô, facilita, né?). Nem sei onde o outro casal passou a noite, acho que foi na casa de outros amigos. Foi uma noite horrível. Não lembro se fazia calor ou se fazia aquele frio-com-barulho de ar-condicionado, bem alimentada eu sei que não estava, dormia mas não conseguia desligar. Sonhava com minha prima, o acidente de carro, ouvia a voz dela. Acordava, ia beber água, via a cama do meu primo arrumada, vazia, ficava furiosa, tentava dormir de novo.
Dia seguinte, acordo, não me lembro onde almoçamos, terá sido no Caneco 70? Sei que a tarde toda passamos lá, eles tomando chopp, eu refrigerante. Meu primo e Fulana reapareceram magicamente. Vários chopps, as histórias foram ficando cada vez mais engraçadas, eu ri muito. No meio da bebedeira, todo mundo repetia: ei, não vai contar nada pro seu pai, hein? Agora é meio tarde, já faz tempo e essas histórias eu esqueci.
Finalmente, já tinha anoitecido, me levaram de volta pra casa. Meus pais tinham chegado, cansadíssimos. Ajudaram nos preparativos lá em Minas, dormiram no carro só por uma hora. Foram dormir direto. Deviam ser o quê? Oito da noite?
Pra piorar tudo caía aquela chuvinha fina que não vai nem vem. Bateu uma depressão louca. Ligo para a amiga número um, ninguém em casa. Amiga número um bê, ninguém em casa. Outra, ninguém em casa. Ligo pra ele. Um amigo. Bonitinho, da minha turma, eu sabia o telefone de cor, ele era gente boa.
- Alô? Oi, tudo bem? Aqui é a Helô, eu tô deprimida...
Começo a contar toda a história acima, mas com raiva e chorando. No final me desculpo: foi mal! Obrigada por me escutar!!! Chorando ainda.
- Heloisa? Vai tomar banho, Heloisa! Amigo é pra isso, pô!
Ele não deve se lembrar. Mas eu lembro.
Alguém aí tem o email dele???
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19:58
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terça-feira, 19 de agosto de 2003
Ótimo! Minha lista de amigos do "colegial" (eu insisto com essa palavra, adoro, mais bonita que "segundo grau", "científico" e "ensino médio") está rendendo que só. Achei uma colega que mora em NY, para onde estou indo - tcharam! - domingo. Vamos nos ver! E um dos meus amigos (Marcelo) tem um blog, que é coluna no site do Clube do Alto Lapa. Parece maneiríssimo, quando meus orientadores largarem do meu pé, chulé, vou lá conferir.
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16:11
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Mais um artigo com os livros infantis recomendados para cada idade. Está em inglês, mas diz o que cada criança pode apreciar.
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12:13
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domingo, 17 de agosto de 2003
Finalmente aconteceu. Tinha que acontecer algum dia. Estou sem paciência de trabalhar e de blogar, ao mesmo tempo. Incrível.
Mas não largo o vício de navegar por aí. Tem letra do Legião Urbana no Dudu, coincidindo com coisas que tenho pensado.
Entrei numa lista do pessoal do colégio, 93 e 94, segundo e terceiro "colegial" (eu dizia "colegial" e já era demodé naquela época). Lembrando de coisas e coisas. E pessoas. Um menino da lista (de quem não só eu lembrava, mas tinha o telefone no meu palm ainda) me disse que eu dei "bom dia" pra ele todos os dias que estudamos juntos. Fiquei tão feliz de ser lembrada assim, foi uma das coisas mais doces que ouvi nos últimos tempos. Outro menino me perguntou "você não era aquela que namorava o...", segunda vez que isso me acontece, será que acontece com ele também??? Engraçado que na minha turma nesse colégio todo mundo tocava algum instrumento, pelo menos todos os meninos. Das meninas, tinha uma que cantava muito bonitinho, e tinha eu que tentava, até hoje tenho vergonha só de pensar. Essa que cantava era uma menina muuuuito lindinha, tamanho miniatura, que tinha um agasalho com botões enormes, quando o usava parecia uma boneca. Tem gente faltando na lista, a rigor deveria ser só pra quem estudou lá até a oitava série, eu só entrei depois - estou na lista meio de cara-de-pau. Vai saber! Pode ser que eu abra precedente. Onde estará aquela foto do colégio? Não sei se a tenho aqui ou se está na casa da minha mõe. O pessoal pergunta se meu sobrenome era esse mesmo, o que estou fazendo, essas coisas. Seria legal vê-los no Rio. Não posso perguntar se vai ter festa dos 10 anos de 3o. ano pra não ofender as sensibilidades do povo que só estudou até a 8a. série, mas também, que que tem, esse povo também deve ter terminado ao mesmo tempo que a gente, festa é festa!!!
Devolvemos a scooter porque tem que subir degraus pra chegar em casa, o trambolho pesa 28 kg, eu não conseguiria levantá-lo.
Depois tem os sonhos, tenho sonhado tanto, sempre sonho com pessoas, nunca com bichos. Sonhei com as pessoas do colégio, com minha priminha Ravit (essa foi ótima, tenho que anotar para não esquecer: ela usou um tempo verbal numa redação que a professora ainda não tinha ensinado, tirou nota baixa. Autobiográfico?? Nãã...), com a turma de amigos da Beta, mil coisas.
Ah, mais episódios lembrados do colégio: o culto de adoração ao arbusto, e a musiquinha do McCalango feita especialmente para uma menina que entrou no meio do ano, vinda do Ceará. Eu não lembro a letra toda, vou perguntar aos meninos, mas era a musiquinha do Big Mac, e terminava assim: "calango frito num pão com jerimum!!!" ("cebola e picles num pão com gergelim"). Ela adorou. Anotou na agenda. Lembra das nossas agendas? Eram pré-blogs.
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16:37
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sábado, 16 de agosto de 2003
A quem interessar possa: meu telefone não fala, não ouve. Sem telefone, não tem internet discada. A televisão também está pifadinha. A luz do banheiro queimou. O pneu do carro passou num prego, mas já consertamos. Tem uma compra que a gente não fez no cartão do banco.
Sal grosso?
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17:38
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sexta-feira, 15 de agosto de 2003
Fica aqui decretado que toda senhora casada tem que ter [pelo menos] uma amiga [e/ou irmã] solteira, só pra ouvir as fofocas. É bom dimais da conta, sô!
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18:47
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Expressões brasileiras e argentinas, todas num balaio só. (Thomaz, cadê você? Ajuda aqui!)
- mais comprido que xingamento de gago (más largo que puteada de tartamudo)
- mais desmantelado que corrida de pato
- mais contente que cachorro com dois rabos (más contento que perro con dos colas)
- mais feliz que pinto no lixo
- mais perdido assustado que cachorro em barco (más perdido asustado que perro en bote)
- mais feio que mudança de pobre
- mais feio que bater em mãe
- mais perdido que cego em tiroteio
- mais feio que bater em mãe em véspera de Natal (esse é feio mesmo!)
- mais enrolado que pirulito em boca de bêbado
- mais por fora que umbigo de vedete
- mais grosso que papel de enrolar prego
- mais velho que o rascunho da bíblia
- mais velho que cagar de cócoras...
Alguém se habilita??
Atualizando: achei este artigo com expressões gaúchas. Algumas são de rolar de rir.
às
17:32
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quinta-feira, 14 de agosto de 2003
18 pessoas da minha turma do terceiro ano foram privadas de perceber a mulher genial e superior que eu sou e agora devem estar pensando que eu sou uma estúúúpida!!!
Ah, 19, se eu me incluo.
às
19:06
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terça-feira, 12 de agosto de 2003
Hoje eu estava pensando: desde a Carmen, uma menina transparente que eu tirei da porta inventada no meu quarto do Rio, que eu não tenho amigas virtuais tão legais!!!
às
20:26
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Dieta kosher: feijoada kosher.
Dieta vegetariana: feijoada de tofu.
Dieta às favas: feijoada do Vinícius.
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16:25
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Será que uma coisa assim é útil ou só serve pra dar trabalho???
Model No:DK24250-3
Model No.: DK24250-3
Material of Body: Alloy
Battery Index:12V12AH*2
Power of Motor: 24V250W
Net Weight: 27KG
Recharge Time: 3-4hours
Distance per Charge: 25Km
Maximum Speed: 20Km/hour
Climbing: 6-10
Carrying Capacity: 120KG
Normal Dimension (cm): 117(L)*63(W)*108(H)
Folded Dimension (cm): 114(L)*63(W)*53(H)
Carton Dimension (cm): 117(L)*33.5(W)*54(H)
Container:136pcs/20 280pcs/40 346pcs/40 HQ
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16:08
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segunda-feira, 11 de agosto de 2003
Lembra do folgado que me pediu pra digitar uma planilha? Pois é. Hoje ele trouxe um amiguinho. A sala de computadores daqui é da Engenharia Ambiental, mas parece que virou festa e todo mundo usa. Mas o que me iNrrita mesmo é o sujeito chegar aqui dentro e a primeira coisa que pergunta:
- Por que está tanto calor aqui dentro?
Que que eu tenho que responder?? Ai, querido, desculpe, quer que eu ligue o ar-condicionado? Quer que eu telefone pro reitor???
às
17:08
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sexta-feira, 8 de agosto de 2003
Aquele palhaço (no sentido literal) que me passou uma cantada mora no prédio do outro palhaço (no sentido figurado) que era da minha turma da escola. Coincidência... engraçada!
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21:18
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Minha rimã tá furibunda comigo. Também, quem manda ficar deprê no próprio aniversário? Eu, esquentada, saio matando mesmo.
Lav, escuta a Teca, ou a chefe dela: aniversário é pra comemorar que estamos vivos!
Faça-me o favor! E me perdoa, que até o sumiço da cafeteira a mamãe já me perdoou!
Vou pra casa ver se consigo falar com você.
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21:16
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http://www.asia.cinedie.com/kiki.htm
Pera lá que depois eu escrevo sobre o link!
às
18:43
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PS: Essa foto da Lavínia que acabei de postar é recente, viu? Ela é assim de linda, a diva.
às
13:50
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Roubar é muito feio, mas eu disfarço e digo que é porque ele voltou...
Vocês acham que eu conseguiria fazer um bolinho mais lindo pra minha rrrimã?
às
13:47
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quinta-feira, 7 de agosto de 2003
Quem já leu alguma vez um artigo sobre procura de emprego e conduta para entrevistas, sabe que elas sempre dizem o mesmo:
- Vista-se de acordo com o código da empresa, como se você já trabalhasse lá;
- Domine o jargão da sua área;
- Seja versátil e jamais demonstre insegurança.
Frank Abagnale Jr. é só um bom job hunter, gente!
às
17:45
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terça-feira, 5 de agosto de 2003
Elas são neuróticas, histéricas, incoerentes, insaciáveis, malucas, imaturas, compulsivas. E eu continuo completamente viciada...
Acabamos de assistir à quarta temporada (18 episódios em 3 dias) e eu continuo achando que não quero encontrar mulheres tão loucas nem tão cedo. Claro, se não fossem todos os exageros, não haveria a série, mas quem é que agüenta?
Elas bebem demais - mas nesta temporada não deram nenhum vexame.
Elas compram demais - mas pelo menos deram um jeito de admitir isso, quando uma personagem não consegue comprar um apartamento porque gastou 40.000 dólares em sapatos.
Elas nunca estão satisfeitas com homem nenhum - e, pior, fogem de um porque ele não quer compromisso, e rejeitam outro porque ele quer. (Gata Flora: cuando le ponen, grita; cuando le sacan, llora.)
Elas parecem que nunca trabalham - mas acho que desta vez as mostraram em mais situações de trabalho.
Elas não assumem o mundo adulto - mas já começam a falar em filhos, ufa, eu achei que isso não era fashion! (É que elas nunca leram as motherns...)
Elas não saem de seus mundinhos - mas pelo menos aprendem um pouco de português com a Sônia Braga.
Elas vestem carapuças definidas: a descolada, a romântica, a racional, a dadeira - e a maior parte das mulheres é uma mistura disso tudo.
Vendo esta série, I couldn't help but wonder: estarão as mulheres modernas tão perdidas e neuróticas que seus dramas podem ser explorados ad infinitum numa série de tv? E, se sim, será que nós temos problemas tão previsíveis que todo mundo consegue se reconhecer ou reconhecer às amigas?
às
16:50
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sexta-feira, 1 de agosto de 2003
Buenos Aires - Janaína Figueiredo
NA CIDADE
Nas ruas, mas de bicicleta
A Bike Tours propõe ao turista conhecer Buenos Aires de uma forma diferente: percorrendo os bairros da capital argentina de bicicleta, para conhecer lugares que de outra forma seriam ignorados. O passeio, que dura quatro horas, inclui paradas em San Telmo, La Boca, na Praça de Maio, na Reserva Ecológica e em muitos outros cantos da cidade. O custo é de US$ 25 por pessoa, e inclui: bicicleta, capacete, assistência médica, uma garrafa de água mineral e uma cadeira para criança, se for necessário. O tour começa, todos os dias, às 9h30m e às 14h, no monumento da Praça San Martin, no Centro de Buenos Aires. Para quem preferir um passeio sem guia turístico, pode alugar uma bicicleta por 24 horas, pagando US$ 10. Nos fins de semana, a Bike Tours organiza passeios nos bairros de Olivos, San Isidro e Tigre. Endereço: Florida 868, 13 andar, “A”. Telefone para reservas: 4311-5199. Home page:
COMPRAS
Loja fashion
No coração do badalado bairro de Palermo Hollywood, espécie de Soho portenho, a Bilbo é uma loja única, que oferece produtos exclusivos de designers argentinos, para homens e mulheres que gostam de fugir da moda universal. Nada de modelitos básicos. Tudo muito fashion: blusas coloridas, saias com cintos divertidos, calças boca-de-sino, bolsas bordadas e brincos super modernos. Na Bilbo tudo é de vanguarda. “Nossos clientes potenciais são homens e mulheres com entre 20 e 40 anos”, explicou Juan Pablo Garófalo, dono da loja. Segundo ele, os turistas precisam conhecer o bairro de Palermo, e não ficar apenas entre a Recoleta e San Telmo. “Palermo é um bairro lindo, que tem muito a oferecer. Além das lojas, os restaurantes são ótimos. Seria muito bom que os turistas saíssem um pouco do roteiro básico de Buenos Aires”, assegura Juan Pablo, que há três anos decidiu apostar na moda fashion. Os preços da Bilbo são bastante acessíveis. Uma calça jeans bordada custa em torno de 120 pesos (US$ 44); uma bolsa de pano 28 pesos (US$ 10); botas femininas a partir de 100 pesos (US$ 38) e blusas de lã por 120 pesos. Tudo numa casa antiga, típica dos bairros de classe média de Buenos Aires. Por tudo isso, a Bilbo merece uma visita. Endereço: Guatemala 5.652. Telefone: 4776-0308.
CURSO
Aulas de tango para novatos
Para quem já assistiu a vários espetáculos de tango e gostaria de aprender os segredos do tradicional ritmo argentino, o Centro Cultural Konex oferece aulas para principiantes, em grupo (dez pesos) ou individuais (50 pesos), com professores que falam várias línguas. Aprender a dançar tango não é nada fácil, mas com um bom professor tudo fica mais simples. As aulas para adultos são de segunda a sexta-feira, das 16h às 20h. Segundas, quartas e sextas-feiras, das 14h30m às 16h, crianças entre 5 e 15 anos não pagam. Endereço: Avenida Córdoba 1.235. Tel.: 4816-0500 (ramal 250). Home page:
RESTAURANTE: Encontrar o restaurante Giulia não é fácil, mas vale a pena tentar chegar lá. Escondido nas redondezas dos parques de Palermo, quase chegando no estádio Monumental, o Giulia é uma boa pedida para jantar num restaurante diferente, longe da tradicional região gastronômica de Porto Madero. Menu variado, bom atendimento e preços razoáveis. Endereço: Mariscal José Antonio Sucre 632. Telefone para reservas: 4780-3603.
TEATRO: “Portenhas” é uma peça bem argentina, com atrizes de alto nível. Todas famosas, algumas estrelas de cinema e TV, como Susu Pecoraro e Betiana Blum. São cinco mulheres, que se reúnem para falar de política, dos direitos femininos, das liberdades e da discriminação, entre outros assuntos. A peça percorre a história argentina, passando por momentos crucias, como a repressão durante a ditadura e a criação das Mães da Praça de Maio. Teatro: Paseo La Plaza, sala Pablo Picasso. Endereço: Corrientes 1660. Telefone: 4370-5350. Quartas, quintas e domingos, às 20:30h. Sextas e sábados, às 20h.
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13:38
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