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quarta-feira, 27 de junho de 2007

Pandora Oráculo

Enquanto minhas palavras se engalfinham no de-dentro e fazem redemoinhos de obsessão, raiva e alegrias pequenas alternadas, e desejo, e incerteza, vou ficando com o oráculo que vem pelo rádio no rádio que vem pela internet. As palavras são de outros mas ressoam alto. Mas por pior que as coisas fiquem, algumas canções estão seguras à chave. Volta, Dindi.

O teu desejo é meu maior prazer Mande notícias do mundo de lá Diz quem fica Me dê um abraço Venha me apertar Eu gosto de você e gosto de ficar com você meu riso é tão feliz contigo Coração de eterno flerte, adoro ver-te Pois quando eu te vejo eu desejo o teu desejo Ô, Rita, tu sai da janela Deixa esse moço passar Quem não é rica e é bela Não pode se descuidar Mas, Rita, tu sai da janela Que as moça desse lugar Nem se demora donzela Nem se destina a casar Ê Ô! O vento soprou! Ê Ô! A folha caiu! Ê Ô! Cadê meu amor? Que a noite chegou fazendo frio

quinta-feira, 21 de junho de 2007

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Futuros amantes

(Chico Buarque/1993)

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Do fundo do baú da memória

Também estava um dia lindo ontem, primavera pura, um daqueles dias em que eu, que amo calor, saio flutuando pela rua e achando que o tempo parou, que tudo vai dar certo e o mundo é lindo, por algum motivo sempre me sinto assim na primavera e termino perdidamente apaixonada, adolescente em último grau. Minha mãe diz que é porque eu sou jovem, ela também era assim, agora quando bate o calor ela só quer se esconder.
(trecho de correspondência)

Ou isto ou aquilo
(Cecília Meireles)
Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

(Do livro da época de criança)

Moral da história: ler correspondências e diários antigos é bom, mas faz mal numa tarde chuvosa. Não recomendo.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

terça-feira, 5 de junho de 2007

On Being

Eu pensei que todo mundo já conhecia, mas a série de vídeos On Being parece ser o segredo mais bem guardado da web. O jornal Washington Post publica semanalmente, às quartas-feiras, vídeos de não mais de quatro minutos produzidos pela videógrafa Jennifer Crandall.

"On Being é um projeto baseado na simples noção de que nós deveríamos conhecer uns aos outros um pouco melhor. O que se encontra aqui é uma série de vídeos que levam você às reflexões, paixões, histórias e peculiaridades de todos os tipos de pessoas. Esta é a essência de quem são, de quem somos."

Esta série me lembra um pouco os filmes longa-metragem da série Up (eu vi 42Up e 49Up), em que um cineasta britânico (Michael Apted) vem entrevistando o mesmo grupo de pessoas a cada sete anos, desde que todos tinham 7 anos. O efeito é emocionante, pois por mais que a vida de cada um dos "personagens" seja diferente da dos outros e das nossas, a linha comum - somos todos humanos, com defeitos, qualidades, misérias e alegrias - une a narrativa e transborda da tela.

As pessoas entrevistadas em On Being são comuns, vivem aqui em DC, e falam de coisas prosaicas. Mas como de perto ninguém é normal, as entrevistas tomam rumos surpreendentes que enternecem, fazem rir e emocionam. Confira os vídeos mais recentes mas também o arquivo com os primeiros da série - ao todo são vinte entrevistas até agora, mais um episódio com outtakes. Não vou falar mais dos personagens porque estraga a surpresa. Digam o que acharam nos comentários.

Imperdível!

domingo, 3 de junho de 2007

Ela lê no metrô: High Fidelity e Zorro

High Fidelity
Quem escreveu: Nick Hornby
Quando li: em novembro de 2006 (em inglês)
O livro: faz qualquer um parar para pensar nos dez piores términos de namoro das últimas duas décadas, e na arte de fazer fitas misturadas. O estilo de Hornby é engraçado e deprimente na medida exata e suas elocubrações sobre o que a gente pensa sobre os relacionamentos evolui (mas não muito) da adolescência até à beira dos trinta anos. Leitura obrigatória.
O filme: tem o gatinho John Cusack, a dinamarquesa Iben Hjejle, e a Catherine Zeta Jones. Engraçado que no livro Laura (a namorada) é morena, e Charlie (a gostosa) é loira - no filme é o contrário. A interpretação de Jack Black como o amigo maluco é perfeita, mas tanto ele quanto Laura têm mais dimensão no livro. Além disso, é interessante a discussão sobre satisfação e expectativa profissionais de Rob e Laura.

Zorro
Quem escreveu: Isabel Allende
Quando li: em dezembro de 2006 (em espanhol)
O livro: conta as origens do Zorro desde a infância, com doses de realismo fantástico. Tem romance, piratas, capa-e-espada, injustiças e muitas peripécias. Grande parte do livro se passa durante a infância do Zorro, e é a parte mais gostosa da história. Para quem gosta de gênese de heróis, é um prato cheio.
O filme: tem o Antonio Banderas e a Catherine Zeta Jones, além do Anthony Hopkins. Só compartilha o título com o livro, e é anterior em vários anos. A história é diferente, mas também tem um pedacinho de gênese. Faz muito tempo que não vejo, está na hora de rever...

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Laundry list de posts

Todas as coisas que pensei em postar e não postei, principalmente aquelas que se referem ao subtítulo "ela lê no metrô".
- sobre os livros High Fidelity e Zorro que eu li no fim do ano passado
- sobre o livro Rubbish! que eu li agora há pouco
- sobre os livros Why we buy e Born to buy que eu li mais ou menos ao mesmo tempo
- sobre não ter televisão
- sobre a cafonice infinita das pessoas que compram na daslu (na verdade o post não é bem sobre isso e eu ainda não sei o que é, mas essa definição me ajuda a lembrar o que eu queria escrever, acho que é alguma coisa sobre ética )
- sobre como a vida das pessoas às vezes alcança uma curva, um prenúncio de virada que quem já passou por isso vê de fora
- sobre a série de vídeos "on being"

Acho que por enquanto é só. Vamos ver se eu consigo escrever mais...

terça-feira, 29 de maio de 2007

Snoozitis

Tem cura?

quarta-feira, 23 de maio de 2007

A meme dos setenta itens

All the cool kids are doing it!

Sete coisas que faço bem:

- escrever (quando me inspiro)
- falar as línguas estrangeiras que domino (inglês e espanhol)
- guardar números e nomes na memória (já fui melhor...)
- sorrir, bater papo e tomar café (de preferência mais ou menos ao mesmo tempo)
- fazer mala de tamanho razoável
- achar informações online (incluindo amigos de infância, o cara que paquerou minha amiga no starbucks, aquela raça de cachorro cujo nome meu pai não sabe mas sabe descrever, etc)
- bobice

Sete coisas que não faço e não sei fazer:

- dirigir (está na lista de coisas para aprender há séculos)
- nadar (aprendi depois de velha)
- andar de bicicleta (idem)
- cozinhar (mas quero aprender)
- comprar coisas caras (meu dinheiro se gasta nas coisas baratinhas e cotidianas)
- fazer unha
- ser organizada (cozinha, banheiro e livros vão bem, obrigada - sala e quarto são o desafio porque tem roupa, cd e cacareco por tudo quanto é canto)

Sete coisas que me atraem no sexo oposto:

- olhos
- sorriso
- mãos
- inteligência
- saber falar e escrever bem (ia colocar "bom uso da língua" mas pega mal)
- bom gosto musical (não precisa ser o meu gosto, basta saber do que está falando e não apenas gostar do que é comercial empurrado goela abaixo)
- pega!

Sete coisas que não suporto no sexo oposto:

- mania de grandeza
- ciúme
- machismo
- ignorância
- bebida em excesso
- unha roída
- grude exagerado (jogado aos seus pés, eu adoro um amor inventado...)

Sete coisas que digo com freqüência:

- tudo jóia?
- juízo! (ou o equivalente 'take care')
- okay, alright... (detesto isso, estou tentando perder a mania)
- beijo (no telefone principalmente)
- depois a gente se fala (idem)
- então...
- cute!

Sete atores/atrizes que admiro:

- Johnny Depp (lindooooooooo!)
- Toni Colette
- Minnie Driver (não sei por quê, mas é verdade...)
- Audrey Hepburn
- Fernanda Montenegro
- Denzel Washington
- Meryl Streep

Sete filmes favoritos:

- De volta para o futuro
- My fair lady e Bonequinha de luxo
- Tomates verdes fritos
- Curtindo a vida adoidado
- Sedução
- Annie Hall
- O tigre e o dragão

Sete livros favoritos:

- O amor nos tempos do cólera (o favorito absoluto de todos os tempos)
- Oh, the places you'll go!
- O menino maluquinho
- A coleção "Para Gostar de Ler" (crônicas são minhas favoritas até hoje)
- Cem anos de solidão
- Graceful simplicity (é não-ficção, sobre o movimento de simplicidade voluntária)
- Ficções do Interlúdio, Álvaro de Campos (coletânea)

Sete lugares favoritos:

- Fazenda Santa Fé
- o apartamento no Rio
- o minúsculo "apertamento" de Guarapari
- o Museu da República
- o apartamento onde moro
- o apartamento da minha irmã
- os corredores externos do Santa Marcelina com a vista para o vão central (don't ask...)

Minha preferência por apartamentos não tem nada a ver com agorafobia, é só porque os espaços públicos mudam muito (vide Guarapari) e as lembranças afetivas ficam nas casas onde moramos...

Sete pessoas para responder a este questionário:

- Dudu (ele bem que gosta dessas coisas)
- Djones
- Teca (ela não vai responder no blog mas de repente faz uma listinha só pra mim...)
- Isabella (explicou o que é meme mas não se memexeu)
- Marcelo
- Bebel
- Weno (em desenhos, se possível)

As meninas de DC já foram devidamente "tagged" pela Cláudia, Elena, Denise e Juliana Parahyba.

PS: Não sabia que isso de fazer lista ia ser tão difícil. Estou me sentindo super High Fidelity, apagando e substituindo itens. Troquei "bunda" por "inteligência" na categoria sexo oposto, mas prefiro alguém que tenha os dois em forma. Tenho certeza de que vou me arrepender dos atores, filmes e livros em algum momento e voltar pra consertar. Afe.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Pátria Minha



A Denise tem razão, a mulher essa que declama os poemas no meio do vídeo é bem chata. E eu achei também meio xarope o Toquinho interromper o que estava falando pra dizer que foi lá na Bahia inaugurar praça. E cortaram o Pátria Minha no meio para poder continuar o documentário. Uma vez tinha pensado em declamar esse poema aqui no blog em mp3 mas eu não consigo: eu choro.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Doce Lembrança


Achar numa rede social online o perfil daquele ex que virou amigo e perceber que ele é tão talentoso quanto a mãe dele.

Doce Vingança


Achar numa rede social online o perfil daquele ex que já foi tarde e perceber que ele ficou a cara da mãe dele.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Nikki Giovanni

We are Virginia Tech.
We are sad today, and we will be sad for quite a while. We are not moving on, we are embracing our mourning.
We are Virginia Tech.
We are strong enough to stand tall tearlessly, we are brave enough to bend to cry, and we are sad enough to know that we must laugh again.
We are Virginia Tech.
We do not understand this tragedy. We know we did nothing to deserve it, but neither does a child in Africa dying of AIDS, neither do the invisible children walking the night away to avoid being captured by the rogue army, neither does the baby elephant watching his community being devastated for ivory, neither does the Mexican child looking for fresh water, neither does the Appalachian infant killed in the middle of the night in his crib in the home his father built with his own hands being run over by a boulder because the land was destabilized. No one deserves a tragedy.
We are Virginia Tech.
The Hokie Nation embraces our own and reaches out with open heart and hands to those who offer their hearts and minds. We are strong, and brave, and innocent, and unafraid. We are better than we think and not quite what we want to be. We are alive to the imaginations and the possibilities. We will continue to invent the future through our blood and tears and through all our sadness.
We are the Hokies.
We will prevail.
We will prevail.
We will prevail.
We are Virginia Tech.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Virginia

Nevou de manhã em Blacksburg, uma neve fora de época, esquisita para abril. Amanhã as 33 pessoas que morreram no campus da Virginia Tech vão ter nomes, rostos, histórias, e a tragédia vai continuar, e os relatos, e o luto. Talvez até saibamos o que motivou o crime.

Apesar de ter seguido o noticiário o dia inteirinho e não ter conseguido me concentrar em mais nada, os poucos vídeos de cobertura ao vivo que vi (online, porque não tenho tv) mostravam a toda hora uma filmagem feita por um telefone celular de um aluno. Quarenta e tantos tiros, em repetição igualmente espaçada. Violência é uma coisa que entra pelos poros e anestesia. Quando a violência me alcança em imagens e sons - mesmo que de mentirinha e mais ainda de verdade - sinto que minha alma definha aos poucos. Lendo ainda posso sentir pausado.

terça-feira, 27 de março de 2007

Os links aí ao lado mudaram

Uma coisa muito dinâmica, muito moderna, muito chique, um espetáculo. À medida que leio os blogs de todo mundo no Google Reader, vou marcando os posts que quero dividir (ou sharear, como diz meu amigo Marcio) e eles aparecem aqui no blog. Se vocês clicarem no "Read More..." aí à direita vão para a página dos meus posts-que-li-e-gostei.

Ficou faltando a Djones, do Eh, Brasilera, que não tem fidji (leia-se feed).

domingo, 25 de março de 2007

"Imagina se naquele tempo eles mandavam brasa desse jeito!"

Eu fui consertar a foto do post do potinho e comecei a procurar pelo título da música e achei um CD com o mesmo nome e o singelo subtítulo "Vintage Sex Songs 1923-1952".

A capa é uma graça, mas melhor ainda são os nomes das músicas! (Clique na imagem acima para ver o link.)

(Ah, e o nome do post é uma pérola da minha mãe ao ver um filme de época com muitas cenas de sexo...)

sábado, 24 de março de 2007

Mas não, não,

não estou brava não, com ninguém, juro, Elena. Os posts saem meio mal-humorados porque o blog está às moscas e eu sempre que posto é porque estou muito culpada, muito entediada ou os dois. A história do sem legenda é só uma constatação mesmo, e aquele dia eu tive uma conversa com um amigo com quem eu falo por hoooooras (eu que não sou muito chegada em telefone) e a gente consegue se entender super bem. Agora esse negócio aí embaixo de dizer que preciso fazer listas é verdade, quero fazer uma lista de desejos, uma lista dos melhores filmes, uma lista das melhores músicas, uma lista das melhores lembranças, uma lista das futuras viagens, uma lista de supermercado, uma lista de tudo o que vou comprar com o milhão de dólares que eu ganharia na loteria se eu jogasse, uma lista das coisas que eu tenho que agradecer aos meus pais, várias listas! Aliás, já comecei - fazendo a lista das listas. Se alguém quiser pegar emprestada...

Se eu fosse você...

Só o Dudu mesmo pra me fazer seguir corrente!

Se eu fosse um personagem de cinema provavelmente seria a Bridget Jones neste exato momento ("all by myseeeeeelf!"). Se fosse um personagem de desenho animado seria a Teela porque ela foi meu primeiro girl-crush e chuta bundas. Se eu fosse um homem seria o Tom Jobim ou o David Suzuki (é que acabei de ver uma palestra dele). Se eu fosse uma cantora queria ser a Ella. Se eu fosse de outra profissão seria especialista em relações internacionais. Agora, se eu fosse você, só usava Valisère.

Me reservo o direito de rever tudo isso. Rever todas as listas. Mas tenho tido ultimamente necessidade de fazer listas.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Sem legendas

Amizade tem de todo jeito, mas quando a gente consegue conversar com alguém sem ter que explicar muita coisa é o melhor de tudo.

Às vezes não tenho paciência para parar a conversa e pôr nota de rodapé.

terça-feira, 6 de março de 2007

O potinho da Nina e o potinho da Bessie.

A Denise tá com saudade do Tedje e postou uma música da Nina Simone, e eu me lembrei de "I Want a Little Sugar in my Bowl". A versão classuda e meio triste da Nina Simone aparece no filme Point of No Return (A Assassina, em português), e a versão da Bessie Smith é completamente safada. Adoro as duas e gosto de ouvir back-to-back, pra comparar e cantar junto.

Denise e eu fizemos uma tradução conjunta e morremos de rir durante o processo. Eis o que saiu:


Eu quero um pouco de açúcar no meu potinho

Ouça aqui com Bessie Smith, 1931.

Cansada de estar sozinha, cansada de estar triste
Eu queria ter um bom homem para contar os meus problemas
Parece que todo o mundo está errado, desde que meu homem se foi

Eu preciso de um pouco de açúcar no meu potinho
Eu preciso um pouco de salsicha no meu pão
Eu posso aguentar um pouco de carinho, tanto tanto
Me sinto engraçada, me sinto tão triste
Preciso de um pouco de vapor quente no meu chão

Talvez eu possa dar um jeito nas coisas, e elas vão acontecer
Qual o problema, hard papa? vem cá e salve a alma da sua mama
Porque eu preciso de um pouco de açúcar em meu potinho... droga!
Eu preciso de um pouco de açúcar no meu potinho

Eu preciso de um pouco de açúcar no meu potinho
Eu preciso um pouco de salsicha no meu pão
Você tá diferente, me disseram
Se mexa, jogue um pouco de açúcar em meu potinho

Eu preciso de um pouco de vapor quente em meu quarto
Talvez eu possa dar um jeito nas coisas, e elas vão acontecer...

Levante-se, não posso ver o que você tá fazendo aí embaixo
Tá escuro aqui, parece uma cobra
Vem cá e coloque algum açúcar em meu potinho
Pare de brincar e coloque alguma coisa no meu potinho...

A versão da Nina tem "Eu preciso de um pouco de doçura na minha alma", não tem a introdução, não tem a parte falada do final, usa "não estou brincando" em vez de "droga", e o vapor é nas roupas, e não no chão nem no quarto (bem que eu achei que tinha ouvido clothes em algum lugar). Além das mudanças na letra, claro, tem as diferenças em tom de voz e instrumental que são mais sexy que a da Bessie Smith. Mas que dá vontade de vez em quando de escrachar geral, ah, isso dá!