Maffalda mudou de casa! Redirecionando...

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segunda-feira, 29 de agosto de 2005

Lâmpada

Às vezes me vejo tão sensiva que até me emociono, e aí lembro: TPM na certa.

Viagem

A estrada me leva para fora do tempo. Dentro do carro, a linha intermitente das faixas passando no chão, zum. Estrada, placas, viadutos, pontes, avenidas, luzes, tudo meio sempre igual. As diferenças sutis nos anúncios e prédios à margem me dizem que esta estrada não é as outras, mas poderia ser. De todos os lugares, para todos os lugares, o caminho é um pouco fora do tempo, e é ali que me vejo no entardecer triste de outono.

terça-feira, 23 de agosto de 2005

Já passou

Depois de muito tempo entendi a fascinação. A agressividade toda que é demonstrada pra mim eu uso como espelho. O que melhor do que achar uma pessoa que ao mesmo tempo dá atenção e é espelho? Esse era o encanto, agora o espelho estilhaçou. Um masoquismo sem fim, agora no fim. Acabou-se o mistério. Tem muitos furos no raciocínio. Como é que auto-conhecimento é uma coisa ruim? E companhia? As palavras vão ecoar por muito tempo ainda. O bom é que eco não amplifica: some.

terça-feira, 9 de agosto de 2005

Não-umbigo

Para dar uma pausa nos meus posts mensais sobre sempre o mesmo assunto, um comentário, com link até.
Sabem que a Amazon deu um jeito de vender até filantropia? Você vai e faz uma doação para uma das 10 instituições pré-selecionadas por eles. A instituição que ganhar mais dinheiro vai receber uma "doação-casada" da Amazon, dólar por dólar.
E não tem limite mínimo de doação, o que quer dizer que estudantes quebrados e duros também podem usar o sistema. Não é mesma?

Eu também sou.


Atthis heloisa heloisa

quarta-feira, 27 de julho de 2005

Agora ou nunca.

Bateu agora a sensação de que escrevo hoje ou nunca mais.
Tenho visto, sentido, viajado.
50 dias, muitos aniversários ruins e bons, remédios para o corpo e a alma, ar fresco coisas novas.
Não dá para tirar um retrato de mim agora, embora se tente. Tenho espelhos novos. Olho pela janela.
I repeat, attention please, do not fool yourselves: I'll keep being myself because I can't be anybody else.
I'll keep being myself not merely because I can't be anybody else or something, but because I WANT MORE. (Macca)
Não quero nada menos do que o maravilhoso. (Naty)
É verão e há o que sempre houve.
O calor me afeta as entranhas, o calor me altera, está fazendo muito calor.
Um tal de limpar armário...
Saudade de casa e uma nostalgia sem fim. Do futuro até, como já expliquei. 50 dias atrás.
Conversa séria no fim de domingo - a vida é minha, até que enfim.
Praças, discos, cookie cutters, cookie monster, chapéu, retratos, telhado, avião, C.I.A., stoned, urubu, burunga, saudade.
Praia, janela, espelho, feijão tropeiro, dando bote, amada, the condition is good.
Coração se ficar guardado enferruja.
Parece que os sentidos entraram no caldeirão da bruxa para misturar, mas não é não, é a madrugada que desce sobre a pessoa.
Escrevo mais quando as palavras saírem a dançar baile na próxima vez.
Até lá.

sexta-feira, 15 de julho de 2005

Mais Loris Machado



Para testar se as imagens funcionam no blogger...

segunda-feira, 6 de junho de 2005

achei uma tira de papel que diz:

Eu tenho um medo que vive em mim em forma de sorriso.
Eu tenho um sonho que não dorme.
Eu tenho a cadência mas não tenho ritmo.
Eu tenho nojo.
Eu tenho coceira de adivinhar o riso.
Eu tenho nostalgia de um futuro próximo.
Eu tenho fome que não se tempera.
Eu tenho frio de coisas passadas.

domingo, 15 de maio de 2005

Aparição

Entre um dia de cão e o balaio de gato ainda vejo a bruxa. Ela me conta o que vê lá de cima, voando em sua vassoura, e diz que as cidades mais parecem mapas - se vêem esquinas e cada curva é de novo escolha. Completamente alheia à quântica e que tais, diz que uma observação não colapsa a onda.
A bruxa acredita na verdade, no toque, na elegância, no carinho, na história, na saudade, na lágrima furtiva nascida do vinho. Ela também acha que a felicidade espreita a cada passo, embora o suspense do pé no ar mais pareça um chute.
Ela faz questão do contato, e seu corpo grita Escher, a mão dentro do peito agarrando o pulsar, outra levantada aos cabelos, cabeça-coração. Intui e lhe basta, embora custe tanto aos outros compreender que assim é a vida.
Do caldeirão saem coisas, muita fumaça e muita bolha, superfície fervilhando. A gata preta teve que ter as urgências estirpadas, mas passa bem obrigada. O sangue jorra à terra em esguichos fortes. O perfume não é comprado, nasce de dentro.
Peço à bruxa que fique. Ela vai pensar no meu caso.

quarta-feira, 13 de abril de 2005

Sufoco

Sei que estou sumida, mas ando no sufoco. Só conto que das coisas ótimas e excitantes dos últimos tempos destacam-se o show, na quinta passada, do Ladysmith Black Mambazo, e a expectativa para o show de Zap Mama sábado que vem. Nem acredito que estou vendo os dois num tempo tão próximo. Tenho que escrever - urgente - pra Dona Malu Prates.

Tolerância

Tolerar a existência do outro e permitir que ele seja diferente ainda é muito pouco. Quando se tolera, apenas se concede e essa não é uma relação de igualdade, mas de superioridade de um sobre o outro. Deveríamos criar uma relação entre as pessoas da qual estivessem excluídas a tolerância e a intolerância. (José Saramago, mas copiado do Livro da Tribo, 19.1.2001/2002)

segunda-feira, 11 de abril de 2005

Livromancia

Úrsula se preguntaba si no era preferible acostarse de una vez en la sepultura y que le echaran la tierra encima, y le preguntaba a Dios, sin miedo, si de verdad creía que la gente estaba hecha de hierro para soportar tantas penas y mortificaciones; y preguntando y preguntando iba atizando su propia ofuscación, y sentía unos irreprimibles deseos de soltarse a despotricar como un forastero, y de permitirse por fin un instante de rebeldía, el instante tantas veces anhelado y tantas veces aplazado de meterse la resignación por el fundamento, y cagarse de una vez en todo, y sacarse del corazón los infinitos montones de malas palabras que había tenido que atragantarse en todo un siglo de conformidad.
-¡Carajo!-gritó.
Amaranta, que empezaba a meter la ropa en el baúl, creyó que la había picado un alacrán.
-¡Dónde está!-preguntó alarmada.
-¿Qué?
-¡El animal!-aclaró Amaranta.
Úrsula se puso un dedo en el corazón.
-Aquí-dijo.


(GGM, Cien años de soledad)

sábado, 2 de abril de 2005

E se ela chora num quarto de hotel

Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela mora no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz

segunda-feira, 14 de março de 2005

2 x 3

Melhor coisa.

sexta-feira, 11 de março de 2005

Cada vez pior (Nene)

A loucura da vez, deixa eu ver se eu me explico...
Quando se convive o bastante, veja bem, não precisa ser muito, apenas o bastante com uma pessoa, decoram-se o gesto, a fala, as expressões faciais. Vai daí já me aconteceu bastante de eu me sentir como alguém que conheço, minha mãe ou minha irmã em geral, quando me flagro dizendo alguma coisa no mesmo tom de voz ou mesmo fazendo um olhar, um gesto, como aquele cruzar de pernas que o meu pai só faz quando assiste futebol. Todos eles são família, são próximos. De uns meses para cá eu às vezes entro na pele de alguém que não conheço tanto, entro mesmo, John Malkovich total, de pensar se de lá também se sentiram em mim, um pensamento ao menos despertado por essa troca astral que eu não sei de onde vem. Também quero saber se isso vai durar, experiência LSD em flashes para sempre?

Os psiquiatras de plantão manifestem-se, por favor.

quarta-feira, 9 de março de 2005

César.



Cesare Mansueto Giulio Lattes
11/7/1924-08/03/2005

"Você não acredita em Deus? Olha, olha aquela flor ali. Quem você acha que fez aquilo? (...) Ah, então você não é ateu: você é agnóstico. Não acredita, mas se reserva o direito de mudar de opinião."

"- César, eu tô nervosa.
- Por quê?
- Ah, com a formatura.
- Tá nervosa porque agora vai ter que trabalhar, né, safada?"

"Então quer dizer que eu sou o santo patrono de vocês?"

"Chamaram o pró-reitor, cadê o contra-reitor?"

"Até que a morte os separe é exigir pouco. Cristão não entende nada de amor, quem sabe de amor são os indianos, que quando um morre o outro se atira ao fogo junto com o corpo."

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005

Para provar que a vida anda certa

o dia foi maravilhoso.

Ditto

Foi isso mesmo que você ouviu, foi isso o que eu disse. Mas agora morro de medo...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005

Qualquer coincidência é mera semelhança.

Recently he requested the return of his ice scraper, the sort that can be purchased for less than a dollar anywhere at any time from fall through spring. "Sentimental reasons," he said, and proceeded to describe it exactly and pinpoint its location precisely in the garage.

I returned it to him, with my prayers.

Frase do dia.

Eu não deixo mais ninguém morar na minha cabeça sem pagar aluguel.

domingo, 20 de fevereiro de 2005

Velho é a...

Vou parar com a minha viola
Já não posso mais cantar
Pois o jeca quando canta
tem vontade de chorar
O choro que vai caindo
Devagar vai se sumindo
Como as águas vão por mar


Pois é: aniversário do "Tio Lair", também conhecido como meu pai. E eu não tô lá.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005

La la la.

But don't change a hair for me
Not if you care for me
Stay, little valentine, stay
Each day is valentine's day


(Cantando e roubando um pouquinho na data do post.)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005

Still hurts.

A maré num tá pra peixe
hoje eu não vou pescar
pois o mar tá muito forte
minha jangada pode virar

Sei que o mar vai ficar manso
minha rede jogo no mar

peixe grande vem na rede
pequeno jogo no mar pra criar
peixe grande levo pra casa
pra família jantar.


(Lake of Perseverance, Dom Um Romão)

Desculpe, voce discou errado.

Dois posts, no mesmo dia, postados da biblioteca, sem letra de musica, nao cripticos, com links para sites de noticias.

Voce tem certeza de que entrou no blog certo???

Don't blog too much, ok?

O Dan singelamente me mandou uma noticia de ontem do Washington Post sobre gente que perde o emprego porque blogou alguma coisa sobre os chefes.

Hoje eu disse "Have a good weekend!" para os meus orientadores, e a orientadora (que viu meu blog ha' duas semanas, quando eu estava pra la' do fundo do pocco) respondeu "You too, but don't stay late blogging, ok?".

Minha cara caiu no chao, e ela morrendo de rir.

Eu merecco.

Destorcido

Uma familia em Barao Geraldo morreu envenenada. Sobreviveu uma menina de 15 anos. Estou acompanhando o caso ha' dias, uma dessas historias que fazem a gente pensar que o mundo esta' muito louco. Estao investigando a dinamica da familia, mas parece que e' dificil, porque eles eram muito fechados. O Globo relata que uma ex-empregada foi interrogada e disse que o pai era violento, que agrediu as filhas varias vezes. Arra', uma pista! Mas ai' eles reenforccam a teoria com esse paragrafo aqui:

Ela também disse que ele restringia o uso de telefones celulares e computador pelas filhas.

Gente, e quando e' que o uso de celular e computador passou a ser direito da Crianca e do Adolescente?

Violento, muito violento...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2005

Whirling Rainbow

You are being asked to remove any type of discord from your life in order to grow. Don't feed the negativity. Look at any lessons being presented at this time, then focus your attention on creating new beauty and abundance in your life. Do not allow yourself to be caught in the quicksand of petty tyrants. A true, worthy opponent will present lessons to make you grow beyond any high drama and into a sense of unity with the Self. Other petty tyrants are not worthy of your attention or your energy. You need not take on the issues of others when the discord is due to their lack of unity with themselves. Encircle any discord within the Whirling rainbow of Peace and consider the unity you have with the Great Mystery when you keep your eye on the goal and your feet on the Sacred Path of Beauty. Remember that any challenges to unity are equal to your ability to overcome them.

Em outras palavras. Sai-pra-lá-u-ru-cu-ba-ca!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2005

Eu quero.



E imitação não vale.

domingo, 6 de fevereiro de 2005

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2005

Carnaval vai começar.

É CARNAVAL
É A DOCE ILUSÃO

É PROMESSA DE VIDA NO MEU CORAÇÃO

VEM... VEM AMAR A LIBERDADE
VEM CANTAR E SORRIR
VER UM MUNDO MELHOR
VEM MEU CORAÇÃO ESTÁ EM FESTA
EU SOU A MANGUEIRA EM TOM MAIOR
SALVE O SAMBA DE TERREIRO
SALVE O RIO DE JANEIRO
SEUS RECANTOS NATURAIS

SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ
QUE MARAVILHA SERIA VIVER

sexta-feira, 28 de janeiro de 2005

Borandá

Vam'borandá que a terra já secou, borandá.

Desculpem, mas não arresisti.

Ói as amiguinhas da Clara.

Ou Isto ou Aquilo

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.


(Cecília Meireles)

No momento, estou com chuva, luva, nos ares, com o doce, brincando e tranqüila. Me reservo o direito de mudar de idéia a qualquer instante.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2005

sexta-feira, 21 de janeiro de 2005

Pioneering

Pioneira do bom, pioneira do ruim. Tia velha pra quem pedem conselhos...

terça-feira, 18 de janeiro de 2005

segunda-feira, 17 de janeiro de 2005

Vinícius, a fada, saudade e nostalgia

O poeta dizia que uma mulher tem que ter algo de triste.
Alguns homens têm isso também.
Nostalgia se transmite? Contágio na pele?
Saudade não se traduz.
A bruxa Kiki saiu de casa, nunca me vi tanto.
E em outra certa animação, engraçadíssima, a fada dos desejos mágicos é feita de lágrimas. Acaso? I don't think so.

Damn, it hurts!

We only see him and we embrace him like if he were a shadow.

Não é nada, não é nada, mas dói pra caramba, tá?
Antes agora que depois.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

Quem vê cara não imagina a bunda.

Postado pelo meu terapeuta das madrugadas longínqüas.
Acertado há quatro meses. U-a-u.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2005

Interlúdio

(Cecília Meireles)


As palavras estão muito ditas
e o mundo muito pensado.
Fico ao teu lado.


Não me digas que há futuro
nem passado.
Deixa o presente - claro muro
sem coisas escritas.


Deixa o presente. Não fales,
Não me expliques o presente,
pois é tudo demasiado.


Em águas de eternamente,
o cometa dos meus males
afunda, desarvorado.


Fico ao teu lado.

Links

O link do Dória ali do lado funciona, pode experimentar.
E coloquei o David e seu "King of Pointland" também.

terça-feira, 11 de janeiro de 2005

segunda-feira, 10 de janeiro de 2005

Oriki pra Logun-Edé

Um orgulhoso fica infeliz que um outro esteja contente
É difícil fazer um corda com as folhas espinhosas da urtiga
Montado de cavalinho sobre as costas de sua mãe
Ele é sozinho, ele é muito bonito
Até a voz dele é agradável
Não se coloca as mãos sobre o seu peito
Ele tem um peito que atrai as mãos das pessoas

O estrangeiro vai dormir sobre o coqueiro
Homem esbelto
O careca presta atenção à pedra atirada certeiramente
Ele acha duzentas esteiras para dormir na floresta
Acordá-lo bem é o suficiente
Nós somente o vemos e o abraçamos como se ele fosse uma sombra

Somente em Orunmila nós tocamos, mas ele não responde
Ele tem um nome como Soponna
Devedor que faz pouco caso
Devedor que anda rebolando displiscentemente
Ele é um louco que quebra a cerca com a cabeça
Ele bate com seu papo numa árvore Ijebu
Ele quebrou sete papos com o seu papo
A segunda mulher diz ao papo para usar um pente
Um louco que diz que o procurem lá fora na encruzilhada
Aquele que tem orquite e dorme profundamente
Ele é fresco como a folha de odundun
Altivo como o carneiro
Pessoa amável anteontem

Ele carrega um talismã que ele espalha sobre o seu corpo como um preguiçoso
Ele carrega um talismã e briga com o filho do feiticeiro dando socos
Ele veste boas roupas
Com um pedaço de madeira muito pontudo ele fere o olho de um outro
Rápido como aquele que passa atrás de um campo sem agir como um ladrão
Ele destroi a casa de um outro e com o material cobre a sua
Ele tem olhos muito aguçados
Ele acha uma pena de coruja e a prende em sua roupa
Ele é ciumento e anda rebolando displiscentemente
Ele recolhe as ervas atrás
Ele recolhe as ervas atrás

Ele anda rebolando desengonçado para ir ao pátio interior de um outro
A chuva bate na folha de cobrir telhados e faz ruído
Ele mata o malfeitor na casa de um outro
Ele recolhe o corpo na casa e empina o nariz
O preguiçoso está satisfeito entre os passantes
Ele é belo até nos olhos
Homem muito belo

Ele coloca um grande pedaço de carne no molho do chefe
Ele conhece o caminho runsun redenreden
Ele conhece o caminho do campo e não vai lá
Ele está ao lado do dono dos obi e não os compra para comer
O gavião pega o frango com as penas
À noite coisa sagrada, de manhã coisa sagrada
Ele briga com qualquer um e ri estranhamente
Ele tem o hábito de andar como a um bêbado que bebeu
Sessenta contas não podem rodear o pescoço de um papudo
O papudo come no inchaço de sua garganta
Ele quebra o papo do pescoço daquele que o possui
Ele dá rapidamente crianças às mulheres estéreis
Ele guarda seus talismãs numa pequena cabaça
Duas vezes assim coisa sagrada
Rápido como alguém que parte
A proibição do pássaro branco é o pano branco
Ele mexe os braços fantasiosamente
Marido de Ahotomi
Marido de Fegbejoloro
Marido de Onikunoro
Marido de Adapatila
Bem desperto, ele acorda de manhã já com o arco e flecha no pescoço
Como um louco ele se debate para colocar os joelhos no chão, como o carneiro
Marido de Ameri que dá mêdo
Leopardo de pele bonita
Ele expulsa a infelicidade do corpo de alguém que tem infelicidade
Assim ele diz e assim ele faz
Orgulhoso que possui um corpo muito belo.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2005

Dezembro/2003

Se apaixonar:
pode dar errado oitenta vezes;
se der certo uma,
vale a pena.


ou, na tradução da tradução:

That's the thing about falling in love:
it can go wrong eighty times;
if it goes right once,
it's worth it.


Alguém me disse por aí...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2005

Quem vê cara não vê que horas são.





Washington DC
(U.S.A. - District of Columbia)
Rio de Janeiro
(Brazil - Rio de Janeiro)
Jerusalem
(Israel)

terça-feira, 4 de janeiro de 2005

Brigamos um pouco, sim, minha irmã e eu. Vontade de enforcar a criatura. Hoje foi só ela pisar naquela fila, passar pela segurança, e eu desandei a chorar. Entrei numa loja do aeroporto, pra dar um tempinho antes de voltar pra casa, e João Gilberto começou a cantar: "um cantinho um violão...". Quem agüenta?
O resumo da estada dela aqui é uma tirinha do Garfield que saiu há uns dias:

sexta-feira, 31 de dezembro de 2004

2005


AMOR DINHEIRO PAZ ALEGRIA PAIXÃO ÊXITO VITÓRIA TRABALHO SORTE DIVERSÃO SONHOS TRANQÜILIDADE ENERGIA SAÚDE BEM-ESTAR SOSSEGO SUCESSO FRATERNIDADE ANIMAÇÃO FELICIDADE HARMONIA PROSPERIDADE CARINHO SATISFAÇÃO BOM HUMOR REALIZAÇÃO SIMPATIA PRAZER IGUALDADE EMOÇÃO

em qualquer ordem
shuffle
misture bem
use sem moderação.

domingo, 26 de dezembro de 2004

Mania

nada melhor do que não fazer nada
meu sorriso no sorriso dela
nada melhor
nada melhor do que não fazer nada
nada nada nada
o samba da minha terra deixa a gente mole
laia ladaia
chove chuva
chove sem parar
nada nada
sem parar
chove chove chove chuva
chove sem parar
o nome dela é gal
não fazer nada
nada nada
rolar com você
rolar com você

sexta-feira, 24 de dezembro de 2004

Ho! Ho! Ho!...

...como diria a Meg!

Feliz Natal para todos!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2004

Há tempos

achei que este ditado era bom: "keep away from trouble and sing to it".

Até num dia cinza há uma certa beleza.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2004

Ela me deu uma medalha de basquete que eu colei com um chiclete...



Ontem: sair no frio para ver o jogo. E como a minha irmã reclama! Espero que não me comparem com ela, porque eu reclamo do frio o tempo todo!

sábado, 18 de dezembro de 2004

I made it to 28!

It was a long way, wasn't it?, me perguntou um amigo. Mandei tomar banho. Valeu a pena o longo caminho.
Teve festa, teve bolo, teve brigadeiro, teve caipirinha. A Fran era a outra aniversariante. Música até 3:30 da manhã, 65 pessoas num apartamento de dois quartos, a cozinha lotada, a minha irmã trabalhando e pirando com o inglês.
I made it to 28, and I'm happy.

E eu mudei o horário do post só para ter um post no dia 18 de dezembro. Mas foi escrito depois, porque como já é sabido e aceito eu não tenho bola de cristal.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2004

Tentei fazer molho branco e descobri como se faz cola de farinha.

In English, for a change.

The secret fellowship of bloggers revealed one more of its members to me: David. His blog is two years old and full of interesting accounts of his opinion on everything and, I mean, he actually writes! Unlike some people (cough!) who keep copying poems and when they write they just put two lines of cryptic garbage... But then, again, I never cooked an Asian-themed Hanukkah dinner...

Speaking about Hanukkah, yesterday it was the last day. I lit candles the last four days, for the first time ever, and had to cope with Juju making fun of me and thinking I'm converting any time now. I tried to explain it has nothing to do with my actual circumstances (hmm... yeah, I'll leave it at that), but I was always interested in other cultures, and was able to learn a lot about Judaism because of my cousin Belezinha. This year I was reading about Hanukkah (yet again) and was amazed at one of the prayers, the one you're just supposed to say the first time you light the candles:

"Praised are You, Lord our God, King of the universe, Who has kept us in life, sustained us, and enabled us to reach this season."

I can't even begin to explain how well that fits into my life right now.

I am taking any path that leads to a better me. I'll satisfy my curiosity whether by lighting candles or by reading about the orixás. I'll pray to Guadalupe (Dec. 12!), I'll take note of my dreams, I'll keep living the way I'm living, I'll find the way. And "nilipata rafiki".

(Oh, by the way: my Christmas tree looks so cute!)

Incrivelmente lindo


Já ouvi esse álbum várias vezes, mas hoje ele está soando incrivelmente lindo, apropriado, maravilhoso.

terça-feira, 14 de dezembro de 2004

Dádiva

No dia em que meu peito sente que alguém merece uma canção, é essa a canção que eu quero cantar.

Gracias a la vida

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado el sonido y el abecedario,
con él las palabras que pienso y declaro:
madre, amigo, hermano, y luz alumbrando
la ruta del alma del que estoy amando.

Relaxada mas alerta

Ou ainda: a mente quieta, a espinha ereta, e um coração tranqüilo.

"Memória é uma velha louca que guarda trapos coloridos e joga comida fora"
Austin O'Malley.

(Achado do Wolfie, devidamente exibido no blog da Stella his starlight)

Futuras grandes invenções (I)

Exame de sangue para paixonite aguda.

sábado, 11 de dezembro de 2004

Se eu passo pelo caminho, ele também passa por mim.
Mutação, fluidez.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2004

Vamos celebrar

Que o experimento tá dando certo, que o mundo e eu somos um, que eu estou feliz, que o frio não tá exagerado, que eu tenho uma câmera digital, que eu tenho um anel de veneno, que eu tenho uma roommate carioca que me empresta coisas, que eu descobri um bom motivo para ser mais organizada, que a minha irmã tá chegando, que a minha festa de aniversário já é um sucesso uma semana antes, que o meu Natal também vai ser bárbaro, que o meu cabelo tá super comprido, que eu tô com fome mas não tô chatinha, que vim de carona pra casa e não tive que andar de salto, que eu consigo falar o que penso e já vou desaprender a apanhar calada, que eu tenho uma mãe que reza por mim de hora em hora, que eu tenho um pai que morre de saudade das minhas ligações, que eu vou ao Brasil algum dia, que eu existo.
Motivos bastantes e suficientes.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2004

...gente que só coloca no blog textos e letras de música. Demonstra pouca criatividade, não? Mas ao mesmo tempo, é um alívio saber que todas as coisas já foram escritas, de uma forma ou de outra. Minha angústia já foi de outro e pode ser domada pela métrica.
Ando pela rua como a calça literária da crônica, cheia de frases soltas, notas musicais, beija-flores invadindo, sonhos onde pouso a página de sentir, a sorte de um amor tranqüilo, bocas de luar, a lua trêmula sobre as águas. As imagens se misturam tanto que já são ruído branco.
Carrego comigo a saudade, carrego gente, carrego preocupações, e carrego a angústia mesma de carregar tantas coisas, um peso no ombro...
De vez em quando do barulho sai algo, um reflexo de sentimento tão perfeito como se o arco tivesse tocado apenas o violino numa nota sublime, ou sai um texto, para passar o tempo, para não dizer que eu sou dessa gente que só coloca no blog...

Para a Estrela.

De repente Lóri não suportou mais e telefonou para Ulisses:

-- Que é que eu faço, é de noite e eu estou viva. Estar viva está me matando aos poucos, e eu estou toda alerta no escuro.

Houve uma pausa, ela chegou a pensar que Ulisses não ouvira. Então ele disse com voz calma e apaziguante:

-- Agüente.

Quando desligou o telefone, a noite estava úmida e a escuridão suave, e viver era ter um véu cobrindo os cabelos. Então com ternura aceitou estar no mistério de ser viva.

Clarice Lispector in Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, 19a. ed., Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1993. pp. 133-134.

Para mim.

O NASCIMENTO DO PRAZER (trecho)

O prazer nascendo dói tanto no peito que se prefere sentir a habituada dor ao insólito prazer. A alegria verdadeira não tem explicação possível, não tem a possibilidade de ser compreendida - e se parece com o início de uma perdição irrecuperável. Esse fundir-se total é insuportavelmente bom - como se a morte fosse o nosso bem maior e final, só que não é a morte, é a vida incomensurável que chega a se parecer com a grandeza da morte. Deve-se deixar inundar pela alegria aos poucos - pois é a vida nascendo. E quem não tiver força, que antes cubra cada nervo com uma película protetora, com uma película de morte para poder tolerar a vida. Essa película pode consistir em qualquer ato formal protetor, em qualquer silêncio ou em várias palavras sem sentido. Pois o prazer não é de se brincar com ele. Ele é nós.

Clarice Lispector

PS: Pode ser que esse texto não seja dela. Alguém sabe?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2004

Alice através do espelho

'I wish _I_ could manage to be glad!' the Queen said. 'Only I
never can remember the rule. You must be very happy, living in
this wood, and being glad whenever you like!'

'Only it is so VERY lonely here!' Alice said in a melancholy
voice; and at the thought of her loneliness two large tears came
rolling down her cheeks.

'Oh, don't go on like that!' cried the poor Queen, wringing her
hands in despair. 'Consider what a great girl you are. Consider
what a long way you've come to-day. Consider what o'clock it is.
Consider anything, only don't cry!'

Alice could not help laughing at this, even in the midst of her tears.
'Can YOU keep from crying by considering things?' she asked.

'That's the way it's done,' the Queen said with great decision:
'nobody can do two things at once, you know. Let's consider your age
to begin with--how old are you?'

'I'm seven and a half exactly.'

'You needn't say "exactually,"' the Queen remarked: 'I can
believe it without that. Now I'll give YOU something to believe.
I'm just one hundred and one, five months and a day.'

'I can't believe THAT!' said Alice.

'Can't you?' the Queen said in a pitying tone. 'Try again:
draw a long breath, and shut your eyes.'

Alice laughed. 'There's no use trying,' she said: 'one CAN'T
believe impossible things.'

'I daresay you haven't had much practice,' said the Queen.
'When I was your age, I always did it for half-an-hour a day.
Why, sometimes I've believed as many as six impossible things
before breakfast.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2004

Sobre gatos

"A cat is there when you call her - if she doesn't have anything better to do." - Bill Adler

"No one can own a cat, but they will bless you with their company, if they choose." - Frank Engram ..1952

"The difference between cats and dogs is that dogs come when called and cats take a message and get back to you."
- anonymous

"Women and cats will do as they please and men and dogs should relax and get used to the idea." - Robert A. Heinlein

Diário

Disseram para eu escrever um diário.
É o que estou fazendo. Críptico? É. Mas reflete.
Quem sabe agora um secreto, com detalhes? Com sentimento, mesmo, com confissões, com lágrimas para eu ler depois e me achar ridícula, muito ridícula. Quem sabe um com recibos colados, com fotos e flores, um com letra feia de quem está presa à cama de tanto desgosto. Com desenhos, com carinhas sorridentes, com figuras de palitos.
Vou escrever um diário. Quem sabe resolve.

Hopscotch

(Chapter 7 - Julio Cortazar)

I touch your mouth, I touch the edge of your mouth with my finger, I am drawing it as if it were something my hand was sketching, as if for the first time your mouth opened a little, and all I have to do is close my eyes to erase it and start all over again, every time I can make the mouth I want appear, the mouth which my hand chooses and sketches on your face, and which by some chance that I do not seek to understand coincides exactly with your mouth smiles beneath the one my hand is sketching on you.
You look at me, from close up you look at me, closer and closer and then we play cyclops, we look closer and closer at one another and our eyes get larger, they come closer, they merge into one and the two cyclopses look at each other, blending as they breathe, our mouths touch and struggle in gentle warmth, biting each other with their lips, barely holding their tongues on their teeth, playing in corners where a heavy air comes and goes with a heavy perfume and a silence. Then my hands go to sink into your hair, to cherish slowly the depth of your hair while we kiss as if our mouths were filled with flowers or with fish, with lively movement and dark fragrance. And if we bite each other the pain is sweet, and if we smother each other in a brief and terrible sucking in together of our breaths, that momentary death is beautiful. And there is but one saliva and one flavor of ripe fruit, and I feel you tremble against me like a moon on the water.

terça-feira, 30 de novembro de 2004

Oh no, please not that again

Love rears up its ugly head
Love's not so bad they say
But you never know where love is gonna go
Does anybody really know?
What you gonna do
What you gonna do when it comes and gets you?


PS: Whatever!

terça-feira, 23 de novembro de 2004

Vida, amigos: perspectiva.

Alguém passou por aqui procurando ANNA MARON FOTOS. Aê, Anna!!! Se cuida, Cris!!

(Tinha um n só por conta da pressa. Beijo. Elo.)

sexta-feira, 19 de novembro de 2004

Dividir para conquistar!!!!




Dela, dela, nosso, meu. E seremos todos(as) felizes.

quarta-feira, 17 de novembro de 2004



Quando eu estava procurando a letra da música para o post abaixo (o vídeo foi o Vitor Freire quem mandou), achei este site de uma menina - Erika Moen - de Seattle. Ela desenha uns quadrinhos muito lindos. Esse aí de cima ainda tem a ver com a música, mas tem um sobre o coming out dela que é uma graça. E tem mais este sobre letting go. E outros, muitos outros.
Taí. Gostei.

Je ne veux pas travailler
Je ne veux pas déjeuner
Je veux seulement l'oublier
Et puis je fume

terça-feira, 16 de novembro de 2004

É o bom-humor que nos resta.

Look, maybe we could do something else together. Mrs. Robinson, would you like to go to a movie?
(Ben Braddock)

domingo, 14 de novembro de 2004

Quem não cola não sai da escola...


Posted by Hello

...e também não bloga.

Frase do dia, roubada da Djones e adaptada ao meu bel prazer:

Amor, para mim, atualmente, é só uma marca de paçoca.

Se Deus quiser...

Um dia eu quero ser índio
Viver pelado, pintado de verde
Num eterno domingo
E tomar banho de sol,
banho de sol,
só.

quinta-feira, 11 de novembro de 2004

Fala comigo, Tom

Quando eu vou cantar
Você não deixa
E sempre vem
A mesma queixa
Diz que eu desafino
Que eu não sei cantar
Você é tão bonita
Mas sua beleza
Também pode se enganar

Amor e tosse, não tem como esconder.

(Provérbio japonês, soprado pela Estrelinha.)

quarta-feira, 10 de novembro de 2004

Caminhar com entusiasmo.

Entusiasmo é sinônimo de divino e significa, em grego, ter um Deus dentro de si.
(Renata Prates da Silveira)

terça-feira, 9 de novembro de 2004

I Heart Huckabees


Posted by Hello
Nobody sits like this rock sits.
You rock, rock.
The rock just sits and is.
You show us how to just sit here
and that's what we need.


Imperdível. Alguém aí tem o cartão de um bom detetive existencial?

Odô iyá

(Do livro "Orixás - Pierre Fatumbi Verger - Editora Corrupio")
Tomamos emprestada a descrição do arquétipo de Iemanjá a Lydia Cabrera, sua filha, certamente a mais competente de todas aquelas que nos foi dado o prazer de conhecer: "As filhas de Iemanjá são voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e, algumas vezes, impetuosas e arrogantes; têm o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justas mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Elas têm tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem um tal fausto".

segunda-feira, 8 de novembro de 2004

Definição

lovable especially in a childlike or naive way.

Ah, tá. Pode ser que eu seja.

Do estado atual dos blogs amigos.

Olhe para os queridos aí ao lado. O seu esquerdo. O meu direito. Acompanhe comigo:

Teca posta. Menos, mais curtos, sempre enigmáticos. Deliça. Confiro sempre.
Lemuel posta. Arre, leva a vida, faz faxina, sai, volta, moço agitado, esse.
Cris deixou de ser o maravilhoso cronista do cotidiano e agora fica empurrando os del.icio.us na gente. Deu até para postar letra de música! ;) Pô, Cris! Continua interessante, mas eu gostava mais quando ele escrevia pra caramba. Comandava o batatal, o moço. Chutava bundas.
Anna disse que está sem saco. Sorry aí pelas aftas, Anna.
Dudu continua escrevendo. Valeu, Dudu!
Beta andou sem computador. Acho bom tu voltar, hein?
Naty continua escrevendo, êêê! Agora também ataca de crônica e reportagem.
Meg deu tchau. Pecado. Mas não censuro: se precisou, tudo bem. Quando for ao Rio visito.
Djones continua firme e forte. De morrer de rir.
Luciana Misura também dá conta de escrever, mesmo trabalhando pra chuchu e indo pra África. Exemplo para todos nós.
Adriana cansou, encheu, apertou o botãozinho, aquele, apagou tudo. Mas ainda está a uma viagem de metrô, então eu perdôo.
Anita, a Cher do sertão, botou uma pintura louca dando tchauzinho e deu tchauzinho. Saudade arretada do sotaque dela.
As Mothern estão trabalhando muito, mas o blog está lá. Eu tenho que gravar tudo para quando tiver filhos. Há capítulos ali que são perfeitos. Aquele blog tem que virar livro e filme.
A Cláudia é outra, que desapareceu sem deixar rastros. Nem comentários. Se você estiver lendo, escreve, sumida!
O Marcelo continua reportando os games e conferências.
O outro Marcelo também anda meio parado, mas escreve.
A Tati escreve também. A gente só tem que dar graças-a-Deus que Joselito tem em todo lugar.
O Weno, só no msn, e olhe lá.
O Dória eu errei o link e tenho que arrumar.
A Giulieta foi vergonhosamente abandonada no altar. Pela Teca. Coisa feia. Mas nós sabemos que não tem tempo no dia, não? ;)
Barulhinho Bom é o filho da Biba e do Dudu que foi abandonado também, recém-nascido.
Chacundum está parado faz tempo, com uma observação sobre a delicadeza dos diálogos. Quando for ao Rio peço delicadamente para tomar um chopp com o Sá Reston mor, e acho que fica tudo bem. Sinto falta das palavras espertas.
Hiro ainda escreve, de arranquinho e raramente. Muito pouco.
E a Ravit mudou de blog, e quem está em falta sou eu.

Clara, Érico, Gabriella e Débora correm por fora, junto com a Turmalina. A e-Beth também de vez em quando, e a Zel e a Rossana mui de quando em vez. Fran fez blog, Max vai ganhar um blog também (ih, alguém me ajuda com o design?), Tati Dutra está no Anarquistas, Graças a Deus.

Vou reorganizar os links. Quem não atualizar, vai pro fundo da fila ou desaparece. Da barrinha ali do lado, notem bem, porque meu coração é um triângulo das Bermudas às avessas: amigo que cai aqui não desaparece nunca.

sexta-feira, 5 de novembro de 2004

Ainda bem que eu não fumo.

Porque se eu tivesse amigos que fumassem, eu podia começar a achar uma distração mais ou menos bacana, sabe, alguma coisa para aliviar o nervosismo das mãos e a angústia oral, e começar a filar cigarros em festas, bares e afins. Aí um dia, num acesso de ansiedade, eu compraria um maço para mim, o primeiríssimo, meio com vergonha sem saber direito que marca. Também teria que comprar um isqueiro. Mas aí eu perceberia que o isqueiro não funciona direito, ou que eu não me familiarizei ainda com o polegar oposto. Eu iria então tentar acender o cigarro no fogão, chamuscando todo o meu cabelo, uma coisa vergonhosa. Além disso, iria perceber o gosto de guarda-chuva na boca e que, mesmo sem conseguir sentir cheiro direito, as minhas mãos e minhas roupas cheiravam a cigarro, e a casa tinha um cheiro insuportável de motel barato (dizem). Aí eu ia lembrar de todas aquelas propagandas horríveis, e das pessoas da minha família que fumam envelhecem mais rápido, e dizem que eu sou tão nova. Ia ter medo do que o meu pai diria, ele que parou de fumar há 34 anos. Ah, e só para ter certeza, ia olhar no espelho e ver o quão horrorosa eu fico fumando, uma cara patética chupando um papel com brasinha.

É por isso que eu não fumo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2004

Uia.

E canta. (Cuidado que é um link que faz barulho. Odeio esses. Mas oficial é oficial.)

A bruxa de verdade.

Bombom de rapadura
Exdrúxula figura
Bruxinha gostosa
Neném rapadoçura

E se...

Ótimo. Leiam, meninas. Oh, meninos também.

quarta-feira, 3 de novembro de 2004

Mais a propósito ainda

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

A propósito

Meu partido
É um coração partido
E as ilusões estão todas perdidas
Os meus sonhos foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredito
Eu nem acredito
(...)
Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
(...)
O meu prazer
Agora é risco de vida
Meu sex and drugs não tem nenhum rock 'n' roll
Eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais ter que saber quem eu sou
Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
Agora assiste a tudo em cima do muro

Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver

segunda-feira, 1 de novembro de 2004

García-Márquez, morra de inveja.

Você sabe que a sua família saiu de um romance realista-fantástico quando sua prima se refere ao seu pai como tio/primo, e você vai ver é verdade, ele é literalmente o tio/primo dela.

Também o tempo se move em hélices, com personagens trocando papéis, gerações que vêm e vão, repetindo o ciclo, os novos nos substituem, jogando na área do campo que era nossa, deixando cá aos mais experientes - a palavra é essa - a designação de técnicos.

E as conversas se desenrolam assim:

- ...o tempo passa como num romance do García Márquez
- ...verdade, me lembro de sua mãe grávida de você. Me lembro de você pequenina e engraçada e agora conversamos de mulher para mulher, apesar de que , você amadureceu muito rápido. Tudo na sua vida foi rápido demais.

Aqui, plena segunda-feira à noite, me vem aos olhos a saudade da casa cheia, da Biinha morrendo de rir e comprando vestido roxo na C&A.

Impávido que nem Muhammad Ali

It isn't the mountains ahead to climb that wear you out; it's the pebble in your shoe.

Alguém um dia pensou um verso que dizia
amo tua voz e tua cor.
A voz eu entendi, mas a cor?
Agora entendo!
Tem gente que tem beleza na cor.
E tenho dito.