Maffalda mudou de casa! Redirecionando...

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terça-feira, 28 de agosto de 2007

Washington DC: os filmes.

Uma ótima lista de filmes ambientados em Washington DC.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Éramos pocos y parió la abuela

Se dice para dar a entender que a un mal existente se añade otro mayor.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Wu Wei, o pacto


WU WEI

The Sage is occupied with the unspoken
and acts without effort.

Teaching without verbosity,
producing without possessing,
creating without regard to result,
claiming nothing,
the Sage has nothing to lose.

domingo, 19 de agosto de 2007

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Vamos combinar:

Namoradas passadas de namorado atual: insanas.
Namoradas atuais de namorados passados: merecidas.
Namoradas atuais de paquerinhas atuais: mocréias.
Namoradas atuais de paquerinhas passados: feias.

Para não dizerem que estou com má-vontade, namoradas antigas de namorados passados e namoradas antigas de paqueras atuais escapam dos xingamentos e podem inclusive ser sexies e maravilhosas.

O ser bruxa


Via a Samantha Stephens na tevê e achava o máximo, principalmente o poder de arrumar uma casa ou cozinha bagunçada com uma mexida de nariz.
Anos mais tarde alguns amigos deram pra me chamar de bruxa, e nem lembro como isso começou. Minhas bruxarias envolvem um pouco de intuição, um pouco de sensibilidade e muito truque de salão e resultam em adivinhações sobre quem vai ligar, quem está bem, quem está mal, sonhos estranhos e pequenas coincidências prosaicas. Uma bruxa cartesiana, se quiserem chamar assim.
Agora, envolta nas últimas coincidências e notícias, me dou conta de que eu sou melhor bruxa se não estou de todo bem. A carapaça que cai e me deixa vulnerável também me deixa mais aberta ao outro. Já tive época de imaginar meu cérebro e meu coração ligados como num desenho de Escher e época de me sentir como o fantasma no metrô em Ghost sendo atravessada pelos outros e seus problemas. Hoje não sinto nada disso mas também não sei explicar o que vou fazer comigo mesma. A palavra-chave é conexão, e internet é fichinha.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Cervejinha

Hoje tomei uma cerveja com meus pais por telefone: eles abriram uma de
lá, certamente uma latinha bem gelada que eles dividiram; e eu tomei
uma de cá, comprada na farmácia mesmo.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Little consolation

... Mas eu te garanto que onde quer que você vá, as pequenas coisas
estarão presentes. Trabalho, música, cerveja, o bartender que te
sorri, amigos, pessoas com filhos vivendo coisas singelas, jovens
ligeiramente bêbados no metrô, uma negra gorda na porta da padaria
dizendo bom dia, querida, Deus te abençoe, o sentimento de ter mil
problemas e flutuar ao mesmo tempo, amigos, um livro para passsar o
tempo. Sobretudo, você estará lá, para sentir.

Blogagem coletiva - Semana Mundial da Amamentação

Eu não sei se nem quando vou ter filhos, não sei se quero. Mas amamentação é uma coisa que sempre ocupou um espaço enorme no meu imaginário. Fazer e ser o alimento de alguém deve ser uma sensação muito boa.

Adoro ler o blog da Denise e aprender mais sobre o assunto. Um post dela que me chamou a atenção foi quando ela deu a entender que mães que amamentam não têm que ser aquela coisa chata Hallmark, "mágica", "sagrada". É uma coisa natural, dá pra amamentar vendo novela, trabalhando, lendo livros, batendo papo. Como a mulher aí ao lado, que certamente é uma versão mais loira da mãe que eu talvez quem sabe serei. Ou não.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

terça-feira, 31 de julho de 2007

5 músicas marcantes

Ao contrário do Dudu, não sou tão ligada em música assim, então vou tentar apenas explicar algumas das músicas que me dão frio na barriga, ou marcantes, ou... sei lá.

1. Leaving on a jet plane. Essa não estava no post anterior que fiz. Eu estava no escritório e coloquei uma música no iTunes que tinha que ouvir "a serviço" (é, meu trabalho tem dessas coisas) e a música seguinte era essa. Eu desliguei rapidinho porque acredito no "oráculo de Pandora" mas não tive escapatória. Parei de resistir e coloquei a canção no ipod e tenho ouvido direto, e é a tagline do meu gtalk. Hoje estava conversando com minha prima no msn e do nada, sem aviso, ela me manda um arquivo... e era a mesma música, a mesma versão, tudo! Não acreditei na coincidência! Tenho certeza de que essa música sempre vai me lembrar desta época. A minha versão e a da prima tinham intérpretes diferentes, a minha dizia Bjork e PJ Harvey, a dela Bjork e Fiona Apple, procurei na rede e tinha gente que dizia Bjork e Pink (???), no final das contas não era nada disso. A música foi gravada por Chantal Kreviazuk, uma cantora canadense (a esta altura já não me surpreendo com coincidência nenhuma), para a trilha de Armaggedon. Disclaimer: não gostei das outras músicas dela e mesmo esta é um pouco melosa, mas combina com o momento.

2. Preciso dizer que te amo, Cazuza e Bebel Gilberto (por favor ignorem a apresentação do youtube e ouçam só a música). Essa música me lembra a moradia, no verão de 97/98. Eu conhecia a versão da Marina mas me apaixonei por essa do Cazuza com Dé e Bebel Gilberto. É que a letra é muito perfeita e a coda que fala de "fechando e abrindo a geladeira a noite inteira" e "lembrando em cada riso teu qualquer bandeira" é a descrição exata daquelas noites em que a paixonite aguda vira obsessão. De leve.

3. I want some sugar in my bowl, com a Nina Simone e a outra com Bessie Smith. Já expliquei.

4. Fazenda, Milton Nascimento. Porque é a cara da Santa Fé. Tem os tios na varanda, tem manga, tem bica no quintal, e tem a troca de gerações que faz aquele lugar eterno. "Eu era criança, hoje é você, e no amanhã nós".

5. Dindi, Tom Jobim. Porque até o rio que não sabe onde vai continua correndo seu leito.

Passando pra frente: Denise, Claudia, Isabella, Teca, Elena.

Minha bússola política.

Quem diria? Uma comunista-anarquista. Quê-que-vão-dizer lá em casa...

sexta-feira, 27 de julho de 2007



Ouvido na rua

Pai - Do you want to go home?
Filha - Where's home?

segunda-feira, 23 de julho de 2007

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Descruza o dedo todo mundo que a vaca foi pro brejo!

Mas sabe quando a vaca olha em volta e começa a achar que o brejo não é assim tão ruim? Pois é.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Vou fazer que nem minhas vizinhas de blog e pedir pensamento positivo, dedos cruzados e muita reza pros meus três ou quatro leitores. Estou precisadíssima.

Obrigada.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Dez músicas que dão frio na barriga

Estilo Alta Fidelidade.

Mas fora de ordem.

1. Preciso dizer que te amo, Cazuza e Bebel Gilberto
2. I want some sugar in my bowl, com a Nina Simone
3. Fazenda, Milton Nascimento
4. Cry me a river, Ella Fitzgerald
5. Tristeza do Jeca, Ney Matogrosso
6. Luiza, Tom Jobim
7. Go Back, Titãs + Fito Páez, a versão acústica com poema do Neruda
8. Nas Ruas, Djavan
9. Pétala, Cássia Eller
10. Dindi, Tom Jobim

Como todas as listas, me reservo o direito de rever. Reouvir.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Conferência na Casa Branca

Hoje teve uma conferência da Casa Branca sobre as Américas. O Presidente Bush moderou uma discussão entre representantes de seis ONGs, ressaltando a importância da diplomacia cidadã. Em 60 minutos ele disse a palavra "neighborhood" 33 vezes. Tudo bem, só que essa palavra pode querer dizer "vizinhança" ou "bairro". Será que ele queria mesmo dizer "quintal"?

Deixa pra lá...

Vai ser 94

Está fazendo um calor danado e não dá vontade de sair. Dá vontade de estar no Rio e ter dezesseis anos, quase dezessete, e ser final de novembro e já ter passado de ano em todas as matérias sem recuperação, e ser quase meu aniversário quase Natal e quase Ano Novo, e eu ter um biquíni novo e ir todo dia na barraca do Pelé, depois voltar pra casa tomar banho e comer a comida da Bel e botar meu vestido marrom que minha mãe depois jogou fora a meu contragosto e ir andar na rua com alguma amiga, depois voltar pra casa e ficar no meu quarto lendo Vinícius e sentindo o cheiro das flores de manga fora da janela e ficar tão feliz que me sinto compelida a rabiscar o espelho inteiro, ter um paquera qualquer que é louco por mim ou ter um namorado pra ir ao cinema e não ver o filme e ficar só beijando achando o máximo da transgressão, sair do cinema e ir tomar sorvete num buraco qualquer pra ficar junto um pouco mais antes da hora do pai bravo, e depois outro dia ir pra Guarapari ficar de bobeira no apartamento a tarde toda, ir à praia da Areia Preta no dia seguinte e constatar que é tudo igual ao ano passado, na verdade é tudo igual a 1978, só não é mais cool mas continuar gostando mesmo assim porque cresci indo lá e porque tenho uma amiga comigo com quem eu posso falar bobagens e olhar vitrines que só vendem, claro, biquínis, ir na feira hippie e comprar um colar de um senegalês que parece um bicho de seda, o colar, não o vendedor, depois voltar e ficar numa rodinha de violão achando tudo ótimo só porque o vento está soprando na direção certa e acalma a pele ardida, voltar em silêncio para o apartamento e ir dormir achando que o único problema na vida era pernilongo.