Maffalda mudou de casa! Redirecionando...

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quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Domadora de Tensões.


Não resisti à caixinha e comprei esse chá, a marca é bem comum, mas a donzela de rubro domando o dragão é o que há.

PS: E entre as citações edificantes do site do chá:
"There is not much danger that real talent or goodness will be overlooked long." (Louisa May Alcott)

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Pê-ésse

A tirinha do último post me lembrou de um menino que vi hoje (na casa de outra amiga, que hoje foi o dia de ver gente), ele deve ter uns 10 anos, argentino, assistindo uma partida do Boca contra o San Lorenzo em que o Boca fez zilhões de gols (7x1, acabei de conferir). Cada vez que saía um gol ele exclamava "qué lindo!", com encantamento e não com a empolgação belicosa de alguns torcedores. Achei bonitinho.

A ver?

Ok, sem escrever há tempos, comecemos do mais recente.

Não quero contar historinha hoje porque já é quase hora de dormir. Tantos momentos neste blog funcionam como Polaroid, é isso o que eu quero hoje.

Quero lembrar da Anubha dizendo "thank you, thank you, thank you so much" em sua festa surpresa, depois indo de pessoa em pessoa, perguntando - "e você?", ao que a pessoa dizia o próprio nome.  É que ela teve um acidente em janeiro e perdeu a visão. Ela vê vultos e usa o computador usando um programa especial que mostra duas linhas na tela, enormes. Só assim para ela enxergar. Eu não a via há quase dois anos, e fui mesmo assim à festa. Um privilégio ver e ouvir (ah, e comer, que comida indiana é muito boa! terceira vez na semana, contando o delicioso jantar em Friendship Heights) mas talvez eu tivesse que me preparar mais, dei vexame, fiquei emocionada em vê-la e ficou fácil confundir minha emoção com pena. Não era. Era emoção mesmo, um monte de coisas que vieram à minha cabeça, a oportunidade de conversar com outras pessoas que lá estavam e que também não via há tempos. Uma delas foi uma professora do departamento que me incentivou à beça a trabalhar no que eu quero e ainda disse que vai fazer a aluna dela entrar em contato comigo "porque ela tem muitos interesses e eu não quero que ela fique entediada, eu quero que ela se mantenha feliz". E mais apoio ainda eu tive da Anhuba, dizendo que sim, eu vou arranjar um emprego, porque as coisas acontecem do jeito que têm que acontecer e que ela é a maior prova disso. Agora, dá pra ficar de olho seco com uma criatura dessas?

Na hora do bolo, ela parou e fez um pedido, a imagem mais linda que vi hoje, sua postura de meditação. Presenciei o costume indiano que manda que os convidados sirvam comida ao homenageado, todos pegaram um pedaço de bolo e fizeram a coitada comer, ela já estava que não agüentava! E no discurso ela disse que estava feliz de ter todos os amigos ao lado dela, que ela teve um apoio enorme da família e dos amigos e que estava tendo a oportunidade de ter um segundo primeiro aniversário, do qual ela se lembrará para sempre. Um amigo indiano rebateu na hora: "Primeiro aniversário? Por que as mulheres sempre têm que mentir a idade???".

Definitivamente, uma lição na arte de não reclamar da vida, tema que já se repetiu vááááárias vezes esta semana.

Para completar, tirinha do blog do Guilherme, amigo da Teca e juiz de trovas:



domingo, 27 de agosto de 2006

Oito coisas

1. Não aprendi a andar de bicicleta direito, como a Denise, porque só aprendi lá pros 19, 20 anos. Nadar também foi mais ou menos com essa idade e não tenho carteira de motorista até hoje.
2. Sou uma organizada teórica. Vivo lendo livros de organização mas continuo bagunceira.
3. Passo mais tempo online do que eu gostaria. E mesmo assim não escrevo no blog! Tenho uma lista enorme de projetos que quero começar online, ainda bem que ganhei este empurrãozinho!!!
4. Sou ambientalista sem carteirinha. Esse é um dos meus projetos: quero começar a escrever sobre as coisas interessantes que ando lendo, para ver se exercito aqui o Tico e o Teco a explicar minhas idéias.
5. Morro de saudade do Brasil. Mas não tenho vocação pro sofrimento, então aguardo confiante a próxima oportunidade de aparecer por lá e ver meus pais.
6. Tenho mau gênio. Minha mãe, quando perguntada, diz que eu sou muito "positiva", que sei o que quero e não tenho paciência com gente burra. Pra mim isso se chama mau gênio, minha mãe é que não quer admitir. E quando fico com fome, fico pior ainda.
7. Tenho vários medos, mas um deles é o de ser inadequada. Hoje, em especial, esse medo se realizou, fui a uma festa e fiz tudo errado!
8. Gosto da cor roxa e das cores do arco-íris, de jazz e boa mpb, de strogonoff ou arroz-feijão-farofa, de café, de cheiro de chuva, e de massaginha no ombro.

domingo, 16 de julho de 2006

R-E-S-P-E-C-T

(oo) What you want
(oo) Baby, I got
(oo) What you need
(oo) Do you know I got it?
(oo) All I'm askin'
(oo) Is for a little respect when you come home (just a little bit)
Hey baby (just a little bit) when you get home
(just a little bit) mister (just a little bit)

domingo, 2 de julho de 2006

Mãe Joana

Uma amiga minha, a Pat, sempre achou a minha casa um lugar estranho onde coisas antigas podiam ressurgir a qualquer momento, a foto da bisavó, um cartão de visita dos anos 60, o desenho que fiz aos quatro anos, o correio da semana passada. (Eu tinha a mesma sensação ao ir à casa dela, onde as revistinhas Disney e os discos de rock dos anos 80 conviviam com o papel de parede de outras épocas, depois arrancado impiedosamente pela estudante de arquitetura.)

Hoje mais do que nunca estou com a casa e a cabeça reviradas. A foto da bisavó está, literalmente, na mochila, e na mesa de centro repousam outras do último dia das bruxas. Os CDs em desalinho, louça para lavar, lixo para exorcizar, livros para devolver, roupas para dobrar, emails para responder, isso sem falar aqui na cachola para organizar e uma mala para fazer.

Information overload, ou só preguiça?

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Lava os olhos meus

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Fora do ar.

Sem Juju.
Sem tv.
Sem telefone.
Sem internet.

Só música e olhar pra parede.
Não bom.

sábado, 17 de junho de 2006

Sunrise, Sunset

Assisti a Before Sunrise/Before Sunset de uma tacada só, no dia 16 de junho que é o dia em que Celine e Jesse deveriam se encontrar novamente.

Poxa, eu também queria me encontrar novamente. Ou encontrar novamente todas as pessoas em quem eu pensei durante o filme. Não foram poucas.



Vêem as fotos aí acima? Uma loira, outra morena, Paris e Rio (na foto, pelo menos), mas o mesmo jeito doce, inteligente, às vezes um pouco Iansã, passional, alguma coisa no sorriso, no olhar, no levar o cabelo para trás do pescoço. E eu fiquei pensando quando é que ela vai andar por Paris com um sósia do Ethan Hawke a tiracolo. Torcida não falta.

Depois vi o tanto que aqueles dois conversam sem legendas, e com o resto da audiência discutimos se é isso mesmo que faz um relacionamento, se isso dura. Dura? Como é que funciona mesmo?

E andar por Paris, andar por Montreal, andar por New York, até pelo centro fedorentinho do Rio e pela Paulista com seus arranha-céus, tudo isso depende de companhia, não venha me dizer que não, claro que depende, deixe-me ir preciso andar...

Talvez o grande lance dos filmes seja que eles falam tanto, mas taaaanto, que em alguma coisa todo mundo se identifica, o medo da morte, o primeiro beijo, a vontade de conexão, algo aí ressoa dentro invariavelmente.

Também a passagem do tempo, como em outros filmes, traz a velha questão da mudança e identidade. Quem era aquela pessoa que há tempos atrás via uma igual a mim no espelho mas acreditava em coisas completamente diferentes?


Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também afinal.

terça-feira, 13 de junho de 2006

Meg, responda com sinceridade...

...à pergunta do Tutty Vasques no mínimo capciosa:

Passatempo
O que a senhora gostaria de dar pro Chico Buarque no aniversário dele? Pense nisso agora que seu marido vai trocá-la pela Copa na TV. O artista faz 61 anos dia 19 de junho.
 

domingo, 4 de junho de 2006

Miscelânea Vanguardiosa 14

Corre lá que deve estar muito bom. Estou ouvindo agora.

sábado, 3 de junho de 2006

É a mãe! (ou, dia das mães atrasado)

Não esqueci do dia das mães não, liguei pras duas mais próximas que eu tenho. Agora estava tentando fazer a contabilidade das minhas amigas que são mães, resolvi fazê-lo em público... Aliás, vou fazer a contabilidade dos pais também, pra me sentir velha meeeesmo.

CSM: Michelle (Luiza e Priscila, gêmeas), Márcia (vai ser Rafael)
CSU: Ana Paula (Pedro), Patrícia (Laura), João Marcelo (João Gabriel e Diana), Liliana (Laura, notícia via Mary)
Sion: Maria (faz tempo, Luana), Manuela (Luana), Lara (Mel), Tati (Bernardo), Paulo (Laura e Ricardo)
Campinas: Ana Luiza e Cris (Eric), Celeste e Richard (Daniela), Fernando (Guilherme), Marcio e Anabella (Lucca* e Danilo), Liliana (Carolina*), Gustavo e Alessandra (Analía*), Jordy (Gabi)
Maryland: Matt, Pablo (Daniel*, 15 anos!), Fabiano (grávido)
Virtual: Adriana (Babi), Cris e Anna (vai ser Clara), Liesl (Minduim)

*Só o Lucca, a Carolina, Analía e o Daniel eu tive a chance de conhecer e conviver um pouco. O Daniel nem conta na classificação "filho de amigo", porque eu o conheci já com 12 anos e papo de 17.

Estou em falta com a nova geração...

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Estamos, meu bem, por um triz
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo acordar
E a gente dormir
Pro dia nascer feliz

sábado, 20 de maio de 2006

Nowhere Man (Tom Mueller)

In plainest terms, expatriate are those who live for a significant period of time ex patria, outside their native land. They aren't travelers, for they establish a new home elsewhere, as travelers do not. Nor are they emigrants, who embrace their new home as their only home: naturalizing, creating another life, and rarely looking back. Expats settle in a new homeland, yet maintain some spiritual link with their country of birth, and often intend, however hypothetically, to return there someday. It is the tension between birthplace and new homeland that muddles things so badly - and makes them so interesting.

(...)

Another crucial barometer of the expatriate condition is language. Proficiency in a foreign tongue eases your interaction with the locals. With time, as proficiency becomes fluency, language also determines to what extent you may seem like a local yourself. After nine years here, I speak Italian well enough to be mistaken for a native speaker. And yet there are times (and there always will be) when a bookish turn of phrase, or an outright blunder, still unmasks me. I feel like a slightly colorblind chameleon, never quite sure how well I'm blending in. And even when no one else in the room knows my secret, it's always with me: I'm forever waiting to be found out.

(...)

We all have a home in our head - part memory, part fantasy, part projection of self - where we feel "grounded," where we can let down our guard and be more fully ourselves. But expats have a unique recipe for rootedness, regardless of their location: a highly personal blend of people, language, religion, music, and old stone structures real and imagined. The result is home, which, even more than beauty, is in the eye of the beholder.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

O sonho

I had a fish in my back pocket
I got it out
It fell in the tub
started swimming
and had lots of babies.

segunda-feira, 8 de maio de 2006

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Adivinha o quê...

Vai ser como tirar o peso do mundo das minhas costas.
Vai ser como parir, exceto que parir é mais rápido.
Vai ser como ter um aniversário que dura uma semana.
Vai ser melhor que carnaval.
Vai ser " como se o mundo estivesse à minha espera. E eu vou de encontro ao que me espera.".
Vai ser a coisa mais importante que aconteceu na minha vida nos últimos dois anos.
Vai ser melhor que dançar na chuva.
Vai ser como se eu tivesse um tempo infinito pela frente.
Vai ser uma carta de alforria.
Vai ser muito bom.
Vai ser muito bom meeeeesmo.
Vai ser um alívio e uma alegria.
Vai ser uma festa lá no Rio, e em Minas.
Vai ser a notícia da semana na Santa Fé.
Vai ser um espetáculo de fogos, que nem festa junina.
Vai ser uma bebedeira totaaaaal.
Vai ser em breve.
Me aguardem.

terça-feira, 25 de abril de 2006

Voltando à vaca fria

Eu sei que o assunto está ficando velho, mas juro que é a última vez...
Quis colocar um contador no meu esforço quase heróico (eu gosto muito de tv, é isso):

domingo, 23 de abril de 2006

Mínimas atarantadas

- Eu diria que ninguém nunca morreu disso se soubesse que, de fato, ninguém nunca morreu disso. E eu acho que já!

- Sonho de consumo: uma lavadeira.

- Comprei o livro do filme 42 Up. Muito bom. Recomendo o filme, o livro é para importar citações da melhor qualidade.

- "Aprendi", finalmente, a jogar xadrez. Mal, lógico. Mas aprendi.

- Receber email longo (curto também servia, mas veio longo) de quem não se vê há anos, depois de um curto sumiço online, cheio de novidades boas do lado de lá e torcidas pro lado de cá. Tem coisa melhor?

- Ganhei pulseirinha e hamsah de Israel. Chiiiique que só eu.

- Falta pouco. Falta pouco. Falta pouco.

quinta-feira, 20 de abril de 2006